É preciso estar atento e forte.
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20150210
20130805
20111226
20110525
Zequinha
Por que não tem música na aula?
A música vem da sua respiração.
Não tem música para cada um aprender e apreender a se escutar.
Quando cada pessoa ouve e compreende o som de si mesma, ela para de se atropelar, para de alimentar a sua porção Joselito Sem Noção; a pessoa aprende a perceber, respeitar e implementar (se desejar) seu rítmo, seu jeito.
Nada contra a música, a música eleva, pode ajudar a concentração em determinadas circunstâncias, mas durante a prática do Hatha Yoga, no mais das vezes, a música serve para as pessoas continuarem a fazer o que estão habituadas: fugirem de prestar atenção no que acontece aqui e agora, e irem revisitar na memória ou inventar na imaginação um lugar/estado emocional 'agradável'. E o que interessa na hora de praticar é prestar atenção, afinal, tem um monte de ações externas e internas para dar conta e in-corporar.
20101027
Perguntas + frequentes: Relaxamento
Por que o relaxamento dessa vez não foi tão bom quanto o da última vez?
O relaxamento realizado no final da aula é uma prática de disponibilidade e desapego, não é uma prática de empenho como são as posturas=aasanas.
Como em qualquer parte de uma prática de Hatha Yoga, em cada relaxamento acontecem sensações singulares, portanto, nunca busque repetir seu desempenho no relaxamento, mesmo porque não há o que desempenhar.
Como em qualquer parte de uma prática de Hatha Yoga, em cada relaxamento acontecem sensações singulares, portanto, nunca busque repetir seu desempenho no relaxamento, mesmo porque não há o que desempenhar.
Para praticar os aasanas precisamos ouvir e executar ações externas que são visíveis e ações internas, que são sensações que procuramos ter, provocar, ou imaginar com veracidade. Aasanas estão relacionados com o aspecto do fazedor que existe em nós, pois neles precisamos nos dedicar objetivamente de corpo (com todos do seus sentidos alertas, principalmente o sentido da audição), mente (alerta) e espírito; já o relaxamento está relacionado com a nossa capacidade de deixar ir, de não fazer, de se colocar em disponibilidade para que receber o relaxamento, de desligar ou diminuir a intensidade sensorial dos órgão dos sentidos (prathyahara) deixando por último a audição, é claro.
Não conseguir relaxar pode estar relacionado com:
- um estado maior de ansiedade ou preocupação;
- uma prática de aasanas que não foi 'exatamente' o que a pessoa precisava;
- um menor empenho da pessoa durante a praticar os aasanas;
- uma incapacidade de se desligar=desapegar dos movimentos da mente;
- mente que julga;
- uma incapacidade de ouvir e seguir o roteiro de relaxamento;
- exaustão, cansaço ou desânimo;
- comer demais ou de menos antes da prática;
- ambiente insalubre ou inadequado (com cheiros, sons, luminosidade inadequados, ambiente sujo);
- falta de foco, de um mínimo de atenção relaxada;
- dor persistente;
- expectativas (um tipo muito discreto de ansiedade e uma necessidade clara de querer manter o controle da situação onde não se tem controle)
O fato de você relaxar hoje não é um certificado de que você vai relaxar sempre.
O fato de você não relaxar hoje não atesta que você é ou se tornou incapaz de relaxar.
O que é certo (percepção direta e correta) é que se você relaxou, você experimentou o desapego (vairagya).
20101025
Perguntas + frequentes: Respiração
Por que eu devo inspirar e expirar pelo nariz?
Inspirar e expirar pelo nariz exige mais coordenação neuromuscular sobre o processo respiratório, conscientiza do uso da musculatura que fazemos em cada fase da respiração. Sim, embora a fase de expiração seja considerada uma fase passiva, existe contração de um menor número de músculos do que na inspiração, que é considerada estatisticamente como a fase ativa da respiração (isso até você ficar de cabeça para baixo, e ter todas as suas 'certezas' neuromusculares subvertidas, rsrsrsrs!) Inspirar ou expirar pela boca engessa a caixa torácica, que de rigidez de caixa-caixão com no mínimo 40 superfícies articulares, não tem nada.
Falamos e comemos pela boca, respiramos (inspirando e expirando) pelo nariz.
Na pratica do Yoga é importante aprender a coordenar as diversas fases respiratórias (no Hatha Yoga usamos 4 fases, coordenadas paulatinamente a partir do domínio da expiração) pois conseguimos influenciar nosso estado mental através de práticas respiratórias diferenciadas conhecidas como praanaayaamas.
Na pratica do Yoga é importante aprender a coordenar as diversas fases respiratórias (no Hatha Yoga usamos 4 fases, coordenadas paulatinamente a partir do domínio da expiração) pois conseguimos influenciar nosso estado mental através de práticas respiratórias diferenciadas conhecidas como praanaayaamas.
Se inspiramos constantemente pela boca, recebemos um ar mal preparado em nossos pulmões: o ar chega com temperatura e umidade inadequadas e não é filtrado.
Se expiramos constantemente pela boca, não temos um bom controle sobre a saída do sopro de nosso corpo, única e exclusivamente porque a boca é uma cano de saída com uma secção maior que o nariz e preparada com receptores sensoriais diferentes do nariz. Fazemos a expiração no modo automático, sem sentido, reforçando nossos condicionamentos físicos e mentais e a rigidez (emocional) do peito.
Quando inspiramos ou expiramos exclusivamente pela boca deixamos de dar informações importantes sobre a totalidade do estado fisiológico de nosso organismo, pois os terminais nervosos do nariz param de receber os estímulos/informações decorrentes da passagem do ar pelo espaço das narinas, consequentemente omitindo informações necessárias para o sistema nervoso e os centros de comando de resposta/coordenação de nossos sistemas fisiológicos passam a tomar decisões inconsistentes com o estado real ou veradeiro em que nosso organismo realmente se encontra.
Quando inspiramos ou expiramos exclusivamente pela boca deixamos de dar informações importantes sobre a totalidade do estado fisiológico de nosso organismo, pois os terminais nervosos do nariz param de receber os estímulos/informações decorrentes da passagem do ar pelo espaço das narinas, consequentemente omitindo informações necessárias para o sistema nervoso e os centros de comando de resposta/coordenação de nossos sistemas fisiológicos passam a tomar decisões inconsistentes com o estado real ou veradeiro em que nosso organismo realmente se encontra.
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