É preciso estar atento e forte.
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20150320
20111123
(... Klaus Vianna ...)
Além disso, existem diversos pontos em nosso corpo que são verdadeiros centros nervosos irradiadores de energia, associados às emoções: o queixo, a região da traqueia, o esterno, a crista do ilíaco, a região do púbis, a coxofemoral.
Esses pontos, quando bloqueados, acumulam tensão, e em torno deles vai se formando uma verdadeira couraça muscular. O equilíbrio dessas tensões - entendido como a tonicidade ideal dos músculos — permite também o equilíbrio das emoções que derivam de cada um desses pontos.
Há uma diferença muito grande, por exemplo, entre a emoção expressa através do esterno — que atua mais no sentido da projeção — e a emoção que flui da região dos quadris. Esses pontos ou articulações não atuam apenas como dobradiças do corpo, mas também como marcos divisores das mais diferentes emoções. De certa forma, a cada grupo muscular e articular corresponde determinada emoção, e, dependendo da emoção que se queira transmitir, deve-se privilegiar o trabalho com esse ou aquele grupo muscular, essa ou aquela articulação.
Se estamos construindo um personagem cuja característica principal seja o medo, por exemplo, o centro é a parte mais ligada a essa emoção. Alguém com a sensação de medo tende a se fechar, arqueando os ombros e apoiando-se nas costas. Quando os espaços articulares são satisfatoriamente preservados, o jogo de emoções associadas a esses pontos pode ser plenamente sentido.
Quando iniciamos um trabalho corporal da maneira como proponho, esteja ele voltado para a dança, o teatro ou qualquer outra atividade, a primeira necessidade que se impõe é a derrubada da parede que separa a sala de aula, onde exercitamos nosso corpo, do mundo exterior, onde vivemos nossa vida cotidiana. Não podemos nos esquecer de que o corpo que queremos exercitar é o mesmo com o qual nos acostumamos a correr, brincar, amar ou sofrer. Quanto mais levarmos em conta essa dimensão existencial revelada por meio do nosso corpo, quanto mais considerarmos as dúvidas e os questionamentos que nascem na relação com o mundo exterior, mais proveitoso poderá vir a ser o trabalho realizado e tanto mais rico o resultado obtido.
Por outro lado, a relação professor-aluno não deve ser muito diferente das relações que mantemos com as pessoas em nossa vida diária. É muito comum, pelo menos nos estágios iniciais, a tendência do aluno a projetar no professor sua necessidade de um ponto de referência externo, uma figura destinada a absorver todo gênero de carências.
Mas, quando essa transferência ocorre e é detectada pelo professor, este deverá encontrar um meio de permitir que o aluno se dê conta do fato, pois assim poderá ajustar-se ao trabalho e a si mesmo. A relação do tipo professor-guru-onipotente e aluno-fiel-subserviente pode ser muito prejudicial ao trabalho que se está desenvolvendo, assim como à própria vida.
Ao longo desse processo, é fundamental considerar a relação mundo—eu, verdadeira origem e motor do movimento e da própria dança, pois é da dinâmica desse relacionamento que emerge a singularidade que faz de cada pessoa um ser único e diferenciado. Por meio da vivência da relação mundo—eu, o eu interno desabrocha a partir do amadurecimento do eu social, que nada mais é do que a forma de nos relacionarmos com o mundo exterior.
A descoberta do eu interno, de um ser único, individual e criativo, é indispensável ao exercício da dança, se quisermos que ela se torne uma forma de expressão da comunidade humana. Desde o nascimento somos submetidos a uma série de condicionamentos sociais, antes mesmo de vivermos os processos de educação formal —, o que acaba resultando em procedimentos mecânicos e repetitivos, dos quais não temos percepção ou consciência.
Se isso, de um lado, facilita a nossa existência cotidiana, de outro, afasta e dificulta o processo de autoconhecimento. Em outras palavras, a memória robotizada pode produzir formas já catalogadas e conhecidas, mas dificilmente criar movimentos novos e ricos em expressão.
E a dança não significa reproduzir apenas formas. A forma pura é fria, estática, repetitiva. Dançar é muito mais aventurar-se na grande viagem do movimento que é a vida. Nesse sentido, a forma pode comparar-se à morte e o movimento, à vida.
Os movimentos circulares são os mais relaxantes para o corpo. De certa forma, eles liberam as articulações e os grupos musculares, permitindo o equilíbrio ósseo e muscular, ao con¬trário da linha reta, que às vezes bloqueia e impede a exploração das mais diversas possibilidades de movimento.
Essa linha curva, ou redonda, vai gerando anéis musculares por todo o corpo. Estes, por sua vez, se não evoluírem para uma espiral, provocarão a tensão. Assim, o movimento circular deverá procurar sempre o caminho da espiral, de uma curva aberta, pois do contrário giraremos, mas seremos incapazes de sair do lugar.
De qualquer forma, técnica não é estética. Apesar de ter um sentido utilitário na dança, a essência da técnica constitui apenas uma forma de organizar e difundir um determinado conhecimento a respeito do próprio corpo e das possibilidades de movimento.
Essa técnica, portanto, deve ser cristalina, transparente, pois de que adianta fazermos uma série de movimentos formalmente considerados bonitos se isso não traduz ou expressa nada, se não há objetivo ou intenção naquilo que fazemos e se, acima de tudo, não contribui para nosso autoconhecimento?
Há uma mentalidade predominante que concebe a técnica como um fim em si, quando na verdade ela deve ser mais um meio eficaz e em plena sintonia com os fins que proponho atingir. E a técnica eficaz talvez seja aquela que torna possível extrapolar todos os falsos e repetitivos conceitos de beleza, que permite criar ou revelar a identidade entre a dança e o dançarino, entre quem dança e o que está sendo dançado.
Podemos dizer que o que faz a beleza de um movimento é a clareza, a objetividade. Quando o movimento é limpo, consegue expressar aquilo que busca expressar e, como consequência natural de sua verdade, ganha em beleza e emoção. Precisamente aí reside seu valor estético.
É muito difícil manifestar um sentimento, uma emoção, uma intenção, se me oriento mais por formas condicionadas e conceitos preestabelecidos do que pela verdade do meu gesto. O que confere autenticidade e expressão a um dado movimento coreográfico é precisamente o poder que ele tem de traduzir certas emoções, sentimentos ou sensações, de tal forma que seria impossível traduzi-los de outra forma ou por meio do recurso de outra linguagem. Ou seja: o que é dançado é dançado por alguém que vive intensamente aquele movimento, aquele gesto, e, por isso, consegue expressá-lo plenamente.
Quando soltamos nosso corpo — o que não significa despencar — , o movimento que executamos flui livremente, obedecendo a uma forma de organização natural, a uma linguagem gestual que, de algum modo, já constitui parte de nossa dinâmica e está em harmonia com nossa capacidade anatômica e funcional, com nossa capacidade de movimento.
Em contrapartida, as situações sociais e culturais influenciam muito o comportamento gestual e postural que adotamos. Por exemplo, as sociedades polinésia, havaiana e taitiana, célebres pela liberdade de costumes, produzem naqueles povos posturas e movimentos flexíveis e redondos, denotando o grau de liberdade que aquelas pessoas desfrutam. Já uma sociedade guerreira, de caçadores, como a de certas tribos africanas, produz posturas e movimentos fortes, intensos, de grande concentração e conteúdo rítmico.
As técnicas excessivamente formais, que desconsideram esses fatos, quase sempre caem no vazio, no limite dos gestos artificiais e desprovidos de emoção. Nesse caso, os movimentos são confusos e pouco objetivos, e o que se apresenta como emoção são apenas máscaras, artifícios tecnicamente produzidos, sem qualquer relação com um impulso vital. O que essas técnicas ignoram é a própria vitalidade do movimento.
Obviamente, nosso corpo necessita de certos códigos para que possa se exprimir. Entretanto, esses códigos devem brotar do movimento que executamos a partir de nossa própria linguagem gestual, daquela linguagem que empregamos no dia-a-dia.Tendo consciência dessa linguagem, posso me comunicar por intermédio dela, posso dançar com ela.
Se não conseguimos estabelecer um contato consciente com o nosso eu interior, contato que normalmente se perde a partir da infância, ficamos impotentes e incapazes de criar um verdadeiro diálogo, seja ele qual for. Em linguagem corporal, isso se traduzirá em gestos, posturas e atitudes medrosos, limitados, inseguros, revelando a maneira como nos projetamos no mundo.
O fato de cada pessoa ser, em síntese, o próprio mundo, um microcosmo, permite que ela encontre respostas para suas dúvidas, paixões e ansiedades quando mergulha com coragem e técnica em seu universo interior. Talvez seja isso que faz que grandes atores representem um mesmo personagem centenas de vezes, sempre de maneiras distintas. Ou seja: buscando em si a verdade daquele personagem, o ator pode conseguir a cada nova apresentação explorar aspectos novos e inéditos do ser fictício — mas ao mesmo tempo real — que encarna.
O mesmo processo aplica-se à construção dos tipos ou personagens do bale clássico: quando essa técnica é devidamente aplicada, as Giselles, Odetes e Copélias deixam de ser personagens acadêmicos para tornarem-se verdadeiros clássicos; deixam de ser estereótipos de personalidades humanas para atingir a dimensão de autênticos arquétipos da humanidade.
No teatro ou na dança, o ator e o bailarino desencadeiam, a partir de sua individualidade, um rico processo criativo, pelo qual os elementos técnicos adquiridos podem ser codificados e, em seguida, representados. A técnica cumpre aqui a tarefa de dar corpo e alma a cada tipo ou personagem que se queira representar. Este, para mim, deve ser o processo de criação capaz de produzir obras e manifestações verdadeiramente artísticas.
No terreno da arte, a obra só toma corpo na relação que o artista mantém com a realidade que o cerca, mesmo que essa relação seja atravessada pelas mediações mais sutis. O artista, como criador, mais do que ninguém necessita aguçar sua percepção do real, e o momento da criação pressupõe e ao mesmo tempo encerra o processo de autoconhecimento.
O corpo humano é uma síntese do universo. Não sou eu quem diz, nem tal coisa foi dita apenas no século xx. Mas sabe¬mos que no corpo todas as relações, todas as proporções universais estão de alguma forma contidas - e é precisamente essa infinidade de atributos, funções e possibilidades que faz do corpo um verdadeiro mistério.
Apesar de todo o conhecimento acumulado a seu respeito, o corpo humano ainda não foi completamente explorado e talvez nunca cheguemos a conclusões definitivas sobre suas potencialidades. De qualquer forma, sua existência revela a presença de algo cuja dimensão transcende a própria materialidade: aquilo que comumente chamamos de energia vital.
Atualmente, em diversos países, desenvolve-se um amplo trabalho no campo da bioenergética, que permite sustentar a ideia de que a energia é a base da própria vida. Como potencializar e canalizar essa energia em um sentido criativo é o que nos interessa mais de perto, tanto no domínio da arte quanto da própria vida.
Mesmo relativizando a onipotência que se costuma atribuir ao homem como ser racional, é impossível negar sua capacidade consciente de lançar mão dessa energia, modificando-se ou intervindo em processos naturais. A própria atividade biológica, caracterizada por um contínuo movimento, é a usina que produz essa energia vital e gera um fluxo energético que se processa por todas as áreas do corpo humano.
Em algumas dessas áreas, esse fluxo é bem mais visível, como nas mãos e nos pés, regiões que se comunicam com o mundo externo de forma muito mais intensa. Além dessas regiões, o plexo solar, o esterno, a garganta e a virilha são grandes centros nervosos nos quais também se realiza um intenso fluxo energético.
Por meio da energia vital produzida por minha atividade biológica relaciono-me com o mundo, comigo mesmo e com tudo que me cerca. Minha energia vital cresce na mesma medida que o meu trabalho corporal torna-se consciente. Quanto mais presente em mini mesmo eu estiver, quanto mais atento a cada gesto ou deslocamento, maior poderá ser a minha produção e concentração de energia vital.
Movido por essa necessidade fundamental — a consciência de mim — é que procuro, com o meu trabalho, proporcionar às pessoas uma consciência corporal baseada na percepção dos espaços internos do próprio corpo. Nesses espaços, que em geral correspondem às diversas articulações, localizam-se fluxos energéticos e inserem-se os vários grupos musculares.
Ainda é bom ressaltar que a preservação do espaço corporal atua para garantir uma boa relação de equilíbrio, pois quando se subtrai o espaço corporal, surge a tendência à diminuição da capacidade de equilíbrio e quando se consegue preservar e ampliar esse espaço, o equilíbrio alcança um ponto satisfatório.
Para entender essa relação, mesmo sabendo que o corpo constitui uma totalidade indivisível, podemos exemplificar dizendo que existem dois tipos de equilíbrio (ou desequilíbrio) que se influenciam mutuamente: o interno e o externo. Um dado equilíbrio (ou desequilíbrio) externo gera um dado equilíbrio (ou desequilíbrio) interno. E vice-versa.
Do mesmo modo, existe um espaço interior, emocional, mental, psicológico, e um espaço exterior, que é onde se manifesta a dinâmica do corpo. A sensação de equilíbrio corresponde ao momento ou aos momentos em que descobrimos uma maneira harmônica de utilização do espaço, em que equilíbrio interior e exterior já não se diferenciam mais.
O homem se insere no universo e atua como síntese desse universo de tal maneira que, ao me conhecer e conhecer a humanidade, estou desvendando o próprio universo. Essa relação pode ser esmiuçada até o nível celular, como parte de um processo ba¬seado na dialética da própria natureza, que conforma e dispõe as coisas e os homens independentemente de qualquer vontade.
Como homens e seres naturais, deveríamos considerar e procurar respeitar as leis da natureza também inerentes a nós.
O fato de sermos indivíduos culturais não elimina essa verdade, apesar de nos afastar cada vez mais dela. O que proponho é a retomada das leis naturais que regem toda existência, exatamente por meio do trabalho consciente.
Klauss Vianna, A Dança, páginas 110 até118
20111118
O que não é Relaxamento Consciente
Relaxamento Consciente é muito diferente de relaxar lendo um livro,ou vendo TV.
Lendo livro ou vendo TV, a pessoa raramente sabe o que está fazendo com o corpo e a respiração.
Relaxamento consciente é muito diferente do relaxamento do final da aula de Dança Contemporânea ou da aula de Pilates, pois em geral, no fim destas práticas, as pessoas estão com os músculos doloridos das repetiçõess e da falta de oxigenação muscular, não há uma preocupação em posicionar o corpo com excelência para a atividade de relaxar, não houveram antes práticas que despertarem mecanismos fisiológicos de relaxamento (como provocam os aasanas feitos com permanência) e a duração do relaxamento é curta (não dá tempo do mecanismo fisiológico de relaxamento de todo o corpo responder).
Relaxamento consciente é mais eficiente que uma noite de sono, pois durante o sono não sabemos o que fazemos com nosso corpo, com nossa respiração, e muitas pessoas não relaxam na cama o suficiente para ter uma noite de sono revigorante porque 'o cabeção' não desliga.
Relaxamento consciente é mais eficiente que uma noite de sono, pois durante o sono não sabemos o que fazemos com nosso corpo, com nossa respiração, e muitas pessoas não relaxam na cama o suficiente para ter uma noite de sono revigorante porque 'o cabeção' não desliga.
20111117
Yoga-Nidra
Segundo os Tantras, "A tranquilidade e a paz vêm de dentro para fora." Todos deveriam gozar da possibilidade de penetrar até o subconsciente de maneira a reconhecer as bases estruturais da sua personalidade, podendo assim resolver seus conflitos e tornar-se uma pessoa mais equilibrada (saudável).
- Tensão física ou muscular gerada pelo sentimento de culpa por não vivenciar a plenitude do ser. Está ligado ao Brahma Granthi do Muladhara Chakra.
- Tensão emocional gerada pelo sentimento de aban-dono por não se sentir amado, necessário. Está ligada ao Vishnu Granthi do Anahata Chakra.
- Tensão mental ou psíquica gerada pelo sentimento de Inferioridade por não saber, verdadeiramente, quem é. Está ligada ao Shiva Granthi do Ajna Chakra.
Os três tipos de tensão originam doenças, inibições, complexos, ansiedades e toda uma gama de sofrimentos. Estes sofrimentos, normalmente, estão ligados aos três complexos principais, que por sua vez estão ligados aos três Granthis, três principais dificuldades da passagem da energia sutil (Prāna) pela Susumna Nadi.
Desta forma, ressalta-se a necessidade de um processo de conscientização das tensões existentes e seu consequente relaxamento, ou vice-versa.
Os psicólogos dizem: "O completo relaxamento físico nos prepara para investigações mais profundas no campo do inconsciente."
Yoga-Nidra é conhecido como método de relaxa mas precisa-se dar ênfase ao fato de que ele objetiva o equilíbrio físico, mental e espiritual (essa divisão é meramente didática, não existindo na realidade) através do relaxamento profundo consciente.
A prática é baseada num rodízio de conscientização que a mente focaliza as diferentes partes do corpo, Pranayama, Chidakasa, Dharana e visualização interior.
Considerando que Yoga é um processo de comunhão, a integração dos conteúdos conscientes e inconscientes determina uma personalidade mais equilibrada e plenamente consciente.
Dessa forma, o relaxamento consciente alcançado em Yoga-Nidra possibilita observar (como espectador) uma liberação de imagens subconscientes carregadas de emoções e conteúdos que foram reprimidos, Sanskaras.
Esses conteúdos reprimidos são a causa de nossas tensões profundas e da constante inquietude da mente, e ficam interferindo subliminarmente em nossos comportamentos na vida diária. Condicionam nossos pensamentos conscientes e experiências, e nos compelem a reagir às situações de forma razoavelmente previsível.
Assim que se atinge o relaxamento profundo consciente, esses conteúdos passam a emergir e torna-se importante manter-se como observador, sem se envolver.
"A consciência é o que quebra os laços do envolvimento pessoal, sendo o meio de se libertar das impressões ou Samskaras.
Etapas do Processo Relaxamento
1ª Pratyahara (Abstração dos Sentidos)
Aqui pretendemos desenvolver a capacidade da nossa de ignorar a abundância dos estímulos externos, interiorizando-se.
A mente, porém, comporta-se como uma criança rebelde. Faz exatamente o contrário do que queremos que faça. Assim, se nós a obrigarmos a pensar em fatos do mundo exterior enquanto os olhos estão fechados, a mente, aos poucos, tendo a perder o interesse neles e se fecha automaticamente, que é o que desejamos em Yoga-Nidra.
Deliberadamente fixamos a atenção em sons externos e saltamos de som para som, conservando a atitude de espectador. Depois de certo tempo, a mente perde o interesse nesses sons e se fecha para eles.
Afastamos os mais importantes meios de comunicação da nossa mente com o mundo exterior, pelo simples falo fecharmos os olhos e praticar Antar Mouna. Isso deixa o tato como fonte mais forte de estímulo do mundo exterior, paladar e o olfato são relativamente neutros.
As sensações do tato são quase anuladas se adotarmos a posição de Shavasana, em que os braços e pernas mantém-se afastados do corpo e as palmas das mãos voltadas para cima de maneira a evitar a estimulação táctil.
2º Rodízio de Conscientização
Tendo reduzido a interferência dos estímulos externos,a atenção tende a concentrar-se no corpo. Portanto, o passo seguinte é afastar a mente do corpo. Para atingir esse objetivo há uma conscientização deliberada de cada parte do corpo físico, em um rodízio que se repete um certo número de vezes.
Após algum tempo, percebemos que a mente demonstra uma tendência a interiorizar-se.
Além disso, esse rodízio vai provocando um acentuado relaxamento, que serve para diminuir de maneira considerável a penetração no cérebro dos estímulos físicos.
De modo geral, a parte seguinte do exercício é a consciência da presença da respiração, quando se pode introduzir alguma visualização, como por exemplo tentar ver nosso próprio corpo como se estivessemos fora dele.
A consciência ou a conscientização da respiração traz na maior introversão. Não se deve alterar o ritmo respiratório, apenas observá-lo.
O exercício continua na profundidade das emoções ou sensações psicossomáticas. Faz-se um rodízio de concientização de sensações. Primeiro, sensações de aspectos físicos, como leveza, calor, etc. Depois, passamos para o plano mental: dor, prazer, e, se for desejável, ira, medo, ciúme e amor.
3º Visualização
Neste momento a mente já está inteiramente introvertida, embora ainda haja consciência da voz do instrutor.
Esta é a fase em que vários pensamentos e imagens surgem do consciente e do subconsciente, interferindo no processo para a concentração. Em vez de bloquear esses pensamentos e imagens, nós nos utilizamos deles, fazendo um rodízio de conscientização por determinadas imagens e pensamentos, até que eles percam seu poder dispersivo. Usam-se outras imagens e símbolos que possam perturbar as camadas mais profundas da mente e trazer à tona seu conteúdo. Uma vez iniciado esse processo de purificação, a tendência é que ele prossiga espontaneamente. A indicação de que ele realmente continua é quando uma sucessão de pensamentos imagens emergem durante a prática de conscientização do espaço interior (Chidakash).
Nós devemos continuar como meros observadores o sucessão de imagens deve ser orientada rápida e ritmadamente.
4º Dharana
A sucessão de imagens tem dupla finalidade: desenvolver poderes de visualização e evitar a dispersão do consciente e do subconsciente, empregando o poder de associação. Nossa mente, então, concentra-se cada vez mais e nos torna receptivos e prontos para a prática de Dharana, quando o consciente focaliza determinado objeto por certo tempo.
Normalmente usamos a imagem de um ovo dourado, que é um símbolo psíquico muito poderoso e que facilita particularmente a concentração.
Meditação pura é a experiência da conscientização desse objeto dentro do inconsciente. Então, a fronteira entre consciente e inconsciente se desfaz e as imagens psíquicas desaparecem.
5º Resolução ou Propósito
A Resolução é uma ordem do consciente para o subconsciente. Depois o poder do subconsciente forçará a ordem a retornar ao consciente, e ela se manifestará em nossas ações e comportamentos.
Nossos pensamentos e ações de agora são influenciados por experiências passadas. Nossas experiências presentes determinarão nosso comportamento futuro. O ciclo de ação e reação chama-se Karma.
Não somos vítimas indefesas do destino; cada um de nós dentro de si o poder de moldar sua estrutura mental. A semente da mudança é o Propósito que formulamos em Yoga-Nidra.
É muito mais construtivo e aconselhável empregar a Resolução ou Propósito para um fim positivo que influencie uma vida, que inclua um desejo verdadeiro de mudar a personalidade. Ao obtermos um resultado assim, ganhamos automaticamente a força necessária para vencer hábitos e vícios indesejáveis.
Precisamos SENTIR o nosso Propósito, pois o inconsciente reconhece sugestões que trazem em si a força do impulso emocional e reage sob a influência delas.
Aspectos Psicológicos
No Ocidente, psicólogos descrevem a mente como tendo duas divisões principais: consciente e inconsciente.
O consciente predomina durante as horas em que estamos acordados. Sua característica básica é a noção do EU (Ego) e tem por função a resolução de problemas e o raciocínio (analisar, comparar e concluir).
Os seguidores de Freud afirmam que o inconsciente é o depósito de todas as experiências passadas não compreendidas, geralmente dolorosas. Estas experiências reprimidas ainda vivem e são a origem de nossas fobias e obsessões. Também no inconsciente localizam-se nossos instintos e desejos, permanentemente em luta para emergir no consciente, competindo pela própria expressão e satisfação.
Entre o consciente e o inconsciente existe um limiar de tensão que atua como Censor. Isto é, filtra que informações devem aflorar na consciência.
Esse Censor é necessário para nossa concentração no trabalho que executamos.
O Censor assimila ao longo da vida as informações (valores, conceitos, preconceitos, noções de certo e errado etc.), e de acordo com nossos complexos, inibições, simpatias e antipatias, ele alimenta o nosso consciente com as informações que se mostram mais "adequadas", determinando nossas ações e reações.
Se temos medo de algo, a informação sensorial será enviada ao consciente de acordo com o padrão de comportamento aprendido e "adequado", determinando a nossa resposta. Por exemplo: Um homem que aprendeu que "Homem não chora e não tem medo", diante de algo que o apavora, fingirá não ter sido atingido pelo estímulo. Enquanto isso, o conteúdo emocional correspondente à intensidade do estímulo (medo, insegurança, necessidade de gritar, chorar, fugir etc.), que é "inadequado" no padrão de comportamento aprendido, será bloqueado.
Os preconceitos do Censor nos impedem de ver o mundo claramente. Mas não impedem que o inconsciente esteja sempre alerta, enviando informações para o consciente, mesmo durante o sono.
A entrada nas áreas do inconsciente, onde estão nossa intuição e criatividade, nos é proibida, assim como o ingresso no âmbito geral do Inconsciente Coletivo (registro de experiências herdadas de nossa raça e de nossa cultura).
É claro que a Censura é necessária para que funcionemos bem, mas uma Censura muito restritiva pode separar-nos de partes positivas e esclarecidas da nossa mente, inibindo a capacidade de análise e questionamento.
Yoga-Nidra nos auxilia a harmonizar o consciente e o inconsciente e nos conduz a um estado em que a Censura não é necessária, pelo menos durante certo tempo.
'A Psicologia do Tantra', de Paulo Murilo Rosas, páginas 211 a 219.
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20111005
Querer é Poder
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20110828
Shatāvarī: Menstruação: saúde ou doença?
Enquanto a Oficina (anti)TPM não vem, entenda um pouco mais sobre a visão yogada sobre a menstruação.
Shatāvarī: Menstruação: saúde ou doença?: O Ciclo Menstrual é a benção que a natureza proveu mensalmente às mulheres para que purifiquem seu corpo e sua mente. A menstruação...
O Ciclo Menstrual é a benção que a natureza proveu mensalmente às mulheres para que purifiquem seu corpo e sua mente.
A menstruação saudável regulariza o fluxo energético, os ritmos biológicos e re-conecta a mulher com a mãe Natureza.
Porém a menstruação não saudável pode ser muito perigosa...
Antigamente, a mulher passava por muito menos ciclos menstruais do que atualmente; Isso porque a menarca era mais tardia, a mulher engravidava cedo, tinha mais filhos e os amamentava por muito mais tempo (durante a gravidez e amamentação o ciclo fica interrompido).
Atualmente, devido a inúmeros estímulos artificiais e alimentação carregada de hormônios, a mulher acelerou a menarca, e, além disso, tem poucos filhos e os amamenta por menos tempo.
Assim sendo, o numero de ciclos aumentou consideravelmente na mulher moderna.
Cada ciclo menstrual é acompanhado de drásticas mudanças hormonais que afetam os tecidos do ovário, útero e seios; Cada uma dessas mudanças dá oportunidade para que desequilíbrios aconteçam ou para que os desequilíbrios já existentes se manifestem. Algumas pesquisas estão sugerindo que a chance de se desenvolver câncer no sistema reprodutivo aumenta conforme o aumento de ciclos menstruais.
...Por isso cuidar da menstruação é um investimento e tanto!
AYURVEDA E MENSTRUAÇÃO
Ayurveda diz que cuidar da menstruação envolve o cuidado com seus doshas:
Kapha predomina durante a metade do mês, entre o final do fluxo e ovulação. Neste período o corpo provê ao ventre a melhor nutrição para que este se prepare para receber a vida.
Se a fecundação não ocorre, o endométrio que não foi utilizado vai gradualmente se deteriorando. Essa outra metade do mês é a fase Pitta do ciclo, vai da ovulação até que o endométrio seja reconhecido como corpo estranho que deve ser expelido, ou seja, até que fluxo inicie.
Vata domina o fluxo em si, que com a força do Apana Vayu, ajuda o sangramento a sair. Neste período, o corpo joga ao fluxo menstrual Ama (toxinas) e outras impurezas acumuladas durante o mês e faz essa uma purificação natural (é por isto que durante a menstruação ou pouco antes dela, os desequilíbrios aparecem ou ficam exacerbados).
Portanto o cuidado com Apana Vayu é extremamente importante, como já foi dito é ele quem faz devidamente esta purificação. Se por alguma razão ele não funcionar, o fluxo fica bloqueado permitindo com que Ama permaneça e cause doenças no sistema reprodutivo como: endometriose, vaginites, cistos ovarianos, fibróide uterina; além de outras doenças.
Já foram encontrados pelo corpo, mais de 150 sintomas relacionados com a TPM e há ainda razões para se acreditar que este número vai aumentar.
De qualquer forma, durante o ciclo menstrual, as toxinas e impurezas serão mobilizadas, mas o que acontecerá com elas vai depender do quão alinhada você está com seu corpo. Quanto mais saudável, menos desconfortos e menos doenças, porque toda a "sujeira" acumulada será limpa (há algumas pesquisas dizem que é por isso que a mulher tem mais longevidade do que o homem); quanto menos saudável, mais retenção, desconfortos e problemas.
Ayurveda então prescreve uma dieta adequada para seu corpo e fase da vida (dosha), e uma rotina diária compatível com as fases do dia e estações do ano (dinacharya e rtucharya) para a prevenção e promoção da saúde.
Tensão Pré Menstrual (TPM)
Antigamente não se ouvia falar de TPM, pois as mulheres respeitavam seus ciclos e sabiam de sua importância: tanto na purificação de seus corpos quanto na purificação de sua alma, quando, durante o movimento do Apana, elas se re-lembravam de sua conexão com a mãe-terra de cujo ventre todos nós viemos.
Durante os dias de fluxo intenso, as mulheres se retiravam da sociedade, paravam seus afazeres e juntas (já que ocorre um fenômeno hormonal que faz com que todas as mulheres que vivem próximas menstruem ao mesmo tempo) se resguardavam em uma tenda, onde cuidavam de si, descansavam e tinham tempo para refletir o que havia se passado e o que estava por vir, se preparando para o mês seguinte.
Quando a tenda de mulheres foi banida de nossa sociedade, TPM e outras disfunções menstruais começaram a surgir.
Hoje, ouvimos coisas do tipo: "menstruação, a maldição" e vemos mulheres que tomam remédios para não mais menstruar. A natureza segue seu fluxo perfeito e quem com ela não fluir, mais cedo ou mais tarde sofrerá conseqüências.
Porém Ayurveda, como um sistema holístico, não faz distinção entre distúrbios que vem antes, durante ou depois da menstruação, tudo é um conjunto que pode ser chamado de "Sindrome da Disfunção Mensal", desde que o problema esta em todo o ciclo e não somente na porção em que a mulher sofre as conseqüências. O remédio não é parar de menstruar, mas sim re-harmonizar o ciclo como um todo.
Um ciclo menstrual regular durante seus anos férteis produzem além do conforto e equilíbrio, a prevenção da perda de densidade óssea que futuramente pode se transformar em uma osteoporose, já que estudos à relacionam com a falha na ovulação.
Tipos de disfunções
Vata
-Ciclos irregulares ou ciclos maiores do que um mês;
-O fluxo é escasso, fino e pode ser escuro e conter coágulos;
-O abdome fica tenso e rígido;
-Cólicas e dores são comuns;
-Constipação pouco antes do fluxo ou no período pré-menstrual, as vezes alternada com diarréia;
-Ansiedade, insônia, sono interrompido, tensão nervosa, formigamento, mudanças de humor e sensação de estar "avoada" acontecem durante o período pré-menstrual.
*Mulheres que se exercitam em excesso ou que perdem muito peso, podem agravar tanto seu Vata que param de menstruar. Assim sendo, acabam perdendo muito Cálcio e desenvolvem osteoporose ainda jovem.
Pitta
-Ciclos regulares, que são pouco espaçados;
-Fluxo intenso que dura por bastante tempo;
-O sangramento é bem avermelhado, mas pode ser também amarelado, azulado ou preto;
-Acompanhado de muito calor;
-Diarréia antes ou durante;
-Cólicas médias-fortes;
-Irritabilidade, fome excessiva, sensação de queimação, calor excessivo no corpo ou na mente, acne, rachaduras de pele, inflamações, dor de cabeça ou enxaquecas, descarga vaginal são sintomas frequentes.
Kapha
-Ciclos regulares;
-Sangramento pálido e mucoso como "água de carne";
-Peso, dor e cólica;
-Retenção de liquido, edemas, seio inchado, coceira vaginal,letargia, digestão lenta, rigidez nas costas e nos membros são comuns.
Como tratar?
Ayurveda traz o conceito de que: removendo a causa, conseguimos remover seus efeitos, ou seja, não basta apenas tratar o sintoma é preciso tratar o causador do mesmo. É claro que nem sempre uma causa vai causar um sintoma; muitas vezes uma causa traz vários sintomas, bem como varias causas podem trazer apenas um sintoma.
Cada mulher tem seus padrões de causas para os sintomas menstruais ou pré-menstruais. Fatores causais causam doenças através de seus doshas, então corrigindo seu dosha, você corrigirá a condição!
Genericamente falando, as coisas mais importantes quando o Vata esta agravado são:
-olear o corpo;
-consumir sopas como refeição principal em pequenas porções e varias vezes ao dia;
-reduzir o nível de atividades
-praticar yoga ou algo similar para equilibrar sua energia
-rezar
Pitta:
-resfriar o corpo e a mente;
-eliminar estimulantes;
-dieta doce, amarga e adstringente;
-aprender a relaxar e entregar;
Kapha:
-atividade física e atividades estimulantes;
-restringir a quantidade de comida, especialmente de doces;
-restringir a quantidade de sono;
Porém há algumas causas típicas que qualquer mulher pode eliminar e beneficiar seu ciclo:
-dieta inapropriada em quantidade ou qualidade; (agrava os 3 doshas)
-consumo excessivo de álcool, carne, cafeína, sal, açúcar, junk food; (agrava os três doshas)
-digestão fraca; (agrava Kapha e produz Ama)
-causas emocionais como: culpa, medo, raiva e/ou vergonha; (agrava os três doshas)
-falta de exercício, especialmente se você dorme durante o dia; (agrava Kapha)
-descanso insuficiente depois de muito trabalho, sexo, viagens ou exercícios; (agrava Vata)
-exposição à poluição: visual, auditiva e olfativa; (agrava os três doshas mas principalmente Pitta e Vata)
Algumas outras dicas para tratar as disfunções mensais, principalmente nos 3 primeiros dias de fluxo:
-descanse: se possível, reduza suas atividades remarcando-as ou cancelando-as; não faça atividades físicas, uma pequena caminhada é suficiente nos primeiros dias de fluxo; evite cozinhar, peça para quem vive junto com você que assuma essa tarefa;
-conecte-se: observe seu corpo, seus pensamentos e sua respiração; leve o foco de sua atenção para o abdome enquanto inspira, e junto com a exalação mentalize o movimento descendente do Apana Vayu retirando todas as impurezas de seu corpo;
- evite lavar a cabeça, tome apenas uma chuveirada morna, deixando a água massagear sua lombar enquanto cai;
-evite relações sexuais;
-não use absorventes tampões como O.B, eles travam o fluxo e podem produzir cólicas; prefira absorventes, ou tecidos de algodão (melhor ainda se forem orgânicos) sem aromas.
-adote uma dieta anti-vata: comidas bem cozidas (tipo sopas) em pequenas quantidades, várias vezes ao dia. Evite comidas cruas, geladas, pesadas(frituras, laticínios,carne), bebidas gasosas e geladas.
Em resumo, devemos mudar nossa concepção de que a menstruação é uma doença e utilizar a mesma como ferramenta de empoderamento feminino. Neste período podemos olhar para nós mesmas e refletir sobre nossos atos, reverenciar a sabedoria infinita de nossos corpos e agradecer por poder dar a vida.
texto inspirado e traduzido a partir do livro Ayurveda para mulheres- Dr Robert Svoboda
texto inspirado e traduzido a partir do livro Ayurveda para mulheres- Dr Robert Svoboda
Shatāvarī: Menstruação: saúde ou doença?: O Ciclo Menstrual é a benção que a natureza proveu mensalmente às mulheres para que purifiquem seu corpo e sua mente. A menstruação...
20110819
Fora de foco
A sua visão do mundo imita o mundo que você vê.
Via Marisa Hirata
A sua visão do mundo limita o mundo que você vê.
Via Marisa Hirata
20110727
Hesitar, excitar, ter êxito
(lat haesitare) vti e vint 1 Estar incerto ou em dúvida a respeito do que dizer ou fazer. vti e vint 2 Deter-se indeciso, não se decidir. vti 3 Duvidar, vacilar. vint 4 Não se definir ou pronunciar com clareza e precisão. vint 5 Gaguejar; titubear.
ex.ci.tar
(lat excitare) vtd 1 Ativar a ação de. vtd 2 Despertar, estimular. vtd, vint e vpr 3 Produzir erotismo em. vtd e vpr 4 Enfurecer(-se), encolerizar(-se), exaltar(-se). vtd e vpr 5 Animar(-se).
ê.xi.to
(z) (lat exitu) sm Resultado feliz, sucesso final.
Na prática,
ao hesitarmos diante de um assana, provocamos dúvida/divisão que gera excitação mental, que nos afasta mais e mais da percepção corporal e da coordenação motora, e da liberdade de fazer a postura (união) com êxito.
Para ter êxito no asana basta:
- compreender e seguir com fidelidade as instruções;
- perceber como estão nossas restrições com relação aos movimentos e atitudes propostas no momento e negociar internamente com nossas retrições;
- observar os resultados.
E ter sempre em foco,em mente que o êxito está no caminho, na presença, na execução, durante a entrada, a permanência e a saída do assana e não na forma 'final' que nosso corpo assume.
O caminho para a conquista do asana pode passar por algum desconforto, por despertar musculaturas inativas e descansar musculaturas tenazes, passa por engajar alguns músculos para que trabalhem em conjunto, em cadeia, para minimizar a carga de outros (e assim permanecer no asana por mais tempo, com mais estabilidade).
20110705
Dec = aquilo que embeleza
DEC é um prefixo latino indo-europeu.
Indo quer dizer indiano: com o 'descobrimento' das Índias orientais( século XVI), os visitantes europeus começaram a observar e sugerir semelhanças entre os idiomas indianos (o Sânscrito, inclusive) e europeus.
Da Índia também vieram os algarismos que conhecemos como arábicos e o (conceito de)Zero,
cujo conceito permite que eu esteja postando agora.
20110701
O caminho da felicidade no aasana
- Lembre que os aasanas somente são Yoga quando são feitos agora, com atenção plena e cultivando o desapego em relação ao corpo.
- O aasana é um meio para se conseguir meditar em paz, e não um fim em si mesmo.
- Iyengar destaca 6 (seis) aspectos considerados fundamentais para alcançar o sucesso na prática: entusiasmo, perseverança, coragem, interesse em buscar a verdade, confiança nas palavras do seu professor e a companhia de pessoas positivas que incentivam sua prática;eu incluo mais 1 (um) que é prestar toda a atenção. Tudo junto é o nosso 7 belo.
- Desapegue: pratique todas as posturas com igual interesse e afinco, independente de seu elo emotivo (mais facilidade ou mais apreço) com cada aasana.
- Evite deixar-se arrastar pelo falatório da mente enquanto estiver praticando.
- Seja pragmático e eficiente. Não se enrole nos meandros da mente . Evite distrair-se.
- Quanto mais inteligência na ação, mais clareza na mente.
- Ouça todas as instruções, especialmente as que dão a direção do movimento (ações externas) e indicam as atitudes (ações internas), preste toda a atenção na demonstração (se houver): elas existem para evitar o sofrimento. Antes de você fazer o aasana hoje, ele já foi executado miríades de vezes antes, as instruções são o supra sumo dos melhores frutos de todas estas execuções.
- Não tente se concentrar no que você não consegue fazer: focalize sua atenção no que lhe resulta possível hoje. Leve em consideração que as fronteiras da flexibilidade e do alongamento mudam continuamente.
- Seja paciente: cada aasana revela as dificuldades do corpo, mas é ao mesmo tempo a ferramenta para corrigir aquelas que podem ser superadas agora, ou aceitar as que não podem ser mudadas atualmente.
- Seja confiante: não tenha medo das posturas, mas não force seu corpo além de seu limite. Respeite seu ritmo e aproveite o engajamento corporal do Yoga.
- A dor física que pode surgir na prática tem dois diferentes aspectos: um aspecto está vinculado ao corpo; o outro, às emoções. É preciso saber distinguir essas duas fontes de dor. Dentro da dor física, é preciso separar a construtiva da destrutiva. A dor construtiva é a que você sente quando trabalha e fortalece a estrutura ósseo muscular. A dor destrutiva é a que se sente dentro das articulações, ou quando nervos são comprimidos.
- Evite ficar tenso na postura. Relaxe no esforço, como ensinou Patañjali. Mantenha o corpo firme, mas não duro. Leve, mas não mole.
- Aprenda a ouvir o diálogo entre o corpo e o aasana.
- Lembre que não existem posturas perfeitas.Adapte as posturas a seu corpo com inteligência, fazendo uso dos acessórios de modo adequado e prestando atenção nas instruções de direção de movimento. Nunca adapte seu corpo ao aasana, ou tente imitar o seu vizinho de tapete, pois isso é violência.
- Nos aasanas e na vida, na medida em que a consciência se expande, aprendemos a identificar os momentos em que começamos a sair do estado de equilíbrio, e assim adquirimos a habilidade de corrigir o rumo antes que o desequilíbrio se manifeste.
- A respiração não deve ser nem muito lenta, nem muito rápida. Ela deve ser eficiente, sem forçar nem fazer demasiado ruído.
- O movimento do corpo deve ser adaptado ao movimento respiratório, e não o contrário.
- A uniformidade da respiração determina se podemos permanecer na postura, ou devemos sair dela.
- Quando você se descobre retendo a respiração em situações difíceis, é preciso tomar consciência de que esta tendência a segurar o ar é um reflexo da identificação com suas próprias limitações e medos.
Por que praticar Yoga?
Yoga faz bem pra quê? Yoga emagrece? Enrijece? Acalma? Relaxa?
Bem, são muitas as questões sobre Yoga e as explicações também não são poucas. Fazer uma aula e sentir o estilo que melhor lhe cai bem é uma boa opção para que você tire suas próprias conclusões.
Existem diferente linhas de Yoga e cada uma faz bem para um certo biotipo, assim como cada professor tem também sua maneira de conduzir a aula. Mas todas as aulas devem conter os ásanas (exercícios psico-físicos), pranayamas (controle da bio-energia) e relaxamento com atenção plena, que requer o “estar consciente”.
Uma aula de yoga deve lhe trazer bem-estar após a prática.
Você não vai apenas gastar energia, e sim, direcionar essa energia aos pontos corretos de seu corpo e relaxar a mente.
A prática contínua faz com que você pare um pouco a correria do dia-a-dia e ganhe mais se conhecendo... e ficando consigo mesma!
Quando você se conhece melhor você consegue perceber os sinais que seu corpo físico lhe fornece, antes que alguma doença se instale. Você conseguirá perceber a cada dia mais, se sua postura está correta ou não, se sua respiração está curta e ofegante (o que aumenta o nível de cortisona no corpo, aumentando o stress), ou se está calma e profunda. Como deveria ser sempre com a atenção total que você deve ter em cada movimento e aprendendo a conduzir sua respiração, você já vai começar a sentir os benefícios dessa prática milenar.
O processo vai se intensificando. Quanto mais você praticar mais facilmente vai encontrar de volta seu próprio eixo, respeitando seus limites, percebendo suas qualidades e desbloqueando alguns pontos de energias que podem estar estagnados. Resultado: mais saúde!
Os ásanas são um meio de nos conhecermos mais. Existem posturas de equilíbrio, torção, flexões, extensões e todas elas requerem uma manutenção. O meio para que se chegue a cada postura é o passo mais importante, e não o resultado. Estar concentrado em fazer a postura (ásana + respiração) é de total relevância. Os resultados vêm pela continuidade da prática.
Os pranayamas nos levam a manter esse “foco de atenção plena”. A capacidade respiratória vai sendo expandida e assim, nos tornamos mais calmos e com pensamentos mais lúcidos.
Com a mente focada deixamos os outros pensamentos, aqueles repetitivos e que apenas nos atormentam, cada vez mais de lado, para que nossa concentração esteja 100% no momento presente.
Numa aula de Yoga trabalhamos o corpo físico, o corpo energético, o emocional e a mente consciente e inconsciente. Então, achar que o Yoga apenas emagrece ou enrijece os músculos é subestimar essa prática.
O Yoga faz muito mais do que isso. Mas nada melhor do que você mesma comprovar.
Namastê e boa prática!
Dicas para uma aula de yoga bacana
A atitude de quem pratica é fundamental para se ter uma experiência agradável e frutífera durante as aulas. embora a prática seja geralmente individual, a conduta de cada um influencia no resultado total.
Algumas dicas interessantes para se tornar um praticante 'cheio de estrelas':
•Não coma imediatamente antes da aula.
•Seja pontual. Se possível, chegue adiantado e aguarde o professor em silêncio.
•Desligue seu celular. Embora pareça uma recomendação óbvia, é incrível o número de pessoas que esquece de desligar o aparelho.
•Não pise com calçados na área de prática. Nunca.
•Vista uma roupa confortável que permita seu movimento, o uso efetivo dos acessorios e que permita a seu professor observar seu corpo. Roupas muito volumosas podem anular o feitos dos cintos, roupas muito soltas expor sua pele mais do que você gostaria durante as invertidas, por exemplo.
•Evite beba água durante a aula.
•Não venha excessivamente perfumado(a): a tolerância para cheiros varia de pessoa para pessoa e você pode transferir seu perfume para objetos de uso comum (rolos, blocos, cintos, tapetes).
•Deixe para passar o hidratante depois da prática para não ficar escorregando.
•Preste toda a atenção no que é demonstrado ou em como é falado para fazer, passo a passo: cada aula é única, e o que é proposto se modifica a cada aula.
20110628
Pescado: Prática e desapego
O espetáculo das virtudes que se nutre da atenção plena ( o cara está atento no presente) e relaxamento na ação ( ele move apenas os músculos essenciais com o tônus necessário e mantém a respiração estável, serena e profunda).
Via Rosana Hermann
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20110625
A Respiração e a Atenção Plena
A importância da respiração para o equilíbrio
A respiração que traz a vida e a visita a um salão de beleza orgânico
Somatização, a doença da mente que se espalha pelo corpo, e a resistência para Viver Mais com Menos
A coordenação da respiração é a coordenação de si mesmo, dos estados mentais e emocionais.
A respiração é a chave para uma existência longeva, com jovialidade.
É mais do que ter modos, ter verniz.
É deixar de (cons)pirar para respirar.
Respira!
20110622
Qualidade do Movimento
O aasana/ a postura quando feito com atenção plena na qualidade do movimento produz de modo rápido, eficaz e durável modificações profundas no corpo( beleza estética e saúde), na harmonia das emoções, no foco dos pensamentos.
A qualidade do movimento no aasana requer o sequenciamento correto dos movimentos (ações externas, que são visíveis, como por exemplo: flexionar o joelho direito) e das atitudes (ações internas, que não são visíveis ou são provocadas pelo uso direcionado e coerente da imaginação, como por exemplo: desamassar as pálpebras).
Sequenciar corretamente o movimento requer:
- prática constante de quem ensina, para que as ações estejam sempre frescas no corpo e na memória;
- identificação da organização corporal atual do aluno;
- expressão da ordem correta dos movimentos e das atitudes para cada aluno, respeitando sua estruturação corporal e respiração atual, fazendo uso inteligente dos acessórios pelo tempo necessário.
Atualmente, é importante o correto sequenciamento das ações externas e internas devido ao empobrecimento do repertório dos movimentos que vem acontecendo desde a revolução industrial, e tem se intensificado muito na atualidade com o uso dos botões de controle remoto, pelo tempo que passamos sentados em cadeiras, em bancos de automóveis.
Fala e entende melhor quem lê, e escreve;de maneira análoga, se comunica melhor quem tem consciência da totalidade dos movimentos que faz, quem possui um vasto conhecimento de seus gestos e quem coordena os significados dos movimentos.
20110621
Qual é o preço da beleza?
Do mesmo jeito que nossa indústria de produtos de beleza parou na década de 50,
a mentalidade da maior parte das pessoas com relação à exercícios físicos que dão resultado parou na década de 1980, com as academias, a presença de sedutoras máquinas que prometem 'milagres',
e a imagem do Yoga se cristalizou na década de 1970, como sendo uma prática de relaxamento, no sentido de que nenhum esforço é necessário ou que é coisa de místico, esotérico ou bicho grilo.
Se sua cabeça está fazendo exercício no século passado, venha para o século XXI: Hatha Yoga pode ser uma prática intensa e desafiadora, depende muito da metodologia escolhida e da capacidade e habilidade do professor(a) que você escolher.
A prática correta de Hatha Yoga traz beleza física (Kaanti= beleza: a beleza física pode ser considerada como um dos sinais=cihna da prática correta de Yoga), transforma a forma física do corpo de dentro para fora em todos os 'sentidos'': no sentido de que há uma melhora nos processos não palpáveis (re-estruturação das emoções e sentimentos, re-organização da mente e pensamentos) e dos órgãos internos, ossos e músculos para a pele. Todas estas 'partes' se tornam flexíveis, tonificadas, do tamanho certo, ventiladas e juvenescidas, ao mesmo tempo em que o caráter e a vontade pessoal se tornam mais firmes.
Como sempre, a escolha de colocar em cheque seus conceitos (afinal,se seus conceitos sobre como exercitar seu corpo-sensação-mente são tão efetivas, por que você tem tanto medo de enfrentar uma aula prática de Hatha Yoga?) e de escolher a dedo quem vai te ensinar está em suas mãos!
A prática correta de Hatha Yoga traz beleza física (Kaanti= beleza: a beleza física pode ser considerada como um dos sinais=cihna da prática correta de Yoga), transforma a forma física do corpo de dentro para fora em todos os 'sentidos'': no sentido de que há uma melhora nos processos não palpáveis (re-estruturação das emoções e sentimentos, re-organização da mente e pensamentos) e dos órgãos internos, ossos e músculos para a pele. Todas estas 'partes' se tornam flexíveis, tonificadas, do tamanho certo, ventiladas e juvenescidas, ao mesmo tempo em que o caráter e a vontade pessoal se tornam mais firmes.
Como sempre, a escolha de colocar em cheque seus conceitos (afinal,se seus conceitos sobre como exercitar seu corpo-sensação-mente são tão efetivas, por que você tem tanto medo de enfrentar uma aula prática de Hatha Yoga?) e de escolher a dedo quem vai te ensinar está em suas mãos!
20110618
Atenção Plena na Respiração
A atenção plena, é um estado especial de consciência que expressa atenção e disposição em cada momento da existência.
Ninguém pratica a atenção plena perfeitamente, mas desenvolvê-la em todos os momentos do dia traz muitos benefícios.
Prática de atenção plena na respiração conduzida por Stephen Little
(instrutor de práticas de redução de estresse do Hospital Albert Einstein de São Paulo -SP)
A prática da atenção plena traz qualidade de vida: estimula a concentração, administra a energia (disposição versus cansaço) baixando os níveis de estresse 'do mal', instiga a consciência corporal.
A prática de atenção plena faz parte da aula de Yoga. Ela está presente na abertura, quando nos conectamos à respiração; está presente nas instruções verbais de cada aasana, quer seja para os movimentos (ações externas) ou atitudes (ações internas) ou para coordenar o movimento com a respiração; está presente nas instruções de praanaayaama; nas instruções do relaxamento e na meditação.
20110616
Em busca do tempo perdido
A sensação interna do passar do tempo está intimamente ligada ao fluxo, à corrente dos pensamentos.
A sensação interna não tem a ver com o tempo 'natural', esse do dia e da noite.
Quando uma pessoa está envolvida em uma atividade sentida como prazeirosa, o tempo parece que passa rápido, e o contrário parece ocorrer quando a atividade é percebida como desagradável.
Muitos pensamentos inúteis por unidade de tempo (pensamentos/segundo, por exemplo) levam à sensação interna de falta de tempo.
Uma mente sem governo, que alimenta muitos pensamentos inúteis por unidade de tempo é uma mente constantemente esgotada, com pouca ou nenhuma capacidade de foco e de concentração.
A pessoa que tem a mente desgovernada fica desconcentrada, com pouca ou nenhuma capacidade criativa, com pouca ou nenhuma iniciativa positiva, e manifesta fadiga física, emocional e mental:
- apresenta falha constante de memória;
- instabilidade ou irritabilidade ou anestesia emocional (paradoxalmente, a pessoa se desliga emocionalmente dos fatos 'desagradáveis' que lhe acontecem como uma maneira de aparentar ser uma pessoa 'calma' e resolvida emocionalmente, mas manifesta sintomas psicossomáticos de ansiedade)
- resistência fazer atividades físicas que lidam com a não-repetição e com a novidade.
O que acontece com a percepção do fluir do tempo quando estamos verdadeiramente concentrados, prestando atenção? (E quem presta atenção, não pensa!)
A percepção do tempo se torna fruída: descobre-se que há tempo para tudo o que se precisa e deseja fazer.
Todos conhecemos pessoas muito ocupadas, que vivem intensamente, cheias de energia, saudáveis e bem humoradas, que sempre encontram tempo para as atividades que elegem como importantes, que não deixam para depois, que não ficam arrumando desculpas para não fazer as atividades que consideram importantes.
Essas pessoas cultivam um estado mental convergente, com poucos pensamentos por unidade de tempo, e com o máximo de pensamentos úteis.
O que o Yoga tem com isso?
O Yoga ensina e treina a mente através do uso consciente do corpo, praticando os aasanas e os praanaayaamas, devolve o tempo perdido.
.:.
flu.ir
(lat fluere) vint 1 Correr em estado líquido. vti 2 Derivar, proceder.
fru.ir
(lat fruere) vti Desfrutar; usufruir.
20110613
Tempus fugit ... ?
O tempo não pode faltar nem sobrar porque não é uma coisa.
O tempo é uma experiência mental e se a sensação dominante a respeito do tempo é de faltar, isso não resulta de complexas equações quânticas ou dos efeitos da “Ressonância de Schumann”.
Como exeriência mental a percepção do tempo está sujeita ao torvelinho mental e à presença ou ausência da flexibilidade individual de perceber novas experiências como diferentes, ao invés de repetentes.
Se o tempo falta, sobra a crença de que o tempo é coisa que acaba e gasta.
Sobra a crença de que a pessoa é 'coisada', coisificada, que desgasta.
A coisificação engessa.
Liberdade
São pessoas despertas, que resolveram parar de culpar, reclamar e dar desculpas.
São pessoas que assumiram totalmente sua responsabilidade e tem uma atitude de gratidão a cada passo.
São descontraídos mas não se acomodam em zonas de conforto ou preguiça.
Além de serem pacíficos e de possuírem força espiritual, pessoas livres vão além das crenças que limitam seu potencial para crescer e brilhar.”
.:.
“A energia de uma pessoa livre é repleta de amor, coragem e determinação. É uma energia concentrada que rege a mente e as emoções, que não perde de vista o que é importante e não se deixa aprisionar-se por nada e ninguém. Portanto, a energia de um ser livre é totalmente focada e tem grande poder. Não se trata de falso poder - que pode vir da adrenalina, orgulho e ego - mas sim do poder que nasce de um ser cuja consciência, decisões e ações estão alinhadas. De um ser que sabe que nada ou ninguém pode impedi-lo de ser livre e expressar o seu potencial.”
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