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20111118

O que não é Relaxamento Consciente


Relaxamento Consciente é muito diferente de relaxar lendo um livro,ou vendo TV.

Lendo livro ou vendo TV, a pessoa raramente sabe o que está fazendo com o corpo e a respiração.
Relaxamento consciente é muito diferente do relaxamento do final da aula de Dança Contemporânea ou da aula de Pilates, pois em geral, no fim destas práticas, as pessoas estão com os músculos doloridos das repetiçõess e da falta de oxigenação muscular, não há uma preocupação em posicionar o corpo com excelência para a atividade de relaxar, não houveram antes práticas que despertarem mecanismos fisiológicos de relaxamento (como provocam os aasanas feitos com permanência) e a duração do relaxamento é curta (não dá tempo do mecanismo fisiológico de relaxamento de todo o corpo responder).

Relaxamento consciente é mais eficiente que uma noite de sono, pois durante o sono não sabemos o que fazemos com nosso corpo, com nossa respiração, e muitas pessoas não relaxam na cama o suficiente para ter uma noite de sono revigorante porque 'o cabeção' não desliga.

20111117

Yoga-Nidra


Segundo os Tantras, "A tranquilidade e a paz vêm de dentro para fora." Todos deveriam gozar da possibilidade de penetrar até o subconsciente de maneira a reconhecer as bases estruturais da sua personalidade, podendo assim resolver seus conflitos e tornar-se uma pessoa mais equilibrada (saudável).

  1.  Tensão física ou muscular gerada pelo sentimento de culpa por não vivenciar a plenitude do ser. Está ligado ao Brahma Granthi do Muladhara Chakra.
  2. Tensão emocional gerada pelo sentimento de aban-dono por não se sentir amado, necessário. Está ligada ao Vishnu Granthi do Anahata Chakra. 
  3.  Tensão mental ou psíquica gerada pelo sentimento de Inferioridade por não saber, verdadeiramente, quem é. Está ligada ao Shiva Granthi do Ajna Chakra.
 Os três tipos de tensão originam doenças, inibições, complexos, ansiedades e toda uma gama de sofrimentos. Estes sofrimentos, normalmente, estão ligados aos três complexos principais, que por sua vez estão ligados aos três Granthis, três principais dificuldades da passagem da energia sutil (Prāna) pela Susumna Nadi.
  
Desta forma, ressalta-se a necessidade de um processo de conscientização das tensões existentes e seu consequente relaxamento, ou vice-versa.
  
Os psicólogos dizem: "O completo relaxamento físico nos prepara para investigações mais profundas no campo do inconsciente."
  
Yoga-Nidra é conhecido como método de relaxa mas precisa-se dar ênfase ao fato de que ele objetiva o equilíbrio físico, mental e espiritual (essa divisão é meramente didática, não existindo na realidade) através do relaxamento profundo consciente.
  
A prática é baseada num rodízio de conscientização que a mente focaliza as diferentes partes do corpo, Pranayama, Chidakasa, Dharana e visualização interior.
  
Considerando que Yoga é um processo de comunhão, a integração dos conteúdos conscientes e inconscientes determina uma personalidade mais equilibrada e plenamente consciente.
  
Dessa forma, o relaxamento consciente alcançado em Yoga-Nidra possibilita observar (como espectador) uma liberação de imagens subconscientes carregadas de emoções e conteúdos que foram reprimidos, Sanskaras.
  
Esses conteúdos reprimidos são a causa de nossas tensões profundas e da constante inquietude da mente, e ficam interferindo subliminarmente em nossos comportamentos na vida diária. Condicionam nossos pensamentos conscientes e experiências, e nos compelem a reagir às situações de forma razoavelmente previsível.
  
Assim que se atinge o relaxamento profundo consciente, esses conteúdos passam a emergir e torna-se importante manter-se como observador, sem se envolver.
  
"A consciência é o que quebra os laços do envolvimento pessoal, sendo o meio de se libertar das impressões ou Samskaras.

Etapas do Processo Relaxamento
Pratyahara (Abstração dos Sentidos)
Aqui pretendemos desenvolver a capacidade da nossa de ignorar a abundância dos estímulos externos, interiorizando-se.
  
A mente, porém, comporta-se como uma criança rebelde. Faz exatamente o contrário do que queremos que faça. Assim, se nós a obrigarmos a pensar em fatos do mundo exterior enquanto os olhos estão fechados, a mente, aos poucos, tendo a perder o interesse neles e se fecha automaticamente, que é o que desejamos em Yoga-Nidra.
  
Deliberadamente fixamos a atenção em sons externos e saltamos de som para som, conservando a atitude de espectador. Depois de certo tempo, a mente perde o interesse nesses sons e se fecha para eles.
  
Afastamos os mais importantes meios de comunicação da nossa mente com o mundo exterior, pelo simples falo fecharmos os olhos e praticar Antar Mouna. Isso deixa o tato como fonte mais forte de estímulo do mundo exterior, paladar e o olfato são relativamente neutros.
As sensações do tato são quase anuladas se adotarmos a posição de Shavasana, em que os braços e pernas mantém-se afastados do corpo e as palmas das mãos voltadas para cima de maneira a evitar a estimulação táctil.
  
Rodízio de Conscientização
Tendo reduzido a interferência dos estímulos externos,a atenção tende a concentrar-se no corpo. Portanto, o passo seguinte é afastar a mente do corpo. Para atingir esse objetivo há uma conscientização deliberada de cada parte do corpo físico, em um rodízio que se repete um certo número de vezes.
  
Após algum tempo, percebemos que a mente demonstra uma tendência a interiorizar-se.
  
Além disso, esse rodízio vai provocando um acentuado relaxamento, que serve para diminuir de maneira considerável a penetração no cérebro dos estímulos físicos.
  
De modo geral, a parte seguinte do exercício é a consciência da presença da respiração, quando se pode introduzir alguma visualização, como por exemplo tentar ver nosso próprio corpo como se estivessemos fora dele.
  
A consciência ou a conscientização da respiração traz na maior introversão. Não se deve alterar o ritmo respiratório, apenas observá-lo.
  
O exercício continua na profundidade das emoções ou sensações psicossomáticas. Faz-se um rodízio de concientização de sensações. Primeiro, sensações de aspectos físicos, como leveza, calor, etc. Depois, passamos para o plano mental: dor, prazer, e, se for desejável, ira, medo, ciúme e amor.
  
Visualização
Neste momento a mente já está inteiramente introvertida, embora ainda haja consciência da voz do instrutor.
Esta é a fase em que vários pensamentos e imagens surgem do consciente e do subconsciente, interferindo no processo para a concentração. Em vez de bloquear esses pensamentos e imagens, nós nos utilizamos deles, fazendo um rodízio de conscientização por determinadas imagens e pensamentos, até que eles percam seu poder dispersivo. Usam-se outras imagens e símbolos que possam perturbar as camadas mais profundas da mente e trazer à tona seu conteúdo. Uma vez iniciado esse processo de purificação, a tendência é que ele prossiga espontaneamente. A indicação de que ele realmente continua é quando uma sucessão de pensamentos imagens emergem durante a prática de conscientização do espaço interior (Chidakash).
  
Nós devemos continuar como meros observadores o sucessão de imagens deve ser orientada rápida e ritmadamente.
  
Dharana
A sucessão de imagens tem dupla finalidade: desenvolver poderes de visualização e evitar a dispersão do consciente e do subconsciente, empregando o poder de associação. Nossa mente, então, concentra-se cada vez mais e nos torna receptivos e prontos para a prática de Dharana, quando o consciente focaliza determinado objeto por certo tempo.
  
Normalmente usamos a imagem de um ovo dourado, que é um símbolo psíquico muito poderoso e que facilita particularmente a concentração.
Meditação pura é a experiência da conscientização desse objeto dentro do inconsciente. Então, a fronteira entre consciente e inconsciente se desfaz e as imagens psíquicas desaparecem.
  
Resolução ou Propósito
A Resolução é uma ordem do consciente para o subconsciente. Depois o poder do subconsciente forçará a ordem a retornar ao consciente, e ela se manifestará em nossas ações e comportamentos.
Nossos pensamentos e ações de agora são influenciados por experiências passadas. Nossas experiências presentes determinarão nosso comportamento futuro. O ciclo de ação e reação chama-se Karma.
  
Não somos vítimas indefesas do destino; cada um de nós dentro de si o poder de moldar sua estrutura mental. A semente da mudança é o Propósito que formulamos em Yoga-Nidra.
  
É muito mais construtivo e aconselhável empregar a Resolução ou Propósito para um fim positivo que influencie uma vida, que inclua um desejo verdadeiro de mudar a personalidade. Ao obtermos um resultado assim, ganhamos automaticamente a força necessária para vencer hábitos e vícios indesejáveis.
  
Precisamos SENTIR o nosso Propósito, pois o inconsciente reconhece sugestões que trazem em si a força do impulso emocional e reage sob a influência delas.

Aspectos Psicológicos
No Ocidente, psicólogos descrevem a mente como tendo duas divisões principais: consciente e inconsciente.
  
O consciente predomina durante as horas em que estamos acordados. Sua característica básica é a noção do EU (Ego) e tem por função a resolução de problemas e o raciocínio (analisar, comparar e concluir).
  
Os seguidores de Freud afirmam que o inconsciente é o depósito de todas as experiências passadas não compreendidas, geralmente dolorosas. Estas experiências reprimidas ainda vivem e são a origem de nossas fobias e obsessões. Também no inconsciente localizam-se nossos instintos e desejos, permanentemente em luta para emergir no consciente, competindo pela própria expressão e satisfação.
  
Entre o consciente e o inconsciente existe um limiar de tensão que atua como Censor. Isto é, filtra que informações devem aflorar na consciência.
  
Esse Censor é necessário para nossa concentração no trabalho que executamos.
O Censor assimila ao longo da vida as informações (valores, conceitos, preconceitos, noções de certo e errado etc.), e de acordo com nossos complexos, inibições, simpatias e antipatias, ele alimenta o nosso consciente com as informações que se mostram mais "adequadas", determinando nossas ações e reações.
Se temos medo de algo, a informação sensorial será enviada ao consciente de acordo com o padrão de comportamento aprendido e "adequado", determinando a nossa resposta. Por exemplo: Um homem que aprendeu que "Homem não chora e não tem medo", diante de algo que o apavora, fingirá não ter sido atingido pelo estímulo. Enquanto isso, o conteúdo emocional correspondente à intensidade do estímulo (medo, insegurança, necessidade de gritar, chorar, fugir etc.), que é "inadequado" no padrão de comportamento aprendido, será bloqueado.
Os preconceitos do Censor nos impedem de ver o mundo claramente. Mas não impedem que o inconsciente esteja sempre alerta, enviando informações para o consciente, mesmo durante o sono.
  
A entrada nas áreas do inconsciente, onde estão nossa intuição e criatividade, nos é proibida, assim como o ingresso no âmbito geral do Inconsciente Coletivo (registro de experiências herdadas de nossa raça e de nossa cultura).
  
É claro que a Censura é necessária para que funcionemos bem, mas uma Censura muito restritiva pode separar-nos de partes positivas e esclarecidas da nossa mente, inibindo a capacidade de análise e questionamento.
  
Yoga-Nidra nos auxilia a harmonizar o consciente e o inconsciente e nos conduz a um estado em que a Censura não é necessária, pelo menos durante certo tempo.


'A Psicologia do Tantra', de Paulo Murilo Rosas, páginas 211 a 219.

20111011

Supta Badha Konasana



Um bebê é  promessa do vir a ser, um mar de possibilidades.
É um ser que ainda não foi en-formado,ou de-formado.

Quando pratico Hatha Yoga, me sinto renovada,de alma limpa e lavada, com todas as possibilidades do porvir. Me sinto re-formada.
Hatha Yoga juvenesce.
.:.
Outra coisa interessante: o bebê da foto se encontra em uma posição, que lembra um aasana, e que pode ser observada em bebês de qualquer parte do mundo. Hatha Yoga é um patrimônio do corpo humano, viva esse humano em que parte do mundo estiver.

20110727

Hesitar, excitar, ter êxito

he.si.tar
(lat haesitare) vti e vint 1 Estar incerto ou em dúvida a respeito do que dizer ou fazer. vti e vint 2 Deter-se indeciso, não se decidir. vti 3 Duvidar, vacilar. vint 4 Não se definir ou pronunciar com clareza e precisão. vint 5 Gaguejar; titubear.
 
ex.ci.tar
(lat excitare) vtd 1 Ativar a ação de. vtd 2 Despertar, estimular. vtd, vint e vpr 3 Produzir erotismo em. vtd e vpr 4 Enfurecer(-se), encolerizar(-se), exaltar(-se). vtd e vpr 5 Animar(-se).

ê.xi.to
(z) (lat exitu) sm Resultado feliz, sucesso final.

Na prática,
ao hesitarmos diante de um assana, provocamos dúvida/divisão que gera excitação mental, que nos afasta mais e mais da percepção corporal e da coordenação motora, e da liberdade de fazer a postura (união) com êxito.
Para ter êxito no asana basta:
  • compreender e seguir com fidelidade as instruções;
  • perceber como estão nossas restrições com relação aos movimentos e atitudes propostas no momento e negociar internamente com nossas retrições;
  • observar os resultados.

E ter sempre em foco,em mente que o êxito está no caminho, na presença, na execução, durante a entrada, a permanência e a saída do assana e não na forma 'final' que nosso corpo assume.
O caminho para a conquista do asana pode passar por algum desconforto, por despertar musculaturas inativas e descansar musculaturas tenazes, passa por engajar alguns músculos para que trabalhem em conjunto, em cadeia, para minimizar a carga de outros (e assim permanecer no asana por mais tempo, com mais estabilidade).

20110628

Pescado: Prática e desapego


 
O espetáculo das virtudes que se nutre da atenção plena ( o cara está atento no presente) e relaxamento na ação ( ele move apenas os músculos essenciais com o tônus necessário e mantém a respiração estável, serena e profunda).

Via Rosana Hermann

20110622

Qualidade do Movimento


O aasana/ a postura quando feito com atenção plena na qualidade do movimento produz de modo rápido, eficaz e durável modificações profundas no corpo( beleza estética e saúde), na harmonia das emoções, no foco dos pensamentos.

A qualidade do movimento no aasana requer o sequenciamento correto dos movimentos (ações externas, que são visíveis, como por exemplo: flexionar o joelho direito) e das atitudes (ações internas, que não são visíveis ou são provocadas pelo uso direcionado e coerente da imaginação, como por exemplo: desamassar as pálpebras).

Sequenciar corretamente o movimento requer:
  • prática constante de quem ensina, para que as ações estejam sempre frescas no corpo e na memória;
  • identificação da organização corporal atual do aluno;
  • expressão da ordem correta dos movimentos e das atitudes para cada aluno, respeitando sua estruturação corporal e respiração atual, fazendo uso inteligente dos acessórios pelo tempo necessário.
Atualmente, é importante o correto sequenciamento das ações externas e internas devido ao empobrecimento do repertório dos movimentos que vem acontecendo desde a revolução industrial, e tem se intensificado muito na atualidade com o uso dos botões de controle remoto, pelo tempo que passamos sentados em cadeiras, em bancos de automóveis.

Fala e entende melhor quem lê, e escreve;de maneira análoga, se comunica melhor quem tem consciência da totalidade dos movimentos que faz, quem possui um vasto conhecimento de seus gestos e quem coordena os significados dos movimentos.

20110616

Em busca do tempo perdido

A sensação interna do passar do tempo está intimamente ligada ao fluxo, à corrente dos pensamentos.
A sensação interna não tem a ver com o tempo 'natural', esse do dia e da noite.
Quando uma pessoa está envolvida em uma atividade sentida como prazeirosa, o tempo parece que passa rápido, e o contrário parece ocorrer quando a atividade é percebida como desagradável.

Muitos pensamentos inúteis por unidade de tempo (pensamentos/segundo, por exemplo) levam à sensação interna de falta de tempo.

Uma mente sem governo, que alimenta muitos pensamentos inúteis por unidade de tempo é uma mente constantemente esgotada, com pouca ou nenhuma capacidade de foco e de concentração.

A pessoa que tem a mente desgovernada fica desconcentrada, com pouca ou nenhuma capacidade criativa, com pouca ou nenhuma iniciativa positiva, e manifesta fadiga física, emocional e mental:
  • apresenta falha constante de memória;
  • instabilidade ou irritabilidade ou anestesia emocional (paradoxalmente, a pessoa se desliga emocionalmente dos fatos 'desagradáveis' que lhe acontecem como uma maneira de aparentar ser uma pessoa 'calma' e resolvida emocionalmente, mas manifesta sintomas psicossomáticos de ansiedade)
  • resistência fazer atividades físicas que lidam com a não-repetição e com a novidade.
O que acontece com a percepção do fluir do tempo quando estamos verdadeiramente concentrados, prestando atenção? (E quem presta atenção, não pensa!)
A percepção do tempo se torna fruída: descobre-se que há tempo para tudo o que se precisa e deseja fazer.
Todos conhecemos pessoas muito ocupadas, que vivem intensamente, cheias de energia, saudáveis e bem humoradas, que sempre encontram tempo para as atividades que elegem como importantes, que não deixam para depois, que não ficam arrumando desculpas para não fazer as atividades que consideram importantes.
Essas pessoas cultivam um estado mental convergente, com poucos pensamentos por unidade de tempo, e com o máximo de pensamentos úteis.

O que o Yoga tem com isso?
O Yoga ensina e treina a mente através do uso consciente do corpo, praticando os aasanas e os praanaayaamas, devolve o tempo perdido.

.:.

flu.ir
(lat fluere) vint 1 Correr em estado líquido. vti 2 Derivar, proceder.

fru.ir
(lat fruere) vti Desfrutar; usufruir.

20110613

Liberdade


“Um ser livre é aquele que reconhece, alimenta, usa e expressa seu potencial.
São pessoas despertas, que resolveram parar de culpar, reclamar e dar desculpas.
São pessoas que assumiram totalmente sua responsabilidade e tem uma atitude de gratidão a cada passo.
São descontraídos mas não se acomodam em zonas de conforto ou preguiça.
Além de serem pacíficos e de possuírem força espiritual, pessoas livres vão além das crenças que limitam seu potencial para crescer e brilhar.”
.:.
“A energia de uma pessoa livre é repleta de amor, coragem e determinação. É uma energia concentrada que rege a mente e as emoções, que não perde de vista o que é importante e não se deixa aprisionar-se por nada e ninguém. Portanto, a energia de um ser livre é totalmente focada e tem grande poder. Não se trata de falso poder - que pode vir da adrenalina, orgulho e ego - mas sim do poder que nasce de um ser cuja consciência, decisões e ações estão alinhadas. De um ser que sabe que nada ou ninguém pode impedi-lo de ser livre e expressar o seu potencial.”


20110608

Afinal, que Yoga é essa? É Raja ou Hatha?


Raja Yoga é a pratica de Yoga que segue os 8 princípios do Yogas Sutras de Patañjali.

“Normalmente se acredita que o Rája Yoga e o Hatha Yoga são coisas inteiramente distintas, diferentes e opostas, que os Yoga Sútras de Pátañjali lidam com a disciplina espiritual e que o Hatha Yoga Prádipiká de Swátmáráma lida somente com a disciplina física. Não é assim, pois o Hatha Yoga e o Rája Yoga se complementam e formam uma única aproximação em direção a Libertação. Assim como um alpinista precisa de escada, corda, ganchos, preparo físico e disciplina para subir os picos gelados dos Hilamayas, o aspirante ao yoga precisa do conhecimento e disciplina do Hatha Yoga de Swátmáráma para alcançar as alturas do Rája Yoga considerados por Pátañjali.”( Iyengar, Light on Yoga).


O chamado Hatha Yoga usa como ferramenta principal para a conquista dos 8 passos do Raja Yoga proposto por Patañjali o corpo e suas funções (sentidos, mente) como meio ou o laboratório de práticas para vivenciar as experiência da coordenação dos sentidos e da mente, e através destas experiências, obter integralidade, autoconhecimento, consciência, tranquilidade. 

O corpo deixa de ser obstáculo, vilão para se tornar o precioso instrumento de  pesquisa e  de redenção.

A introdução aos 8 passos propostos no Yoga Sutras através da prática do Hatha Yoga é feita através dos aasanas, e as práticas prioritárias durante as aulas estão diretamente relacionadas com atividades corporais: aasanas , praanaayaamas e eventualmente, alguns kriyas.

Em algumas metodologias, como na aplicação do método Iyengar, execução do aasana é proposta como uma forma de meditação:
''... Normalmente a mente está mais perto do corpo e dos órgãos densos da ação e da percepção do que da alma. A medida que os asanas são refinados, automaticamente tornam-se meditativos, pois a inteligência é feita para penetrar em direção ao cerne do ser. Cada asana possui cinco funções para executar, que são: conativo (tendência consciente para atuar), cognitiva, mental, intelectual e espiritual.....''(Iyengar)


Apenas por isso é chamado de Hatha Yoga, para ficar explícito que o meio escolhido para obter os resultados tem foco no condicionamento do corpo e no descondicionamento da mente. Em absoluto significa que o único passo ensinado são as posturas, e que aprática se resume somente aos aasanas.

Por que a enfase no corpo?
Porque um corpo que dói por estar doente, ou por não ter a flexibilidade para ficar sentado ou o tônus para sustentar a coluna alinhada e alongada sem apertar ou puxar por um período de tempo costuma atrapalhar ou impedir o sucesso na hora de seguir em direção aos 4 passos 'íntimos ou internos', sugeridos por Patãnjali (Prathyahara, Dhaarana, Dhyana e Samadhi). Resumindo bem, a meditação vai para o beleléu.

Para ficar Raja seguindo o caminho proposto por Patañjali é preciso estar atento e forte (Hatha).

Pescaria: Yoga, Hábito e Vício


Embora os seres humanos tenham o potencial inato de experimentar a felicidade ilimitada, a maioria das pessoas deve concordar que o sofrimento e a dor são fatos da vida. De acordo com o Yoga Sutras de Patanjali, o texto fundamental do Yoga, essas aflições são geradas pela mente, principalmente por nossos hábitos.

Enquanto estamos vivos, estamos criando hábitos (samskaras), tanto conscientemente quanto inconscientemente. Esses padrões estão ligados e existem em todas as áreas de nossas vidas. Nossos gostos, emoções, atitudes, crenças e comportamentos são ligados a hábitos de corpo e mente. Samskaras são necessários, na medida em que ajudam a criar um senso de identidade, estabilidade e controle. Assim, a criação de hábitos possui uma função importante.

Por exemplo, o hábito de assumir uma postura com a parte superior das costas curvada, faz uma pessoa tímida, excessivamente alta ou com seios grandes parecer menor, menos percebível. Segurar a respiração reduz o fluxo de emoções intensas ou desagradáveis, comer em excesso serve como uma recompensa fácil e rápida por um dia difícil, drogas e álcool podem ajudar a relaxar, reduzindo os efeitos do estresse e da pressão. Esses hábitos variados de corpo, respiração e comportamento possuem uma coisa em comum: eles realmente ajudam a nos sentir melhor ... por um tempo.


As Coisas Mudam
A vida, no entanto, está mudando constantemente. Eventualmente, mesmo nossos melhores hábitos podem deixar de ter efeito. Soluções para o tempo presente demandadas por experiências passadas são, com freqüência, inapropriadas e inadequadas. O resultado destas reações habituais é o aumento do sofrimento e dos obstáculos (duhkha) na vida diária. Se com o passar do tempo um hábito persiste, apesar do constante aumento de duhkha, esse hábito é, na verdade, um vício totalmente desenvolvido.

Eventualmente, costas curvadas podem gerar dor e baixa auto-estima. Uma respiração superficial e/ou irregular pode contribuir para a asma e a depressão. O vício em drogas e álcool apresenta uma variedade de problemas psicológicos, sociais e de comportamento. Comer em excesso é relevante para numerosas questões de saúde.

Colocando de forma simples, as soluções de ontem tornam-se os problemas de hoje.

Este é o nosso dilema. Uma mente totalmente livre de hábitos seria instável e estupefata pelas opções infinitas da vida, mas anos de condicionamento inconsciente criam hábitos e vícios que ocultam a verdadeira felicidade e, no final das contas, abreviam ou até mesmo terminam com nossas vidas. Esta luta eterna entre o fato da mudança e a necessidade de segurança é, de acordo com o Yoga, a condição humana.


A Solução Proposta pelo Yoga
A estratégia do Yoga para resolver este antigo problema é simples, elegante e brilhante. Ao invés de insistir que paremos de criar hábitos, o Yoga nos encoraja a ser totalmente envolvidos no processo de criação desses hábitos. Através do Yoga, podemos começar a criar conscientemente e a aprimorar constantemente nossos padrões, tornando-nos mais saudáveis, versões mais positivas de nós mesmos, de uma forma progressiva.

Para auxiliar neste processo, o Yoga recomenda encontrar alguém cujos pontos de vista e desapego permitam uma visão clara a nosso respeito e que também possua a experiência e habilidade necessária para ajudar-nos a mudar.

Em psicoterapia, esta é a função do terapeuta. No programa de doze passos, essa pessoa é o patrocinador. Em Yoga, temos o professor.

Assim como com terapeutas e patrocinadores, tradicionalmente cada estudante de Yoga possui somente um professor e cada professor recebe um estudante por vez. Como cada estudante representa uma complexa rede de hábitos corporais, respiratórios e mentais interconectados, o Yoga reconhece a necessidade da individualização. Por esta razão, TODOS os yogis adultos eram ensinados um a um. Além do mais, o professor de Yoga era responsável por apoiar mudanças positivas, não apenas no corpo físico, mas também em todos os aspectos da vida do estudante. O conjunto completo de ferramentas clássicas: a visualização, a orientação nas relações, o direcionamento de estilo de vida, o trabalho respiratório, a meditação, o som, o ritual, a reflexão, o serviço, o estudo e a postura; eram usados e adaptados para cada indivíduo da maneira que fosse necessária.

Como professores de Yoga ensinam normalmente através do exemplo, necessitamos de um professor que seja igualmente comprometido com a autotransformação e que tenha um professor. Em outras palavras, precisamos de um professor que também seja um estudante. Assim, a linhagem (cada professor sendo estudante de um professor que era, ele mesmo, estudante de outro professor) era essencial para a prática tradicional de Yoga.

Para muitos de nós, comprometer-se com um professor é um novo padrão. Os velhos hábitos de autoconfiança estóica e de manter as opiniões abertas pelo não comprometimento, agora nos impedirão de progredir no caminho do Yoga (ou da recuperação).


A dinâmica da transformação
O Yoga Sutra descreve vários elementos e orientações para criar hábitos conscientes para uma mudança suave e positiva, quais sejam:

Abhyasa: uma nova prática/hábito/padrão. Pode ser em qualquer área da vida, como corpo, respiração, mente ou comportamento. Tecnicamente, a prática é implementada gradualmente e executada por um longo período de tempo, sem interrupção, com entusiasmo e convicção.

Vairagya: desapego. O abandono dos velhos padrões, de seus resultados e das emoções ligadas tanto aos padrões quanto a esses resultados.

Tapas: aprimoramento. Fazer ações contrárias para ter uma nova experiência de si mesmo e do mundo. O Yoga descreve esta ação como 'queimar as impurezas'.

Svadhyaya: reflexão. Normalmente feita com a ajuda de um professor, é uma auto-avaliação conduzida para revelar para qual padrão é correto mudar e qual o melhor caminho para fazer esta mudança. Svadhyaya também é útil para medir o progresso.

Isvarapranidhana: liberdade, entrega, disposição para mudar, ensinamento, ênfase na qualidade do comportamento, aceitação dos resultados.

Tapas, Svadhyaya, e Isvarapranidhana, em conjunto, são conhecidos como Kriya Yoga, o modelo do Yoga Sutra para transformação dinâmica. De forma interessante, esse mesmo modelo é também expresso como a Oração da Serenidade, um pilar para pessoas que estão se recuperando do vício.

Aprimorar e substituir padrões antigos através da prática diária, é o princípio por trás das três ferramentas mais populares e conhecidas do Yoga: o asana, o pranayama e a meditação.

Asana: posturas de Yoga, que trocam nossos padrões neuromusculares antigos e limitantes por outros melhores. A prática contínua remodela a espinha e melhora por completo a força e a flexibilidade do corpo.

Pranayama: uma técnica de respiração destinada a trocar respirações curtas, superficiais e irregulares por respirações lentas e profundas. Com o passar do tempo, o pranayama fortalece o sistema respiratório [palavra introduzida pelo tradutor], estabiliza a mente e torna as emoções mais claras.

Meditação: visualização (bhavana) e outras técnicas de meditação, substituem padrões mentais negativos por outros mais positivos. Uma mente distraída, entorpecida ou agitada é transformada em uma mente focada, atenta e relaxada. Enquanto a mente vai se tornando mais estável, uma luz interna, visível a todos, começa a brilhar.

Concluindo
O Yoga é um processo de aprimoramento constante dos nossos hábitos e de melhoramento contínuo de nossas vidas. Com a ajuda de um professor qualificado, podemos escolher as ferramentas apropriadas e praticar regularmente para criar uma mente estável, confortável e livre de vício.

Tal mente pode alcançar qualquer objetivo, denso ou sutil, grande ou pequeno.


Traduzido pelo yogi Rogério Maniezi de Yoga, Habit and Addiction, de Robert J. Birnberg, em 20 de Janeiro de 2007, acessível no endereço: http://www.khyf.net/, seção Articles.


20110605

Profundidade

A prática de Hatha Yoga compreende a prática dos 8 'passos' do Yoga definidos nos Yoga Sutras.
É esta maneira de praticar que faz com que a prática de aasanas não seja um mero exercício físico ou se torne acrobacia.

O aasasa é feito em profundidade, tanto nas camadas do corpo palpável (pele, várias camadas de músculos, tendões e ossos: a diversidade dos aasanas e a variedade de possibilidade de fazer cada aasana permitem perceber a necessidade e a intensidade de cada estrutura do corpo participar da atuação na variação do aasana proposto) quanto nas camadas do corpo 'impalpável': na atividade da mente, na ordenação e na coordenação motora.

A ordenação motora busca a geometria do aasana e o sequenciamento das ações e do engajamento dos músculos essenciais com uso do tônus adequado.

A coordenação motora busca a harmonia e sinergia dos movimentos com as sensações e as percepções reais realcionadas com uso correto e alinhado do corpo. Propicia o aprimoramento das informações coordenadas pelo cerebelo, refina todos os gestos, afia a memória do bem.

A ordenação e a coordenação motora, o tônus e o engajamento muscular re-formam a imagem corporal que existe no cérebro, com impressões de capacitação, coragem, solidariedade, inteligência, beleza, saúde, jovialidade. A prática de aasanas, quando feita corretamente, reforma o corpo e a mente da pessoa.
A geometria do corpo, a harmonia do movimento produzem quietude mental (= fim dos pensamentos recorrentes, persecutórios, fim dos medos infudados ou originados em paradigmas), serenidade emocional. Resulta em menos estresse físico e mental, maior vigor e criatividade, em jovialidade e flexibilidade.

O aasana executado em sua completude provoca um estado de inteireza, é meditação em movimentos.

O fato do método Iyengar ser uma metodologia de prática de Hatha Yoga muito eficaz em fortalecer o corpo, em enfatizar a musculatura em nada compromete sua eficiência no cultivo e aprimoramento das habilidades impálpaveis.

20110602

Porque o nome das posturas é em sânscrito?

Da mesma maneira como o francês é a língua internacional do ballet por conta da origem do ballet, o sânscrito é a língua internacional do Hatha Yoga por causa da origem do Hatha Yoga. Plié quer dizer dobrar, pas de bourrée quer dizer passo de troca, adho mukha svanaasana pode ser 'traduzido' como postura(=aasana) do cachorro(=svana) com o rosto(=mukha) para baixo(=adho).

O fato dos aasanas serem designados em sânscrito não tem nenhuma conotação religiosa.

Os nomes dos aasanas por vezes são 'traduzidos' com mais ou menos sucesso, o que nem sempre justifica a 'tradução'. Na dúvida, pergunte o que significa. Se prestar atenção, vai ver que as palavras se repetem, porque não é necessário um vocabulário muito extenso para dar nome para as centenas de aasanas.



O vício de ter sensações

Quer saber se você é viciado nas suas sensações?
Link aqui. Tem mais 9 'joguinhos' para brincar com as suas faculdades mentais de percepção e propriocepção.
Estamos sempre em busca de impulsos, sejam sensoriais, mentais, imaginários, reais.

Quanto mais impulsos temos, mais queremos ter, até sobrecarregar nosso sistema e ficarmos cansados, insones, adoentados pois não fomos ensinados a tirar proveito deste mecanismo saturador para descansarmos, nos reabastecermos de energia vital (essa de mover os músculos que movem os ossos, essa de estabelecer a conecção entre os neurônios). É um tipo de estresse que se torna crônico, e que pode ser desmontado.

Neste mar de impulsos sensoriais de percepção e propriocepção, acabamos perdendo a noção do que é verdadeiro (um impulso que traz uma informação real do corpo ou do meio ambiente) e do que é irreal: ficamos neuróticos. Quem cede a toda impressão mental, acaba vivendo uma vida de ilusão.

O Hatha Yoga usa esse mesmo mecanismo de saturação para reabastecer, para descansar, para fazer a saúde da mente e do corpo, para a mente se tornar mais objetiva e criativa, para fortalecer a memória. E também para distinguir o que é um impulso necessário, real, verdadeiro, do impulso irreal. Quando reaprendemos esta distinção, começamos a economizar energia (aquela da contração muscular, da conecção dos neurônios) e pode sobrar para fazer mais coisas, para não pegar gripe toda hora, para ser mais assertivo e criativo.

Quando isso acontece?
Acontece quando fazemos os aasanas=posturas e olhamos nosso corpo (ou partes dele) e vemos que a posição em que colocamos nosso corpo ou a parte dele não combina com a impressão sensorial que temos em mente: nosso sistema de propriocepção está nitidamente descalibrado. Por esse motivo, fazemos a maior parte dos aasanas de olhos bem abertos, nos observando, sendo observados e prestando atenção.

Um outro momento em que isso acontece é quando relaxamos e os sentidos se recolhem ( é uma propriedade natural do sistema de percepção e propriocepção: se 'cansamos', se super-saturamos este sistema com muitas informações durante a prática dos aasanas e durante o início do relaxamento, este sistema se 'desliga' por alguns momentos e relaxamos profundamente. Por esse motivo, as sensações tendem a desaparecem durante o relaxamento no final da aula.

E quando as sensações 'desaparecem', inclusive a sensação da prórpia mente, as pessoas podem ter a impressão/sensação de que 'dormiram na aula' (Oh, shame on me!) durante o relaxamento, mas podem ter alcançado  o estado de sono sem sonhos .

Este recolhimento dos sentidos é uma das 8 partes da prática do Yoga, chamado pratyahara.
Muitas pessoas estranham este fato, que pode acontecer em qualquer aula, mesmo na aula experimental, não sabem do que se trata e como não possuem conhecimento da 'tecnologia' ou da técnica apurada e certeira do Yoga e também não perguntam, acham que é 'feitiçaria' ou que aconteceu alguma coisa 'errada' ou se sentem envergonhados porque acham que 'dormiram' na aula. Quem dorme tem de ser acordado no final da aula (literalmente, pegando no pé da pessoa), não tem consciência do comando verbal que encerra o relaxamento, não volta sozinho.
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Quando for fazer sua primeira aula de Hatha Yoga, lembre-se:
  • você vai perceber que seu corpo lhe é algo 'estranho', que você não tem todo o controle mental e muscular do seu corpo e com a perfeição que você imagina;
  • o Hatha Yoga usa a fisiologia do corpo humano de maneira diferente de qualquer prática física que você já fez;
  • todos os procedimentos são seguros, garantidos por centenas de anos de prática e observação;
  • não imagine 'abobrinhas' por não conhecer a técnica. Aproveite para perguntar e conhecer!

20110601

Para que serve a aula experimental?

Serve para experimentar, como o próprio nome 'explica':
  • experimentar a metodologia aplicada (segundo a Wikipédia, existem 30 linhas de Hatha Yoga no Brasil, o que pode tornar uma aula bem diferente da outra);
  • experimentar para ver se gosta do jeito que a aula é conduzida;
  • experimentar a intensidade do método proposto;
  • experimentar a qualidade da prática, e a qualidade da sua prática;
  • experimentar as sensações diferentes que apenas a prática de Hatha Yoga produz, pois usa a atividade física/fisiológica natural do corpo (o corpo inclui o cérebro) e da mente de maneira única.
Sala de Hatha Yoga

A aula experimental serve para experimentar, para cada pessoa, que é única em suas percepções, sensações e necessidades, não tenha de ser maria-vai-com-as-outras e ser obrigada a seguir o conceito, a opinião das outras pessoas.
Aula experimental não tem contra-indicação, não oferece risco de morte nem comprometimento financeiro.

Telefone para (19)3834-5045 ou mande um e-mail e agende sua aula experimental!

A aula experimental não serve para mostrar o que o Hatha Yoga pode fazer por cada pessoa, e não possui o alcance de enfatizar se é uma atividade que não vai  trazer bem estar e harmonia para uma pessoa  muito ativa e que faz muita coisa e que 'não consegue ficar parada' (aliás, as pessoas mais ativas e inquietas que conheço costumam praticar Hatha Yoga, eu sou uma delas! Acho muita graça quando alguém que nunca fez aula de Hatha Yoga, vem com essa esquiva de que Hatha Yoga não serve para pessoas inquietas, ativas, ligadas em 200V, eu que sou ligada em10000V, risos!). Para chegar a este tipo de conclusão de maneira verdadeira e bem fundamentada, é interessante e necessário perceber como a pessoa se sente ao longo e depois de cerca de 24 aulas regulares (cerca de 3 meses praticando com constância 2 vezes por semana). Antes disso é precoce, pre-meditado, pré-conceito, pré-juízo.

Yoga!


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20110529

Variações

Para que tanta variação sobre o mesmo tema=aasana?

A variação provoca modificações no engajamento das articulações e musuculatura.
Isso é importante para que a pessoa não entre na onde de que toda vez o aasana é sempre igual.
É importante porque uma determinada variação pode fazer cair a ficha ou desfazer o clik, sabe, aquele nó muscular, aquela trava articular e devolver para a pessoa a liberdade mental, de sentir ou de se movimentar.

Quando desfaz o nó mental, a pessoa pode meditar no aasana, que é uma riqueza!