20150320
20111006
Pratyahara e Dharana
Também pode ser encontrado aqui.
Negritos e caixas altas são minhas intromissões.
20110602
Porque o nome das posturas é em sânscrito?
20110523
20101105
Os caminhos para o Studio F
20100929
Planetário (Questão de Opinião)
Ilustração Denis Zilber
Praticar é o desafio a todas as suas
crenças<=?=>crendices<=?=>paradigmas
físicos,
emocionais
e mentais.
Absolutamente diferente de tudo que o seu cabeção já provou.
20100801
DEUS ME LIVRE DE SER ИѲЯMAL
Direção: Marcelo Buainain
Co-produção: Marcelo Buainain, Ginga Filmes
TV Universitária do Rio Grande do Norte
Fundação Padre Anchieta - TV Cultura
20100627
Intimidade e Propriocepção
Para a maioria dos seres humanos, é um exercício de:
(lat accordare) vtd, vti e vint 1 Despertar alguém, interrompendo-lhe o sono.
vtd e vti 2 Animar, avivar.
vtd e vti 3 Entrar em acordo.
Imagem: http://www.yoga.pro.br
20100625
Concentração e Intimidade
As práticas de meditação concentrada ou conscienciosa fortalecem a clareza e a paz mentais necessárias para se estar verdadeiramente presente, o que proporciona o surgimento de um senso de intimidade conosco e com os outros. A concentração nos ajuda não apenas a aumentar a capacidade de conexão e intimidade, mas a viver de uma maneira mais centrada, paciente, tolerante, atenciosa e compassiva."
Do livro 'O Poder da Meditação', de Joel e Michelle Levey, pag.80.
Na versão de uma praticante de Hatha Yoga pelo Método Iyengar associado a Bartenieff Fundamentals, Método Klauss Vianna, Cadeias Musculares, fica assim:
A pratica de āsanas amplia a capacidade de concentração em várias partes do corpo, até abranger cada estrutura e processo intracelular. A capacidade de concentração aumenta não apenas a capacidade vermos a vida com mais intensidade, como com maior aptidão para a intimidade. Muitas pessoas, quando a intimidade ou a intensidade de vida atinge um limiar que excede sua capacidade de sustentá-la ficam assustadas e retraem-se; já vi muito/as alunos na aula experimental ou iniciantes estranharem a intensidade de resposta sensorial do próprio corpo com a metodologia que uso para a prática de Hatha Yoga, se assustarem e irem embora fugindo da possibilidade de (re)viver . Para fugir da intensidade de se sentir realmente próximo ou íntimo de outros, as pessoas em geral buscam um meio para embotar a sensibilidade ou liberar a carga de intensidade que se avolumou dentro delas. As estratégias para reduzir a sensibilidade incluem: embotar-se com nicotina, álcool ou comida em excesso; amortecer a sensibilidade física, carregando uma tensão excessiva ou aumentando de peso; ou manter-se ocupado com atividades inúteis, agitado por emoções negativas e distraído com pensamentos recorrentes. Algumas vezes, como uma maneira sutil de reduzir a carga de intensidade que cresce dentro de nós, respiramos pela boca em vez de pelo nariz. As estratégias comuns utilizadas para liberar a intensidade consistem em tornar-se inquieto — tamborilar ou bater com os pés, falar demais, contar piadas nervosamente ou buscar intensa descarga emocional ou sexual.
A prática de āsanas concentrada ou conscienciosa fortalecem a clareza e a paz mentais necessárias para se estar verdadeiramente presente, o que proporciona o surgimento de um senso de intimidade conosco e com os outros. A concentração nos ajuda não apenas a aumentar a capacidade de conexão e intimidade, mas a viver de uma maneira mais centrada, paciente, tolerante, atenciosa e compassiva.
a.bran.ger
vtd 1 Abraçar, cingir.
vtd e vpr 2 Compreender(-se), encerrar(-se), incluir(-se).
vtd 3 Abarcar.
vtd 4 Alcançar, chegar a.
20100521
Queridos,
Fica bem mais assertivo se junto com o método Iyengar acrescentamos* Bartenieff Fundamentals e Técnica de Klauss Vianna.
*a.cres.cen.tar (léxico)
(acrescer+entar) vtd 1 Ampliar, aumentar.
20100423
Respira
Respiração - Aula de Prashantji, Outubro 2008
Slow Motion - Prashantji, Outubro 2008, RIMYI
Quem pensa não presta atenção <=> Se pensar, emperra.
20100309
Cri(s)e dos 7 anos: Klauss, Laban, Bartenieff & cia. no Hatha Yoga
O iniciar na prática de Hatha Yoga pelo método Iyengar pode ser mais ou menos complicado (e quem complica, não explica. Quem não explica, afinal, sabe mesmo ou é decorado?), dependendo da abordagem (mais ou menos 'esotérica', ou hermética) que o professor escolha adotar, falando em anatomês do Iyengar, sem explicar para os novatos o que é o que. Claro, a calourada fica boiando, sem poder fazer do jeito correto, sem poder aprender de cara por inteiro. Nesta hora, conhecer a Técnica de Klauss Vianna ajuda a descomplicar o jeito de expor e descrever o movimento: Klauss ensina a falar do corpo em camadas profundas com todo tipo de gente, gente com qualquer nível de erudição, ajuda a despertar nas pessoas o interesse pelo que ocorre em seus corpos sob a pele, além do que a vista 'normal' alcança.
Praticar Hatha Yoga pelo método Iyengar requer um refinar sensório, e pode ser outro obstáculo ao aprendizado e, portanto, à associação de mais pessoas ao grupo. O conhecimento da Análise Laban em Movimento, do Sistema Laban-Bartenieff e de Bartenieff Fundamentals (salve, salve Fitz-Simon!) pode ajudar a dar conta de fornecer um repertório fundamentado na perscrutação de percepções bastante eficaz e uma excelente ferramenta de apoio ao método Iyengar. Laban e Bartenieff também auxiliam no momento de organizar as ações externas e internas que constroem a entrada, permanência e saída do āsana, bem como na eficácia do seqüênciamento das ações externas e internas das correções adequadas para cada pessoa.
Além disso, Bartenieff Fundamentals facilita a respiração durante o movimento, ajuda a manter a estabilidade pélvica (sem apertar a bunda, ooops, o glúteo, socar o púbis em qualquer direção desconexa e espremer a banda sacra) e a relação entre cintura pélvica e escapular que é fundamental na feitura dos āsanas e a conecção viva entre a parte superior e inferior do corpo e liberação da coluna do fardo (peso mesmo, carga) imposto pelo uso inadequado e descoordenado de braços e pernas.
20100302
Yoga ≠ Psico(análise ou terapia)
As escolas de psicologia do inconsciente, principalmente a psicanálise e a auto-análise, têm sido as que melhor atendem aos fins psicoterápicos. Têm sido as mais utilizadas pelos especialistas de todo o mundo.
Segundo elas, somos o que somos, fazemos o que fazemos, reagimos como reagimos, sofremos ou gozamos, temos nossas crises e nossos remansos e até mesmo pensamos e cremos, não de acordo com o nível conhecido da mente, mas sim movidos, manobrados e determinados pelas camadas mais profundas, das quais não temos conhecimento claro. Sendo a mente comparada a um iceberg, a parte aflorada, isto é, a mente consciente, é mínima e relativamente incapaz, enquanto a parte submersa, o inconsciente, tem poder incomparavelmente maior. A psicoterapia pela psicanálise e pela auto-análise - tão eficientes -, em linhas gerais, consiste em tornar conhecidos (passar para o consciente ou fazer aflorar) os conteúdos e condições inconscientes e profundos. Tais conteúdos e condições resultam de esquecidas experiências traumatizantes (predominantemente da infância), que, por sua natureza maléfica e poderosa, se expressam através do anômalo comportamento dos nervos e das glândulas endócrinas. Dizem os psiquiatras que a doença é a ‘somatização’ dos conflitos e traumas escondidos, isto é, sua expressão orgânica.
Feita uma faxina do inconsciente, isto é, expulsos de lá os conteúdos reconhecidos como deletérios, já tendo esses perdido o anterior poder perturbador, concretiza-se a cura ou libertação do neurótico. Esse processo de limpeza, vale dizer de desmascaramento do adversário escondido, de alívio de carga, de conscientização do ignoto, de extravasão, de elucidação e de catarse, muda a mente e, em conseqüência, rearmoniza, corrige e normaliza os mecanismos auto-reguladores do organismo, daí imediatamente redimirem-se os sintomas. Assim, o neurótico se redime do inferno em que vivia. Diz-se, também, que se corrige a desconfortante ‘linguagem visceral’.Em outras palavras, desfaz-se a ‘somatização’.
Quem estuda o Yoga em seus veneráveis textos originais surpreende, em seu aspecto psicológico, atualidade, riqueza e sutileza tão profundas que, não fora a linguagem velada, exótica e simbólica, pareceria obra dos mais refinados e modernos entendidos nos aspectos inconscientes da alma humana. Não tenho receio de concordar com autoridades no assunto e também afirmar que o Yoga é o ancestral comum de todas as modernas escolas de psicologia profunda.
Segundo a psicanalista francesa Maryse Choisy, o próprio Freud fundou a psicanálise em princípios yogiks, que lhe teriam chegado através de Arthur Schopenhauer, o filósofo ocidental que mais se inspirou nos clássicos do hinduísmo.
Não é diferente a opinião de Carl Gustav Jung, fundador de um dos mais importantes ramos da psicanálise, que diz: ‘A própria psicanálise, bem como as diretrizes de pensamento às quais deu origem e que são, na verdade, um desenvolvimento ocidental, são uma tentativa de principiantes, comparados com o que, no Oriente, constitui uma arte imortal’.
M. Bachelard considera o Yoga a "psicologia da verticalidade".
Realmente. Se a psicanálise, num mergulho, atinge o inconsciente e daí não passa, o Yoga, mediante uma experiência transcendente, chamada samadhi, fim e essência do processo yogik, diviniza o homem no deslumbramento superconsciente.
O objetivo do processo psicanalítico é a cura de um enfermo. O do Yoga é a redenção humana ou libertação (moksha) da alma individual (jiva).
A psicanálise tem por objeto de estudo a mente enferma. O Yoga estuda e considera o homem integral, isto é, o homem potencialidade do Divino, germe e promessa da Alma Universal, expressão do Absoluto em via de aperfeiçoamento e atualização.
Para o psicanalista ortodoxo, o inconsciente é um depósito de experiências dolorosas, um porão de escória reprimida pela convivência com a sociedade que não a aceita. O Yoga considera o inconsciente apenas uma zona da mente onde o consciente não chega, não sendo fatalmente de má qualidade, formado exclusivamente de negatividades recalcadas. O inconsciente tem, em si, também luzes, tendências, impressões, energias boas, potencialidade infinita e qualidades divinas.
Sendo uma psicologia do inconsciente, o Yoga explica a vida consciente, em parte, como conseqüência do inconsciente. Todas as nossas experiências, fatal e fielmente, são gravadas numa espécie de "fita de gravação", através de ininterrupta introjeção. O que introjetamos ou gravamos nos plásticos abismos do inconsciente são: vasanas (tendências, inclinações, impulsos, motivações...) e samskaras (impressões, representações, imagens, juízos...). Lá do fundo, esse conteúdo comanda o nosso comportamento dito voluntário e consciente; comanda o que somos, queremos, sentimos, dizemos, fazemos e pensamos.
Conforme as introjeções que fazemos no curso da vida, tal será nosso destino. Quem introjeta espinho, conseqüentemente será espetado. Essas noções de vasanas e samskaras dão uma explicação psicanalítica à conhecida Lei do Karma.
Assim esclarecidos, deveríamos, por interesse profilático, selecionar as impressões e tendências que introjetamos, com o mesmo critério com que um dietista escolheria sua refeição num cardápio, visando a que, nos dias de porvir, possam elas (as escolhidas) operar em proveito da saúde e não contra ela; em direção à liberdade e não à servidão; em prol de nossa felicidade e não em seu prejuízo.
A indiscriminada, inconsciente e indisciplinada introjeção de vasanas e samskaras polui, adoece, corrompe, perturba, vicia e infelicita a mente. O yogin, sabendo disso, procura acautelar-se. Evita fisicamente as que pode e, mentalmente, aquelas que, fisicamente, lhe são impostas pelo ambiente.
Seu cuidado não é apenas na área da higiene mental, mas também na fase da cura.
Nesse particular, em que consiste a cura?
Em depurar, liberar, aclarar e aprimorar o mental. O Ashtanga Yoga ou Yoga dos oito componentes, codificado pelo sábio Patañjali, é uma forma técnica de sanear a mente, não a mente que costumamos chamar de doente, mas a mente que costumamos chamar de normal e que, em verdade, é "normalmente" incapaz para a felicidade e para o alcance da Verdade.
Agitada como é, tecida de conflitivos desejos, encabrestada pelo egoísmo, sacudida de paixão, obcecada pelo irreal e condicionada a fatores múltiplos, o que chamamos de mente normal não deixa de ser, inclusive, um obstáculo para a percepção da Verdade. Essa só é possível quando a mente impura cessa de manifestar-se, isto é, quando emudecem seus vrittis (manifestações, fenômenos, movimentos, vacilações...). Levada a mente à plena quietude, ocorre a comunhão com o Infinito; dá-se o samadhi. Tal é o objetivo da ascese de Patañjali. Tal foi o caminho seguido e ensinado por S. João da Cruz.
As imperfeições mentais, que o método visa a remover, são:
O yogin aprende com Patañjali como purificar, aquietar e iluminar sua mente.
Segundo essa escola de Yoga, a cura mental liberta o homem das condições normais e enfermiças de sua personalidade, que são:
Tais defeitos de personalidade podem ser simultaneamente efeitos e causas das imperfeições do psiquismo.
A psicoterapia comum visa a restituir à mente enferma e sofredora as condições caracterizadas como normais. O Yoga ajuda a atingir tais resultados, mas vai mais além. Seu objetivo final é dar à mente: pureza (suddha), transcendência (buddhi) e redenção total (mukti).
Uma forma bem interessante de entender a ação yogaterápica no tratamento do nervoso já foi exposta páginas antes, quando expusemos a teoria dos gunas. Ali mostramos que a prática do Yoga, numa ação neuroanaléptica, levanta as forças do abatido ou astênico. Em termos de gunas, poderia ser dito que à mente tamásica a prática do Yoga acrescente rajas. Ao agitado indivíduo de mente rajásica, o Yoga sativiza, isto é, dá-lhe o equilíbrio, a harmonia e a serenidade sattwa.
Até aqui estávamos vendo o Yoga como uma forma de psicanálise. No entanto, chegou o ponto em que vamos concluir que é exatamente a antítese da psicanálise, isto é, uma psicossíntese.
Psicanálise, ao pé da letra, quer dizer análise, divisão, separação do todo em partes, da alma (psique). O Yoga, em sua conceituação essencial e ao mesmo tempo etimológica, é exatamente a antítese disso. Yoga vem da raiz sânscrita yuj, que quer dizer juntar, unir, reunir, unificar... Yoga une. Análise separa. Como doutrina e técnica psicológica, seria literalmente uma psicossíntese.
Unificar a alma despedaçada é Yoga. Dar unidade e coerência à mente onde reina conflito é Yoga. É Yoga harmonizar os antagonismos psíquicos. É Yoga dar coerência à vida mental. Se a mente está doente, é porque vive como ?uma casa dividida contra si mesma?. Yogaterapia consiste em restaurar a paz interna. Se, em seu estado comum, a mente é fraca, é porque a dispersão a domina, dispersão que a esparrama estagnada como pântano ou a exaure em fluir multidirecional. O Yoga atua no sentido de dar-lhe a concentração necessária, conseqüentemente gerando poder, segurança, penetração, eqüanimidade, coerência, harmonia e bem-estar. Como psicossíntese, o Yoga reduz a fluidez e a dispersão.
Em resumo, o Yoga é uma psicoterapia porque socorre o neurótico e o livra dos sofrimentos desde que:
O prof. Oskar R. Schlag foi um dos discípulos diretos de Freud, condiscípulo do grande Jung e amigo de E. Fromm. Com ele mantive amigável palestra, lastimavelmente curta demais. Ensina Yoga na Universidade de Zurich (Institut fuer Angewandte Psychologie). Para ele, o Yoga é muito mais do que a psicanálise como caminho redentor. Em conferência, em 1952, opinava: "Yoga é algo essencialmente prático para chegar-se a um fim (objetivo). Que fim é esse? A libertação. Libertação de quê? A libertação de uma situação que Freud denominou ?o encargo incômodo da nossa civilização?... Você mesmo é a fonte de todo o incômodo da nossa civilização. Dentro de você se encontra tudo aquilo contra o quê você protesta e do qual deseja se libertar".
Aos estudiosos de Yoga como psicoterapia e em especial aos psicanalistas, indico principalmente dois livros: Western Psychoterapy and Hindu-sádhana, de Jacobs, Hans (George Allen & Unwin Ltd., Londres) e Yogas et Psychanalyse, da eminente psicanalista católica Maryse Choisy (Collection Action et Pensée aux Éditions du Mont-Blanc; Genève, Suíça). Para esta, "o Raja Yoga é o mais admirável tratado dos fatos interiores que o homem concebeu".
José Hermógenes, no livro ‘Yoga para Nervosos’ , pags. 94 até 99.
20100227
Yoga = Dança (ou quase)
Se olhar bem vai ver uma variedade de joelhos de vários donos ultrapassando a linha perpendicular da frente do tornozelo (perna direita de quem faz) nessa variação menos veemente de Utthita Parsvakonāsana (Postura do Alongamento Lateral Intenso) + a dupla descoordenada joelho desalinhado com o dedão do pé.
Uma fábrica de moer joelhos.
20100226
Acessórios para prática
20100113
O mundo sem ninguém
Tem certeza que eu posso ir praticar Hatha Yoga sem atrapalhar a aula pois eu :
(Passe por aqui mais vezes, essa lista com certeza vai aumentar. )
SIM, você pode praticar, pode se juntar aos bons.
É bacana (e necessário) que você me informe seu estado de saúde (física,emocional, mental) na estrevista antes da aula experimental; ou, se é aluno regular, me conte os achados, as novidades.
Se você tem dúvidas, não sabe, nunca experimentou ou sentiu como é uma prática de Hatha Yoga apoiada no método Iyengar. Se suas dúvidas são de cunho medicinal, visite os posts daqui do blog marcados por medicina, pesquise no Google:Yoga medicina Iyengar.
Hatha Yoga é uma prática abrangente, que raros conseguem desvendar de uma única vez, ao fazer a aula experimental. Para a maioria, recomenda-se 3 meses de prática ao menos 2 vezes por semana, para poder formar uma opinião inicial, começar a perceber se a minha pegada do Yoga é boa para você.
Se você frequenta as aulas e pratica, esse tipo de dúvida pode ser a voz da sua preguiça te dando uma desculpa, procurando uma 'explicação razoável' para você continuar assim como está. (Se assim tá 'gostoso', por que é que você se sente incomodado(a)?) . Ou, pode ser 'falta de tempo', e como lembrou a colega de uma @-lista, 'como diz o dito popular, falta de tempo é a desculpa dos que perdem tempo por falta de método...'
A preguiça é a única doença do ser humano que não tem cura, e segundo alguns, é a doença que leva as pessoas mais cedo para morar no cemitério.
20100107
20091014
aulas de yoga para cadeirantes
Estúdio em Cena oferece aulas de yoga para cadeirantes
A dinâmica de uma aula de yoga para cadeirante é a mesma. Aliás, de acordo com a professora de Hatha Yoga, Maria Fernanda Senger, é fundamental não fazer uma distinção entre os alunos. “As minhas turmas são mistas. E é dessa forma que tanto os andantes, como os cadeirantes, podem aprender um do outro. Fica mais fácil para cada um deles entender melhor os movimentos”.
Existem duas maneiras principais de conduzir a aula. Uma delas é com o cadeirante deitado no chão. Nessa posição ele passa a imitar os gestos das posturas que o professor está fazendo em pé. A outra forma é utilizando a própria cadeira de rodas, mas ele deve estar preso a um cinto para não haver o risco de cair. Dos dois modos é importante, quando necessário, que o cadeirante conte com o auxílio de um acompanhante, o que o ajudará a executar todas as posturas. “O cadeirante pode ser movido por um colega, mas eu estou sempre supervisionando. É fundamental que o professor esteja muito atento a tudo que o aluno esteja fazendo e sentindo”, orienta MaFê, como é conhecida a professora.
Apesar de muitos professores criticarem o uso de acessórios, como cintos, blocos, cadeiras, cobertores e bancos, eles acabam sendo fundamentais. Para os cadeirantes, essa é uma maneira dele ganhar mais confiança na hora de fazer as posturas. “Em uma postura como o Virabhadrāsana, por exemplo, o aluno precisa se deslocar para a ponta da sua cadeira de rodas. E para não existir o risco dele cair, é colocado um cinto para segurá-lo. Assim, ele consegue flexionar o joelho da perna da frente e deixar a detrás estendida”, exemplifica MaFê. E o mesmo se aplica aos andantes, já que os limites de cada um varia. “Utilizar acessórios é uma maneira de democratizar o yoga. É sinal de inteligência e não de preguiça ou falta de capacidade. É sinal de que você quer aproveitar o melhor de cada postura”, completa.
E como o yoga é uma prática democrática, os benefícios que ele proporciona são praticamente os mesmos que os disponibilizados a todos. Por isso, andantes e cadeirantes observam uma diminuição das tensões do corpo, dos distúrbios do humor, como depressão e ansiedade, e com a constância chegam a sentir o benefício de uma mente pacificada, o que significa menos pensamentos por unidade de tempo.
Também vale destacar que a aula em grupo contribui para a socialização e a alteridade do cadeirante. Além disso, o yoga lhe oferece um repertório de movimentos novos, o que auxilia a prevenir a formação de coágulos sanguíneos, e os machucados na pele, pelo fato de parte do seu corpo estar ‘sempre’ na mesma posição. O movimento pode permitir o equilíbrio do tônus muscular, diminuindo a espasticidade - aumento do tônus muscular, no momento da contração, causado por uma condição neurológica anormal. Os músculos espásticos são mais resistentes à contração do que os músculos normais e também custam mais a se relaxar, permanecendo contraídos por um período de tempo mais longo do que os músculos normais.
Ao colocar em movimento as partes do seu corpo que estão paralisadas, o cadeirante começa a trabalhar de forma mais eficiente o seu organismo, mas essa percepção depende muito de sua sensibilidade. “Um corpo parado engessa a matriz nutricional que existe entre as células e por isso o metabolismo não consegue eliminar o ‘lixo’ produzido pelo nosso corpo, nem absorver os nutrientes. Quando você movimenta o seu corpo, a matriz entre as células amolece, o que permite que essas trocas sejam feitas. É isso que leva saúde para o nosso organismo, a partir do nível da célula”, detalha MaFê.
Na medida em que o cadeirante inclui a prática do yoga em sua rotina, ele passa a ter uma percepção mais refinada de si mesmo e da relação com o mundo ao seu redor. Cada pessoa, e isso não se restringe aos cadeirantes, tem um tempo para organizar a sua propriocepção. É uma tarefa delicada, que exige paciência. “Vão existir aulas boas e ruins, porque é um processo, no qual você precisa de um tempo para entender a organização interna do seu corpo. Você não vai à aula para julgar, ser julgado, nem copiar, nem fazer nada alucinadamente. Precisa primeiro sentir, entender, prestar atenção, antes de fazer”, finaliza Maria Fernanda.
Horários
Hatha Yoga para Deficientes blogado no UOL
Assim como você.
Clique aqui, leia lá...
20091004
Síndrome do Pânico
(você não enlouqueceu, o vídeo está com a imagem atrasada em relação ao som.)
A prática de Hatha Yoga pode ajudar conforme já mostrado pela declaração do Dr. Ricardo Monezi Julião de Oliveira, professor do curso de pós graduação em Medicina Comportamental, do departamento de Psicobiologia da UNFESP no post 'antigo' 'Pesquisa da UNIFESP sobre os benefícios do Yoga':
“O Yoga incentiva os praticantes a tomarem consciência de seu corpo e de suas tensões através de posturas físicas. Além disso, por focar o autoconhecimento, concentração e meditação, sua prática também pode contribuir para facilitar a autoconfiança e um sentimento pessoal de maior senso de controle e qualidade de vida”.
Isso!
Identificações das tensões e de seus reflexos no corpo, nas emoções e na mente (acelerações, excitações), para, depois da identificação, aprendermos o caminho de diminuir a excitação através dos āsanas/posturas. Passamos de estranhos a nós mesmo e por vezes, auto-sabotadores a nossos verdadeiros colaboradores.
Nos casos de patologias comportamentais, o professor de Hatha Yoga que conhece, pratica e divulga o Método Iyengar tem condição privilegiada de indicar uma ou mais āsanas/posturas que contribuirão em trazer a pessoa de volta à coordenação de suas funções mentais e psicofísicas.
Mas atenção, somente um médico competente pode receitar ou retirar os medicamentos. Praticar Hatha Yoga não exime de continuar com sua prescrição medicamentosa.









