É preciso estar atento e forte.
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20130805
20111029
Praticar (é) preciso
Yoga Kuruntha, ou, na tradução literal, Yoga das Marionetes, uma técnica do corpo de conhecimento do Yoga, utilizada principalmente no sul da Índia para aquecimento antes das práticas de aasanas. Em alguns livros antigos e tradicionais, como, por exemplo, o Kapala Kurantaka Hathabbyasa Paddhati, esses movimentos são chamados de Rajvasanani, que significa aasana realizadas com cordas. Ele consiste de movimentos feitos com a ajuda de cordas – daí o nome marionete - mas também utiliza argolas e o apoio parede. É de excelente ajuda para o aumento da flexibilidade corporal, o que possibilita um aprendizado mais harmonioso e rápido dos aasanas e posturas corporais. Além disso, como todo trabalho no Yoga, o trabalho com as cordas leva a um maior conhecimento do próprio corpo e da postura. Com isso, podemos dizer que o Kuruntha é um instrumento de reeducação corporal, tanto para pessoas sadias, de todas as idades como também para pessoas que apresentam algum tipo de dificuldade devido a problemas físicos, como, por exemplo, pessoas com problemas de coluna. É um agente de mudanças corporais pois leva ao aumento do tônus e de massa muscular, além do equilíbrio da lateralidade, dados benéficos para a saúde do corpo. Além desses benefícios, pode atuar como facilitador na aprendizagem das posturas utilizadas no Yogaasanas. Esse Yoga é difundido na atualidade, principalmente por B. K. S. lyengar, grande mestre de Hatha Yoga da atualidade.
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O Tantra e a prática de Yoga Kuruntha
"A visão por trás da prática é o que faz a diferença", palavras que normalmente uso ao ser interpelado sobre o porque do Yoga Kuruntha ser uma das práticas utilizadas na metodologia de ensino. E o que está por trás é apenas uma palavra: equilíbrio. Ao trabalhar a flexibilidade e as principais articulações do corpo, estará sendo desbloqueada a passagem de energia pelos Cakras secundários (articulações), e com isso energizando corretamente os Cakras principais. Ao trabalhar a lateralidade estaremos energizando o lado direito (energia masculina) e o lado esquerdo (energia feminina) e conseqüentemente equilibrando as características masculinas e femininas da personalidade. Ou seja, trabalhando o físico, estaremos equilibrando o energético e a psique do indivíduo, levando-o ao equilíbrio em sua vida psíquica. Saúde psicológica e física decorrente do equilíbrio energético.
A escolha dos movimentos a serem realizados depende, assim como em todo trabalho tântrico, do que o indivíduo necessita no momento. Por isso, embora certos movimentos sejam realizados por quase todos os alunos, outros serão ou não, dependendo da necessidade individual.
Vemos que, muito mais do que uma simples ação corporal visando aquecimento e flexibilidade, o Yoga Kuruntha na prática tântrica ganha o status de auxiliar em mudanças físicas, psicológicas e energéticas, possibilitando vivenciar e ultrapassar aspectos psicológicos que bloqueiam o florescer da personalidade que está a caminho do equilíbrio.
Paulo Murilo Rosas, A Psicologia do Tantra, pag. 77 e 78
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20111005
Querer é Poder
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20111004
Corpar
Esta é uma parte de uma conferência que faz parte do livro 'Vínculos' de Stanley Keleman (pág 132 e 133).
Keleman oferece uma descrição objetiva e clara dos processos conscienciais, mentais e psicofísicos que acontecem ao longo de uma prática constante e viva de Hatha Yoga. A diferença fundamental é que o processo pelo Hatha Yoga tem pouca verbalização, e se quem está guiando a prática tiver formação em Iyengar Yoga, vai identificar e oferecer caminhos individuais para reorganizar as distorções que acontecem nos aasanas em função da carga psicofísica de cada um que está praticando.
Neste texto ele também desenha o papel que o professor de Hatha Yoga assume enquanto ajudador/terapeuta.
Os Cinco Passos: somatizando o vínculo
PASSO UM: Peço ao cliente para descrever sua postura somática com relação a mim, por exemplo, ser submisso, ficar a postos para lutar ou tentar me agradar. Ele pode descobrir que seu estilo aplacador envolve a organização muscular de enrijecer o pescoço e sorrir, ou estufar o peito, uma postura psicológica de bravura exagerada ou sexualidade. Ele começa a reconhecer, no PASSO DOIS, seu padrão de contrações musculares. Ele vê como estão conectadas as lembranças, associações e sentimentos de mágoas passadas, em situações nas quais ele precisava defender a si mesmo muscular e psicologicamente. Ele reconhece o quanto está misturado ou imerso na sua história de mágoas e desapontamentos e como projeta as necessidades do passado no presente, fazendo do terapeuta uma figura de autoridade amedrontadora ou receptiva.
Quando desafiado a desorganizar seu padrão, lentamente desmanchando sua organização emocional e muscular, PASSO TRÊS, o cliente começa a sentir o medo de estar sem estrutura. Ele pode se lembrar do terror ou do desamparo e senti-los internalizados. Separação e desorganização ajudam a criar uma distância daquilo que foi internalizado e cindido do autoconhecimento. Por exemplo, o pescoço rígido de aplacação esconde sentimentos de terror, associados à rejeição do outro. No PASSO TRÊS, desorganização, o terror é transferido para o terapeuta, que é chamado a não agir como OS pais ou as autoridades do passado. Além disso, o desamparo do cliente pode transformar-se em raiva ou choro. Como terapeuta, você lida com sua própria reação ao terror, ao desamparo, à raiva ou às lágrimas do cliente e tenta ensinar-lhe que a desorganização não precisa ser associada ao desamparo do passado. Assim, ele pode aprender a conviver com a sua desorganização emocional.
Quando formas internalizadas de vínculos passados são desorganizadas, o cliente entra num estágio sem forma, o PASSO QUATRO. Aqui, as imagens e sentimentos passados incubam e o cliente aprende a integrar as lições da sua dor de modo diferente. Esse lugar da restauração emocional, muscular, psicológica, dá surgimento aos sentimentos e Insights que capacitam o cliente a fazer outro tipo de vínculo com pessoas significativas, o PASSO CINCO. Esse passo demanda uma atitude responsiva e interativa por parte do terapeuta. Formar um novo vínculo não é somente um ato da imaginação ou do sentimento; envolve as maneiras pelas quais o cliente pratica usar seu cérebro e músculos para integrar a aprendizagem emocional, imaginativa, com uma conexão de contato que ele possa controlar ou gerenciar.
Esse processo dos cinco passos do vínculo, desmanchar o vínculo e revincular, é um padrão pulsatório de expansão e contração, organização e desorganização. É semelhante ao embrião mudando de forma em 280 dias, ou a uma criança aprendendo a se vincular com a mãe e, depois, alterando esse vínculo para entrar na adolescência e na condição adulta. Todo pessoa se vincula e desmancha vínculos muitas vezes — como embrião, bebé, criança, adolescente, adulto, idoso, e na morte. A pulsação entre os pólos da existência envolve a vinculação e a mudança de vínculos, e é o que um terapeuta acompanha, à medida que seus clientes tentam reviver esses estágios e reconhecer e formar os sentimentos que foram cindidos. Os Cinco Passos contêm a esfera de ação do experienciar humano, o processo básico do como internalizamos o mundo e, depois, o projetamos para fora. Nesse processo, produzimos nossa própria forma. Quando um cliente pode aceitar que, em qualquer situação dada, seu próprio self vem à superfície, ele não tem mais medo de sua vida ou do que a vida lhe trará, seja o que for. Esse é o objetivo central da terapia somática.
O terapeuta alinha aos Cinco Passos à história ou situação do cliente, ao modo como ele a organiza, como vai desorganizá-la, o que acontecerá se ele não fizer nada e como ele vai usar essas experiências para se vincular novamente. Um ajudador que trabalha na linha somática fica atento ao modo como um cliente exagera sua situação, ao modo corno ele desestrutura esse exagero, ao modo como ele repousa nos lagos naturais do fluxos e refluxos e ao modo como se organiza para surgir novamente com seus insights. Esses são os Cinco Passos.
Os Cinco Passos são a maneira pela qual o cliente corporifica sua experiência e desestrutura seu passado. O ajudador se une ao cliente para desestruturar sua experiência passada ou organizar uma estrutura para as suas experiências presentes, embora haja envolvimento do passado. Estabelecer e desmanchar vínculos tem a ver com organizar uma identidade. Para entender melhor um cliente, um terapeuta deveria se perguntar se ele está desorganizando, dando sustentação ou reorganizando uma forma.
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Ao longo de cada prática, ou de cada aula, passamos por vários aasanas que explicitam nossa intenção por trás de cada gesto (agressividade, submissão, superficialidade, falsidade, inchaço, colapso, ...) e por vezes, nos colocam em contato com as emoções que nutrem e sustentam estes estados. Cada aasana é uma chave psicofísica que desmonta um estado mental-emocional-físico perverso, é presenciando este processo que o praticante/aluno adquire Consciência.
O papel do professor é ficar atendo ao desenrolar da 'história ou situação do cliente, ao modo como ele a organiza, como vai desorganizá-la, o que acontecerá se ele não fizer nada e como ele vai usar essas experiências para se vincular novamente. Um ajudador que trabalha na linha somática fica atento ao modo como um cliente exagera sua situação, ao modo corno ele desestrutura esse exagero, ao modo como ele repousa nos lagos naturais do fluxos e refluxos e ao modo como se organiza para surgir novamente com seus insights.'
20110701
Por que praticar Yoga?
Yoga faz bem pra quê? Yoga emagrece? Enrijece? Acalma? Relaxa?
Bem, são muitas as questões sobre Yoga e as explicações também não são poucas. Fazer uma aula e sentir o estilo que melhor lhe cai bem é uma boa opção para que você tire suas próprias conclusões.
Existem diferente linhas de Yoga e cada uma faz bem para um certo biotipo, assim como cada professor tem também sua maneira de conduzir a aula. Mas todas as aulas devem conter os ásanas (exercícios psico-físicos), pranayamas (controle da bio-energia) e relaxamento com atenção plena, que requer o “estar consciente”.
Uma aula de yoga deve lhe trazer bem-estar após a prática.
Você não vai apenas gastar energia, e sim, direcionar essa energia aos pontos corretos de seu corpo e relaxar a mente.
A prática contínua faz com que você pare um pouco a correria do dia-a-dia e ganhe mais se conhecendo... e ficando consigo mesma!
Quando você se conhece melhor você consegue perceber os sinais que seu corpo físico lhe fornece, antes que alguma doença se instale. Você conseguirá perceber a cada dia mais, se sua postura está correta ou não, se sua respiração está curta e ofegante (o que aumenta o nível de cortisona no corpo, aumentando o stress), ou se está calma e profunda. Como deveria ser sempre com a atenção total que você deve ter em cada movimento e aprendendo a conduzir sua respiração, você já vai começar a sentir os benefícios dessa prática milenar.
O processo vai se intensificando. Quanto mais você praticar mais facilmente vai encontrar de volta seu próprio eixo, respeitando seus limites, percebendo suas qualidades e desbloqueando alguns pontos de energias que podem estar estagnados. Resultado: mais saúde!
Os ásanas são um meio de nos conhecermos mais. Existem posturas de equilíbrio, torção, flexões, extensões e todas elas requerem uma manutenção. O meio para que se chegue a cada postura é o passo mais importante, e não o resultado. Estar concentrado em fazer a postura (ásana + respiração) é de total relevância. Os resultados vêm pela continuidade da prática.
Os pranayamas nos levam a manter esse “foco de atenção plena”. A capacidade respiratória vai sendo expandida e assim, nos tornamos mais calmos e com pensamentos mais lúcidos.
Com a mente focada deixamos os outros pensamentos, aqueles repetitivos e que apenas nos atormentam, cada vez mais de lado, para que nossa concentração esteja 100% no momento presente.
Numa aula de Yoga trabalhamos o corpo físico, o corpo energético, o emocional e a mente consciente e inconsciente. Então, achar que o Yoga apenas emagrece ou enrijece os músculos é subestimar essa prática.
O Yoga faz muito mais do que isso. Mas nada melhor do que você mesma comprovar.
Namastê e boa prática!
Dicas para uma aula de yoga bacana
A atitude de quem pratica é fundamental para se ter uma experiência agradável e frutífera durante as aulas. embora a prática seja geralmente individual, a conduta de cada um influencia no resultado total.
Algumas dicas interessantes para se tornar um praticante 'cheio de estrelas':
•Não coma imediatamente antes da aula.
•Seja pontual. Se possível, chegue adiantado e aguarde o professor em silêncio.
•Desligue seu celular. Embora pareça uma recomendação óbvia, é incrível o número de pessoas que esquece de desligar o aparelho.
•Não pise com calçados na área de prática. Nunca.
•Vista uma roupa confortável que permita seu movimento, o uso efetivo dos acessorios e que permita a seu professor observar seu corpo. Roupas muito volumosas podem anular o feitos dos cintos, roupas muito soltas expor sua pele mais do que você gostaria durante as invertidas, por exemplo.
•Evite beba água durante a aula.
•Não venha excessivamente perfumado(a): a tolerância para cheiros varia de pessoa para pessoa e você pode transferir seu perfume para objetos de uso comum (rolos, blocos, cintos, tapetes).
•Deixe para passar o hidratante depois da prática para não ficar escorregando.
•Preste toda a atenção no que é demonstrado ou em como é falado para fazer, passo a passo: cada aula é única, e o que é proposto se modifica a cada aula.
20110622
Qualidade do Movimento
O aasana/ a postura quando feito com atenção plena na qualidade do movimento produz de modo rápido, eficaz e durável modificações profundas no corpo( beleza estética e saúde), na harmonia das emoções, no foco dos pensamentos.
A qualidade do movimento no aasana requer o sequenciamento correto dos movimentos (ações externas, que são visíveis, como por exemplo: flexionar o joelho direito) e das atitudes (ações internas, que não são visíveis ou são provocadas pelo uso direcionado e coerente da imaginação, como por exemplo: desamassar as pálpebras).
Sequenciar corretamente o movimento requer:
- prática constante de quem ensina, para que as ações estejam sempre frescas no corpo e na memória;
- identificação da organização corporal atual do aluno;
- expressão da ordem correta dos movimentos e das atitudes para cada aluno, respeitando sua estruturação corporal e respiração atual, fazendo uso inteligente dos acessórios pelo tempo necessário.
Atualmente, é importante o correto sequenciamento das ações externas e internas devido ao empobrecimento do repertório dos movimentos que vem acontecendo desde a revolução industrial, e tem se intensificado muito na atualidade com o uso dos botões de controle remoto, pelo tempo que passamos sentados em cadeiras, em bancos de automóveis.
Fala e entende melhor quem lê, e escreve;de maneira análoga, se comunica melhor quem tem consciência da totalidade dos movimentos que faz, quem possui um vasto conhecimento de seus gestos e quem coordena os significados dos movimentos.
20110616
Em busca do tempo perdido
A sensação interna do passar do tempo está intimamente ligada ao fluxo, à corrente dos pensamentos.
A sensação interna não tem a ver com o tempo 'natural', esse do dia e da noite.
Quando uma pessoa está envolvida em uma atividade sentida como prazeirosa, o tempo parece que passa rápido, e o contrário parece ocorrer quando a atividade é percebida como desagradável.
Muitos pensamentos inúteis por unidade de tempo (pensamentos/segundo, por exemplo) levam à sensação interna de falta de tempo.
Uma mente sem governo, que alimenta muitos pensamentos inúteis por unidade de tempo é uma mente constantemente esgotada, com pouca ou nenhuma capacidade de foco e de concentração.
A pessoa que tem a mente desgovernada fica desconcentrada, com pouca ou nenhuma capacidade criativa, com pouca ou nenhuma iniciativa positiva, e manifesta fadiga física, emocional e mental:
- apresenta falha constante de memória;
- instabilidade ou irritabilidade ou anestesia emocional (paradoxalmente, a pessoa se desliga emocionalmente dos fatos 'desagradáveis' que lhe acontecem como uma maneira de aparentar ser uma pessoa 'calma' e resolvida emocionalmente, mas manifesta sintomas psicossomáticos de ansiedade)
- resistência fazer atividades físicas que lidam com a não-repetição e com a novidade.
O que acontece com a percepção do fluir do tempo quando estamos verdadeiramente concentrados, prestando atenção? (E quem presta atenção, não pensa!)
A percepção do tempo se torna fruída: descobre-se que há tempo para tudo o que se precisa e deseja fazer.
Todos conhecemos pessoas muito ocupadas, que vivem intensamente, cheias de energia, saudáveis e bem humoradas, que sempre encontram tempo para as atividades que elegem como importantes, que não deixam para depois, que não ficam arrumando desculpas para não fazer as atividades que consideram importantes.
Essas pessoas cultivam um estado mental convergente, com poucos pensamentos por unidade de tempo, e com o máximo de pensamentos úteis.
O que o Yoga tem com isso?
O Yoga ensina e treina a mente através do uso consciente do corpo, praticando os aasanas e os praanaayaamas, devolve o tempo perdido.
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flu.ir
(lat fluere) vint 1 Correr em estado líquido. vti 2 Derivar, proceder.
fru.ir
(lat fruere) vti Desfrutar; usufruir.
20110608
Afinal, que Yoga é essa? É Raja ou Hatha?
“Normalmente se acredita que o Rája Yoga e o Hatha Yoga são coisas inteiramente distintas, diferentes e opostas, que os Yoga Sútras de Pátañjali lidam com a disciplina espiritual e que o Hatha Yoga Prádipiká de Swátmáráma lida somente com a disciplina física. Não é assim, pois o Hatha Yoga e o Rája Yoga se complementam e formam uma única aproximação em direção a Libertação. Assim como um alpinista precisa de escada, corda, ganchos, preparo físico e disciplina para subir os picos gelados dos Hilamayas, o aspirante ao yoga precisa do conhecimento e disciplina do Hatha Yoga de Swátmáráma para alcançar as alturas do Rája Yoga considerados por Pátañjali.”( Iyengar, Light on Yoga).
O chamado Hatha Yoga usa como ferramenta principal para a conquista dos 8 passos do Raja Yoga proposto por Patañjali o corpo e suas funções (sentidos, mente) como meio ou o laboratório de práticas para vivenciar as experiência da coordenação dos sentidos e da mente, e através destas experiências, obter integralidade, autoconhecimento, consciência, tranquilidade.
O corpo deixa de ser obstáculo, vilão para se tornar o precioso instrumento de pesquisa e de redenção.
A introdução aos 8 passos propostos no Yoga Sutras através da prática do Hatha Yoga é feita através dos aasanas, e as práticas prioritárias durante as aulas estão diretamente relacionadas com atividades corporais: aasanas , praanaayaamas e eventualmente, alguns kriyas.
Em algumas metodologias, como na aplicação do método Iyengar, execução do aasana é proposta como uma forma de meditação:
''... Normalmente a mente está mais perto do corpo e dos órgãos densos da ação e da percepção do que da alma. A medida que os asanas são refinados, automaticamente tornam-se meditativos, pois a inteligência é feita para penetrar em direção ao cerne do ser. Cada asana possui cinco funções para executar, que são: conativo (tendência consciente para atuar), cognitiva, mental, intelectual e espiritual.....''(Iyengar)
Em algumas metodologias, como na aplicação do método Iyengar, execução do aasana é proposta como uma forma de meditação:
''... Normalmente a mente está mais perto do corpo e dos órgãos densos da ação e da percepção do que da alma. A medida que os asanas são refinados, automaticamente tornam-se meditativos, pois a inteligência é feita para penetrar em direção ao cerne do ser. Cada asana possui cinco funções para executar, que são: conativo (tendência consciente para atuar), cognitiva, mental, intelectual e espiritual.....''(Iyengar)
Apenas por isso é chamado de Hatha Yoga, para ficar explícito que o meio escolhido para obter os resultados tem foco no condicionamento do corpo e no descondicionamento da mente. Em absoluto significa que o único passo ensinado são as posturas, e que aprática se resume somente aos aasanas.
Por que a enfase no corpo?
Porque um corpo que dói por estar doente, ou por não ter a flexibilidade para ficar sentado ou o tônus para sustentar a coluna alinhada e alongada sem apertar ou puxar por um período de tempo costuma atrapalhar ou impedir o sucesso na hora de seguir em direção aos 4 passos 'íntimos ou internos', sugeridos por Patãnjali (Prathyahara, Dhaarana, Dhyana e Samadhi). Resumindo bem, a meditação vai para o beleléu.
Para ficar Raja seguindo o caminho proposto por Patañjali é preciso estar atento e forte (Hatha).
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Pescaria: Yoga, Hábito e Vício
por Robert Birnberg
Embora os seres humanos tenham o potencial inato de experimentar a felicidade ilimitada, a maioria das pessoas deve concordar que o sofrimento e a dor são fatos da vida. De acordo com o Yoga Sutras de Patanjali, o texto fundamental do Yoga, essas aflições são geradas pela mente, principalmente por nossos hábitos.
Enquanto estamos vivos, estamos criando hábitos (samskaras), tanto conscientemente quanto inconscientemente. Esses padrões estão ligados e existem em todas as áreas de nossas vidas. Nossos gostos, emoções, atitudes, crenças e comportamentos são ligados a hábitos de corpo e mente. Samskaras são necessários, na medida em que ajudam a criar um senso de identidade, estabilidade e controle. Assim, a criação de hábitos possui uma função importante.
Por exemplo, o hábito de assumir uma postura com a parte superior das costas curvada, faz uma pessoa tímida, excessivamente alta ou com seios grandes parecer menor, menos percebível. Segurar a respiração reduz o fluxo de emoções intensas ou desagradáveis, comer em excesso serve como uma recompensa fácil e rápida por um dia difícil, drogas e álcool podem ajudar a relaxar, reduzindo os efeitos do estresse e da pressão. Esses hábitos variados de corpo, respiração e comportamento possuem uma coisa em comum: eles realmente ajudam a nos sentir melhor ... por um tempo.
As Coisas Mudam
A vida, no entanto, está mudando constantemente. Eventualmente, mesmo nossos melhores hábitos podem deixar de ter efeito. Soluções para o tempo presente demandadas por experiências passadas são, com freqüência, inapropriadas e inadequadas. O resultado destas reações habituais é o aumento do sofrimento e dos obstáculos (duhkha) na vida diária. Se com o passar do tempo um hábito persiste, apesar do constante aumento de duhkha, esse hábito é, na verdade, um vício totalmente desenvolvido.
Eventualmente, costas curvadas podem gerar dor e baixa auto-estima. Uma respiração superficial e/ou irregular pode contribuir para a asma e a depressão. O vício em drogas e álcool apresenta uma variedade de problemas psicológicos, sociais e de comportamento. Comer em excesso é relevante para numerosas questões de saúde.
Colocando de forma simples, as soluções de ontem tornam-se os problemas de hoje.
Este é o nosso dilema. Uma mente totalmente livre de hábitos seria instável e estupefata pelas opções infinitas da vida, mas anos de condicionamento inconsciente criam hábitos e vícios que ocultam a verdadeira felicidade e, no final das contas, abreviam ou até mesmo terminam com nossas vidas. Esta luta eterna entre o fato da mudança e a necessidade de segurança é, de acordo com o Yoga, a condição humana.
A Solução Proposta pelo Yoga
A estratégia do Yoga para resolver este antigo problema é simples, elegante e brilhante. Ao invés de insistir que paremos de criar hábitos, o Yoga nos encoraja a ser totalmente envolvidos no processo de criação desses hábitos. Através do Yoga, podemos começar a criar conscientemente e a aprimorar constantemente nossos padrões, tornando-nos mais saudáveis, versões mais positivas de nós mesmos, de uma forma progressiva.
Para auxiliar neste processo, o Yoga recomenda encontrar alguém cujos pontos de vista e desapego permitam uma visão clara a nosso respeito e que também possua a experiência e habilidade necessária para ajudar-nos a mudar.
Em psicoterapia, esta é a função do terapeuta. No programa de doze passos, essa pessoa é o patrocinador. Em Yoga, temos o professor.
Assim como com terapeutas e patrocinadores, tradicionalmente cada estudante de Yoga possui somente um professor e cada professor recebe um estudante por vez. Como cada estudante representa uma complexa rede de hábitos corporais, respiratórios e mentais interconectados, o Yoga reconhece a necessidade da individualização. Por esta razão, TODOS os yogis adultos eram ensinados um a um. Além do mais, o professor de Yoga era responsável por apoiar mudanças positivas, não apenas no corpo físico, mas também em todos os aspectos da vida do estudante. O conjunto completo de ferramentas clássicas: a visualização, a orientação nas relações, o direcionamento de estilo de vida, o trabalho respiratório, a meditação, o som, o ritual, a reflexão, o serviço, o estudo e a postura; eram usados e adaptados para cada indivíduo da maneira que fosse necessária.
Como professores de Yoga ensinam normalmente através do exemplo, necessitamos de um professor que seja igualmente comprometido com a autotransformação e que tenha um professor. Em outras palavras, precisamos de um professor que também seja um estudante. Assim, a linhagem (cada professor sendo estudante de um professor que era, ele mesmo, estudante de outro professor) era essencial para a prática tradicional de Yoga.
Para muitos de nós, comprometer-se com um professor é um novo padrão. Os velhos hábitos de autoconfiança estóica e de manter as opiniões abertas pelo não comprometimento, agora nos impedirão de progredir no caminho do Yoga (ou da recuperação).
A dinâmica da transformação
O Yoga Sutra descreve vários elementos e orientações para criar hábitos conscientes para uma mudança suave e positiva, quais sejam:
Abhyasa: uma nova prática/hábito/padrão. Pode ser em qualquer área da vida, como corpo, respiração, mente ou comportamento. Tecnicamente, a prática é implementada gradualmente e executada por um longo período de tempo, sem interrupção, com entusiasmo e convicção.
Vairagya: desapego. O abandono dos velhos padrões, de seus resultados e das emoções ligadas tanto aos padrões quanto a esses resultados.
Tapas: aprimoramento. Fazer ações contrárias para ter uma nova experiência de si mesmo e do mundo. O Yoga descreve esta ação como 'queimar as impurezas'.
Svadhyaya: reflexão. Normalmente feita com a ajuda de um professor, é uma auto-avaliação conduzida para revelar para qual padrão é correto mudar e qual o melhor caminho para fazer esta mudança. Svadhyaya também é útil para medir o progresso.
Isvarapranidhana: liberdade, entrega, disposição para mudar, ensinamento, ênfase na qualidade do comportamento, aceitação dos resultados.
Tapas, Svadhyaya, e Isvarapranidhana, em conjunto, são conhecidos como Kriya Yoga, o modelo do Yoga Sutra para transformação dinâmica. De forma interessante, esse mesmo modelo é também expresso como a Oração da Serenidade, um pilar para pessoas que estão se recuperando do vício.
Aprimorar e substituir padrões antigos através da prática diária, é o princípio por trás das três ferramentas mais populares e conhecidas do Yoga: o asana, o pranayama e a meditação.
Asana: posturas de Yoga, que trocam nossos padrões neuromusculares antigos e limitantes por outros melhores. A prática contínua remodela a espinha e melhora por completo a força e a flexibilidade do corpo.
Pranayama: uma técnica de respiração destinada a trocar respirações curtas, superficiais e irregulares por respirações lentas e profundas. Com o passar do tempo, o pranayama fortalece o sistema respiratório [palavra introduzida pelo tradutor], estabiliza a mente e torna as emoções mais claras.
Meditação: visualização (bhavana) e outras técnicas de meditação, substituem padrões mentais negativos por outros mais positivos. Uma mente distraída, entorpecida ou agitada é transformada em uma mente focada, atenta e relaxada. Enquanto a mente vai se tornando mais estável, uma luz interna, visível a todos, começa a brilhar.
Concluindo
O Yoga é um processo de aprimoramento constante dos nossos hábitos e de melhoramento contínuo de nossas vidas. Com a ajuda de um professor qualificado, podemos escolher as ferramentas apropriadas e praticar regularmente para criar uma mente estável, confortável e livre de vício.
Tal mente pode alcançar qualquer objetivo, denso ou sutil, grande ou pequeno.
Traduzido pelo yogi Rogério Maniezi de Yoga, Habit and Addiction, de Robert J. Birnberg, em 20 de Janeiro de 2007, acessível no endereço: http://www.khyf.net/, seção Articles.
20110606
Equanimidade
Uma outra qualidade inerente e quase exclusiva da prática diligente do Hatha Yoga é a busca da equanimidade dos movimentos em vigor, leveza, alcance, flexibilidade, para que um lado do corpo não se desenvolva mais em detrimento do outro. Ensinando um lado do corpo a se tornar melhor, o aasana ensina o cérebro, a mente, o comportamento, os sentimentos a se tornarem mais completos, holográficos.
Todos temos um lado que é mais forte/firme. E outro mais flexível. A prática inteligente dos aasanas investiga os movimentos do corpo para conseguir que os melhores atributos de cada lado do corpo da pessoa se tornem atributos de todo o corpo da pessoa.
Uma corrente é tão Hatha=forte quanto o mais fraco de seus elos.
Uma pessoa é tão Hatha quanto o menos coordenado de seus atributos.
20110605
Profundidade
A prática de Hatha Yoga compreende a prática dos 8 'passos' do Yoga definidos nos Yoga Sutras.
É esta maneira de praticar que faz com que a prática de aasanas não seja um mero exercício físico ou se torne acrobacia.
O aasasa é feito em profundidade, tanto nas camadas do corpo palpável (pele, várias camadas de músculos, tendões e ossos: a diversidade dos aasanas e a variedade de possibilidade de fazer cada aasana permitem perceber a necessidade e a intensidade de cada estrutura do corpo participar da atuação na variação do aasana proposto) quanto nas camadas do corpo 'impalpável': na atividade da mente, na ordenação e na coordenação motora.
A ordenação motora busca a geometria do aasana e o sequenciamento das ações e do engajamento dos músculos essenciais com uso do tônus adequado.
A coordenação motora busca a harmonia e sinergia dos movimentos com as sensações e as percepções reais realcionadas com uso correto e alinhado do corpo. Propicia o aprimoramento das informações coordenadas pelo cerebelo, refina todos os gestos, afia a memória do bem.
A ordenação e a coordenação motora, o tônus e o engajamento muscular re-formam a imagem corporal que existe no cérebro, com impressões de capacitação, coragem, solidariedade, inteligência, beleza, saúde, jovialidade. A prática de aasanas, quando feita corretamente, reforma o corpo e a mente da pessoa.
A geometria do corpo, a harmonia do movimento produzem quietude mental (= fim dos pensamentos recorrentes, persecutórios, fim dos medos infudados ou originados em paradigmas), serenidade emocional. Resulta em menos estresse físico e mental, maior vigor e criatividade, em jovialidade e flexibilidade.
O aasana executado em sua completude provoca um estado de inteireza, é meditação em movimentos.
O fato do método Iyengar ser uma metodologia de prática de Hatha Yoga muito eficaz em fortalecer o corpo, em enfatizar a musculatura em nada compromete sua eficiência no cultivo e aprimoramento das habilidades impálpaveis.
20110602
Porque o nome das posturas é em sânscrito?
Da mesma maneira como o francês é a língua internacional do ballet por conta da origem do ballet, o sânscrito é a língua internacional do Hatha Yoga por causa da origem do Hatha Yoga. Plié quer dizer dobrar, pas de bourrée quer dizer passo de troca, adho mukha svanaasana pode ser 'traduzido' como postura(=aasana) do cachorro(=svana) com o rosto(=mukha) para baixo(=adho).
O fato dos aasanas serem designados em sânscrito não tem nenhuma conotação religiosa.
Os nomes dos aasanas por vezes são 'traduzidos' com mais ou menos sucesso, o que nem sempre justifica a 'tradução'. Na dúvida, pergunte o que significa. Se prestar atenção, vai ver que as palavras se repetem, porque não é necessário um vocabulário muito extenso para dar nome para as centenas de aasanas.
O vício de ter sensações
Quer saber se você é viciado nas suas sensações?
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| Link aqui. Tem mais 9 'joguinhos' para brincar com as suas faculdades mentais de percepção e propriocepção. |
Estamos sempre em busca de impulsos, sejam sensoriais, mentais, imaginários, reais.
Quanto mais impulsos temos, mais queremos ter, até sobrecarregar nosso sistema e ficarmos cansados, insones, adoentados pois não fomos ensinados a tirar proveito deste mecanismo saturador para descansarmos, nos reabastecermos de energia vital (essa de mover os músculos que movem os ossos, essa de estabelecer a conecção entre os neurônios). É um tipo de estresse que se torna crônico, e que pode ser desmontado.
Neste mar de impulsos sensoriais de percepção e propriocepção, acabamos perdendo a noção do que é verdadeiro (um impulso que traz uma informação real do corpo ou do meio ambiente) e do que é irreal: ficamos neuróticos. Quem cede a toda impressão mental, acaba vivendo uma vida de ilusão.
O Hatha Yoga usa esse mesmo mecanismo de saturação para reabastecer, para descansar, para fazer a saúde da mente e do corpo, para a mente se tornar mais objetiva e criativa, para fortalecer a memória. E também para distinguir o que é um impulso necessário, real, verdadeiro, do impulso irreal. Quando reaprendemos esta distinção, começamos a economizar energia (aquela da contração muscular, da conecção dos neurônios) e pode sobrar para fazer mais coisas, para não pegar gripe toda hora, para ser mais assertivo e criativo.
Quando isso acontece?
Acontece quando fazemos os aasanas=posturas e olhamos nosso corpo (ou partes dele) e vemos que a posição em que colocamos nosso corpo ou a parte dele não combina com a impressão sensorial que temos em mente: nosso sistema de propriocepção está nitidamente descalibrado. Por esse motivo, fazemos a maior parte dos aasanas de olhos bem abertos, nos observando, sendo observados e prestando atenção.
Um outro momento em que isso acontece é quando relaxamos e os sentidos se recolhem ( é uma propriedade natural do sistema de percepção e propriocepção: se 'cansamos', se super-saturamos este sistema com muitas informações durante a prática dos aasanas e durante o início do relaxamento, este sistema se 'desliga' por alguns momentos e relaxamos profundamente. Por esse motivo, as sensações tendem a desaparecem durante o relaxamento no final da aula.
E quando as sensações 'desaparecem', inclusive a sensação da prórpia mente, as pessoas podem ter a impressão/sensação de que 'dormiram na aula' (Oh, shame on me!) durante o relaxamento, mas podem ter alcançado o estado de sono sem sonhos .
Este recolhimento dos sentidos é uma das 8 partes da prática do Yoga, chamado pratyahara.
Muitas pessoas estranham este fato, que pode acontecer em qualquer aula, mesmo na aula experimental, não sabem do que se trata e como não possuem conhecimento da 'tecnologia' ou da técnica apurada e certeira do Yoga e também não perguntam, acham que é 'feitiçaria' ou que aconteceu alguma coisa 'errada' ou se sentem envergonhados porque acham que 'dormiram' na aula. Quem dorme tem de ser acordado no final da aula (literalmente, pegando no pé da pessoa), não tem consciência do comando verbal que encerra o relaxamento, não volta sozinho.
Quando for fazer sua primeira aula de Hatha Yoga, lembre-se:
Este recolhimento dos sentidos é uma das 8 partes da prática do Yoga, chamado pratyahara.
Muitas pessoas estranham este fato, que pode acontecer em qualquer aula, mesmo na aula experimental, não sabem do que se trata e como não possuem conhecimento da 'tecnologia' ou da técnica apurada e certeira do Yoga e também não perguntam, acham que é 'feitiçaria' ou que aconteceu alguma coisa 'errada' ou se sentem envergonhados porque acham que 'dormiram' na aula. Quem dorme tem de ser acordado no final da aula (literalmente, pegando no pé da pessoa), não tem consciência do comando verbal que encerra o relaxamento, não volta sozinho.
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Quando for fazer sua primeira aula de Hatha Yoga, lembre-se:
- você vai perceber que seu corpo lhe é algo 'estranho', que você não tem todo o controle mental e muscular do seu corpo e com a perfeição que você imagina;
- o Hatha Yoga usa a fisiologia do corpo humano de maneira diferente de qualquer prática física que você já fez;
- todos os procedimentos são seguros, garantidos por centenas de anos de prática e observação;
- não imagine 'abobrinhas' por não conhecer a técnica. Aproveite para perguntar e conhecer!
20110601
Para que serve a aula experimental?
Serve para experimentar, como o próprio nome 'explica':
- experimentar a metodologia aplicada (segundo a Wikipédia, existem 30 linhas de Hatha Yoga no Brasil, o que pode tornar uma aula bem diferente da outra);
- experimentar para ver se gosta do jeito que a aula é conduzida;
- experimentar a intensidade do método proposto;
- experimentar a qualidade da prática, e a qualidade da sua prática;
- experimentar as sensações diferentes que apenas a prática de Hatha Yoga produz, pois usa a atividade física/fisiológica natural do corpo (o corpo inclui o cérebro) e da mente de maneira única.
| Sala de Hatha Yoga |
A aula experimental serve para experimentar, para cada pessoa, que é única em suas percepções, sensações e necessidades, não tenha de ser maria-vai-com-as-outras e ser obrigada a seguir o conceito, a opinião das outras pessoas.
Aula experimental não tem contra-indicação, não oferece risco de morte nem comprometimento financeiro.
Telefone para (19)3834-5045 ou mande um e-mail e agende sua aula experimental!
A aula experimental não serve para mostrar o que o Hatha Yoga pode fazer por cada pessoa, e não possui o alcance de enfatizar se é uma atividade que não vai trazer bem estar e harmonia para uma pessoa muito ativa e que faz muita coisa e que 'não consegue ficar parada' (aliás, as pessoas mais ativas e inquietas que conheço costumam praticar Hatha Yoga, eu sou uma delas! Acho muita graça quando alguém que nunca fez aula de Hatha Yoga, vem com essa esquiva de que Hatha Yoga não serve para pessoas inquietas, ativas, ligadas em 200V, eu que sou ligada em10000V, risos!). Para chegar a este tipo de conclusão de maneira verdadeira e bem fundamentada, é interessante e necessário perceber como a pessoa se sente ao longo e depois de cerca de 24 aulas regulares (cerca de 3 meses praticando com constância 2 vezes por semana). Antes disso é precoce, pre-meditado, pré-conceito, pré-juízo.
20110529
Variações
Para que tanta variação sobre o mesmo tema=aasana?
A variação provoca modificações no engajamento das articulações e musuculatura.
Isso é importante para que a pessoa não entre na onde de que toda vez o aasana é sempre igual.
É importante porque uma determinada variação pode fazer cair a ficha ou desfazer o clik, sabe, aquele nó muscular, aquela trava articular e devolver para a pessoa a liberdade mental, de sentir ou de se movimentar.
Quando desfaz o nó mental, a pessoa pode meditar no aasana, que é uma riqueza!
Quando desfaz o nó mental, a pessoa pode meditar no aasana, que é uma riqueza!
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20110528
Multifacetado
Quem busca a prática de Hatha Yoga pelo método Iyengar dá de cara com uma das particularidades do método que eu ainda não percebi em nenhuma outra abordagem contemporânea da secular prática do Yoga 'Vigoroso': a grande variedade de execução de um mesmo aasana. Veja como exemplo algumas maneiras de se colocar em Adho Mukha Svanaasana:
Sem acessórios
(e esse cara aí é o arquétipo do yogue, magro, alongado e 'desenhado': massa muscular sem gordura, tonificada e presente - mais do que aparente - quando é necessário o uso da força muscular)
e as mulheres também ficam com a musculatura sequinha e tonificada, mesmo quem tem retenção de líquidos (experiência prórpia) acaba secando, desde que pratique regularmente, é claro!
(E isso não depende da idade, e sim da regularidade e a quantidade de vezes em que se pratica na semana.
Para conseguir um resultado equivalente, pratique pelo menos 2 a 3 vezes por semana.
O tempo médio de resposta, para todos veres seus músculos secando e desenhando é de 2 a 3 meses.)
O mais bacana é que a pessoa fica mentalmente mais leve e mais elegante emocionalmente.
Seguem algumas (não são todas as) variações com acessórios:
Ensina a abrir e fortalecer as articulações de pescoço+ombros+costelas, dos quadris, alonga e fortalece a coluna. A corda pode ser substituída por um cinto e um assistente.
Alonga e fortalece a coluna, auxilia quem tem excesso de peso ou pouca força nos braços (cordas).
Alonga a coluna e massageia a parte de trás da bacia (articulação sacro-ilíaca).
Realinhamento e abre as articulações do pescoço, ombros, costelas, vértebras toráxicas.
Abre a bacia e as costelas+ombros, alonga a musculatura ao longo de todas as vértebras da coluna, fortalece a musculatura do braço (o 'tchau', inclusive), auxilia a permanência de quem tem excesso de peso ou pouca força .
Alonga e fortalece a musculatura posterior, fortalece os braços, massageia a articulação sacro-ilíaca, estímula a consciência e a confiança no movimento do outro, o trabalho em equipe, a cooperação, a assertividade, a solidariedade.
Alonga a musculatura posterior, abre peito+ombros+pescoço de pessoas que possuem lesões articulares no ombro, pulsos, tendinites, excesso de peso, enxaquecas, que estão gestando, que tem pouca força ou flexibilidade.
Alivia a dor de cabeça, fortalece os braços, abre o peito+ombros, alivia a dor postural no pescoço+ ombros.
A função de tantas variações é provocar sensações diferentes, para expandir:
seu repertório de percepção,
sua coordenação neuro-motora,
sua memória,
sua capacidade conectar informações/percepções/sensações,
sua memória quadrimensional (nas 3 direções do espaço e do tempo),
para regular/re-organizar sua percepção interna com a realidade material (= parar de achar que seu pé está alinhado quando na realidade está torto, perceber o alinhamento ou desalinhamento dos quadris, a inclinação indesejável da coluna ou da cabeça durante uma torção, por exemplos).
E também para dar oportunidade das pessoas lesionadas, pouco flexíveis física e mentalmente, convalescentes ou em 'estado interessante' executarem e se beneficiarem sem restrições e com segurança da prática do Hatha Yoga.
Serve também para trazer integralidade, integridade, novos desafios, criatividade, curiosidade para a prática de aasanas.
Integridade = Vitalidade.
O uso de acessórios permite a todos, sem excessão, refinar a percepção neuro-motora de maneira tridimensional e executar o assana com mais assertividade. O praticante tem refina rapidamente a capacidade de alinhamento ósseo-articular e o uso adequado da musculatura, contraindo somente o músculo ou grupo muscular essencial e descontraindo e alongando a musculatura essencial, que é o foco de liberação no aasana.
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O aasana é tratado como um diamante raro e precioso, que quanto mais facetas possui, mais concentra a luz em seu centro e mais a reflete para o seu exterior.
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