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20110212

Nataraja - Variações a partir do Surya Namascar



Piano: improviso de Jonah Rank
Evento: Columbia Ballet Collaborative's Fall Show
Onde: New York City Center Studio
Quando: 22/11/2008

Performers: Phillip Askew e Lydia Walker.
Um deles está bailarino/a.
Um deles está praticante e professor de Yoga.

Qual deles está o que?

20101128

Pescaria: Respiração e Expressividade


3. O yoga: influência

O yoga, já mencionado anteriormente, foi uma das maiores influências que Graham teve no processo formativo de sua técnica. É importante esclarecermos que a formação de uma técnica não foi o principal objetivo desta coreógrafa em sua carreira. Segundo CAVRELL (1998), a técnica surgiu das necessidades impostas pelas criações coreográficas de Graham, seu objetivo primeiro. A técnica veio como consequência, diferentemente do caminho de Doris Humphrey que já objetivava a sistematização de uma técnica, uma forma de se coreografar.

Observamos a influência do yoga em Graham não apenas através de citações bibliográficas. Pudemos reconhecer posturas do yoga ou essência destas posturas em vários exercícios técnicos e em suas coreografias. Além disso, a preocupação com a respiração e a coluna também são preocupações da filosofia yogue.

O yoga surgiu na índia em consequência a uma necessidade de explicação ao mistério da vida, às crenças... Os sábios procuravam, então, observar a movimentação de animais e plantas, "transferindo para os homens os seus movimentos e formas, a fim de obterem a flexibilidade dos corpos, a calma e o repouso mental" (FERNANDES,N.-YOGA Terapia: O Caminho da saúde física e Mental. São Paulo: Ground, 1994: pág.22). Num sentido mais profundo yoga é um estado de mente livre de tendências reativas, um estado de consciência pura. Segundo FEUERSTEIN (Uma Visão Profunda do Yoga: teoria e prática. São Paulo: Pensamento, 2005), "o objetivo tradicional do yoga sempre foi o de ocasionar uma profunda transformação no praticante por meio da transcendência do ego".

Yoga é um sistema filosófico, organizado por Patanjali em seus yoga-sutras e costuma ser denominado como ashtanga yoga ou yoga de 8 membros. O yoga é um dos seis darshanas (escolas filosóficas ou sistemas) indianos, cujo objetivo é a educação integral do ser, o perfeito desenvolvimento corpo-mente.

Patanjali compilou todo este sistema no século II a.c., sintetizando a essência da filosofia yogue. A partir destas observações originaram-se os principais caminhos do yoga: Hatha, Karma, Raja, Jnâna, Bhakti. Hoje existem outras denominações e linhas que foram sendo modificadas e criadas. Até mesmo no Brasil foram criadas novas linhas do yoga. Desta forma, fica difícil catalogar todos os tipos existentes. Porém, a origem é a mesma. Segundo MEHTA (1995), de acordo com a codificação de Patanjali, oito instrumentos juntos constituem a totalidade da disciplina do yoga: abstinências (Yama), observâncias (Niyama), posturas (Asanas), controle da respiração (Pranayama), abstração (Pratyahara), percebimento (Dharana), atenção (Dhyana) e comunhão ou absorção (Samadhi):

- Yama -as abstinências-são a não-violência, a não-falsidade, o não-roubar, a não-indulgência e a não-possessividade.

- Niyama - as observâncias - são pureza, contentamento, simplicidade, auto-estudo e aspiração.

- Asanas são posturas que devem ser praticadas de forma firme e relaxada. Firme, contudo, não tensa; relaxada, e ainda assim graciosa.

- Pranayama - controle da respiração - é a regularização do sopro, e tem o propósito de trazer clareza de percepção.

- Pratyahara é a abstração dos sentidos, é um estado de introspecção em que estamos prestes a entrar em profunda reflexão ou meditação.

- Dharana - percebimento - é a orientação da mente em uma só direção, sem qualquer tensão. Leva à atenção total, plena. Leva à meditação.

- Dhyana - atenção - é a meditação propriamente dita.

- Samadhi - comunhão ou absorção - é um processo de interiorização, em que o corpo e os sentidos repousam, enquanto a mente e a razão ficam conscientes e ativas. É uma experiência de silêncio, de descontinuidade. A vida experimentada de momento a momento. É a percepção pura. Samadhi é um "estado de independência de condicionamentos passados e de reconhecimento da interdependência existencial entre todas as coisas do universo" (DE NUCCIO, 2006).

Para a pesquisa nos interessaram o terceiro e quarto instrumentos do yoga, que se referem à prática das posturas e ao pranayama (controle sobre o prana e, portanto, sobre a respiração). Utilizamos as posturas, onde pudemos reconhecer a técnica de chão de Graham, e outras específicas para o relaxamento de tensões localizadas nas práticas em grupo desenvolvidas pela pesquisa.

"As práticas do yoga promovem a estabilidade do corpo, fazendo desaparecerem as dores e aumentando a liberdade de movimentos" (FERNANDES,N.-YOGA Terapia: O Caminho da saúde física e Mental. São Paulo: Ground, 1994: pág.34). Tendo em vista o objetivo das práticas desta pesquisa, que foi a utilização da respiração como auxiliar em busca da expressividade, tentamos promovera liberação da respiração, ampliando a conscientização e flexibilidade corporal, tornando o corpo mais apto a expressar-se.

Utilizamos, mais especificamente, as posturas do Hatha-yoga, que é o yoga do físico, e os exercícios respiratórios, encontrados em diversas correntes do yoga. O objetivo das posturas "é permanecer numa posição firme, mas sem tensões. Ao manter-se numa postura, confortavelmente, encontra-se o equilíbrio mental. /.../" Quando praticadas corretamente, as posturas "deixam os discípulos vigilantes, relaxados e sem dores" (FERNANDES,N.-YOGA Terapia: O Caminho da saúde física e Mental. São Paulo: Ground, 1994: pág.28). A execução das posturas do yoga está sempre aliada à respiração. E também existem exercícios respiratórios específicos no chamado pranayama. O objetivo da execução destes exercícios na parte prática da pesquisa foi liberar tensões musculares e aumentar a conscientização com relação à respiração e ao corpo.

As semelhanças, em termos de preocupação, do yoga com a técnica de Graham encontram-se, mais enfaticamente, em torno da respiração. Em primeiro lugar, ambas dão importância fundamental a este ato essencial à vida. Graham estruturou os princípios de sua técnica nos movimentos decorrentes do processo respiratório. Em segundo lugar, a coluna como uma preocupação constante, o extremo trabalho enfocando a coluna, suas torções, a sustentação do corpo através dela, que podemos verificar em Graham reflete a sua influência pela Kundalini yoga, levantada por MILLE (1991).

Segundo a Kundalini yoga, dentro do miolo da coluna encontra-se um conduto energético, cuja extensão vai da base da coluna até o alto da cabeça. Nesta região flui uma poderosa energia, denominada energia kundalini. Nas laterais esquerda e direita deste centro energético, dois canais acessórios correspondentes ao feminino e ao masculino, se enrolam em torno da coluna como cobras, em sentido ascendente. Este enrolamento destas últimas duas energias forma cruzamentos, denominados 'chakras' ou círculos de energia, centros de consciência.

O grande desafio da Kundalini yoga é "despertara energia em estado potencial na base da coluna e fazê-la subir, através do canal interno, passando por todos os cakras, até atingir o topo do conduto; momento em que o estado de consciência atigiria sua maior expansão" (DE NUCCIO, 2006).

Correlaciona-se a cada cakra um ponto específico da coluna, além de determinados aspectos do comportamento, do desenvolvimento humano, determinados sistemas físicos e seus respectivos órgãos:

- Chakra da raiz (Muladhara): Localiza-se na base da coluna, no períneo, entre o ânus e os genitais. Relaciona-se com as necessidades básicas de sobrevivência e à estabilidade. Está associados aos pés, pernas, ossos, intestino grosso e às glândulas supra-renais. Sua cor é vermelha.

- Chakra do sacro (Svadisthana): Localiza-se na região dos genitais, no plexo do sacro. Relaciona-se à sexualidade, ao prazer, à criatividade, à auto-confiança e ao bem estar. Está associado ao sistema reprodutor, ovários, testículos, bexiga, rins, sistema circulatório. Sua cor é laranja.

- Chakra do plexo solar (Manipura): Localiza-se na região do umbigo, entre a décima segunda vértebra torácica e a primeira vértebra lombar. Relaciona-se à vontade, ao poder, às emoções intensas: riso, alegria, raiva. Está associado ao sistema digestivo, fígado, baço, estômago, intestino delgado e ao pâncreas. Sua cor é amarela.

- Chakra cardíaco (Anahata): Localiza-se próximo ao coração, entre a quarta e a quinta vértebra torácica. Relaciona-se com sentimentos de afeição, compaixão, amor. Está associado ao pulmão, ao timo, coração, braços e mãos. Sua cor é verde.

- Chakra laríngeo (Vishuddi): Localiza-se na região da garganta. Relaciona-se com a comunicação, expressão, criatividade, intuição. Está associado ao pescoço, ombros, garganta, tireóide e paratireóide. Sua cor é azul.

- Chakra frontal (Ajna): Localiza-se na testa, entre as sobrancelhas. Relaciona-se aos poderes da mente, auto percepção e auto controle. Está associado aos olhos, hemisférios cerebrais, à hipófise ou glândula pituitária. Sua cor é anil.

- Chakra coronário (Sahasrara): Localiza-se no alto da cabeça. Relaciona-se ao esclarecimento, à bem-aventurança, à compreensão da realidade transpessoal. Está associado ao córtex cerebral, à glândula pineal, a todo o corpo. Sua cor é violeta (OZANIEC, 1990).

6. Os conceitos do yoga são amplos, profundos. As informações aqui descritas visam apenas dar um breve contexto desta influência para uma melhor compreensão da técnica de Craham. Maiores informações podem ser consultadas na bibliografia de referência.
7. Existem variações nas obras de referência, a data provável oscila entre os séculos II a.C. e II d.C.
8 e 9. Professor Andês De Nuccio do Instuituto de yoga Isvara de Campinas em entrevista concedida.


Pescado do livro Respiração e expressividade: práticas corporais fundamentadas em Graham e Laban, de Patrícia Leal, São Paulo: AnnaBlume, 2006: páginas 24 a28.

20101027

Presente de aniversário



O baixo é a cara do meu, porém o meu tem 'só' 4 cordas.
Imperdíveis: deliruimzim do baixista aos 1:42 e 'Yabadabadoo' do Arnaldo aos 1:50.
(E tem a limpadinha da boca do Sérgio na manga do casaco bem no início...rs)
:-)

...
se eles rezam muito
estou nirodha...

20100719

Emprestado


Segundo Nina Robinson,o Movimento Genuíno aplica os seguintes princípios:

1. Fechar os olhos e escutar o que está dentro de si e deixar que se expresse em movimento ou pausa, ou no que for necessário.

2. Dar umas férias para a mente e experienciar o que está acontecendo consigo a cada instante. Deixar de usar a mente como controle e comando, e entrar em contato com o corpo, os sentimentos, as imagens. A cabeça é tão física quanto os pés e abdome, e não consiste apenas de idéias abstratas que nos tiram da sensação.

3. Prestar atenção na respiração e no corpo.

4. Seguir os impulsos e sentimentos. Optar livremente por seguir um impulso ou esperar o próximo, mas estar conectado com eles,consciente deles.

9. Despreocupar-se com o ser observado, ser criticado, fazer para ser elogiado etc.

10. Ao final da improvisação (leia-se aqui Relaxamento), o professor comenta: “Conclua sua experiência vagarosamente”. São necessários alguns minutos, dependendo de cada pessoa, para concluir e abrir os olhos aos poucos.
 
12. O observador é o olho do realizador, mas não tem que lembrar tudo que ele fez, e sim estar presente, respondendo ao realizador.

13. Os observadores formam um espaço seguro para que os realizadores se expressem.
 
17. O professor concede um espaço seguro para toda a atividade, cuidando para que a interação das duplas (leia-se aqui pessoas, praticantes) e entre estas estimule a confiança– em si mesmo e no colega – e a criatividade.
 
Grifos são meus mesmo.
Emprestado da Dança Contemporânea, contemplada pelo Sistema Laban Bartenieff.

20100718

Fundamentos Bartenieff



A importância da obra de Bartenieff pode ser vista já pelo título dos exercícios que criou – “Fundamentos” -, e a estrutura que os suporta – “Princípios de Movimento”. A partir daquele trabalho com pacientes de poliomielite, Bartenieff desenvolveu uma série de exercícios - que podemos classificar em Fundamentos Bartenieff, preparatórios e variações -,(¹) que constituem a base do movimento humano saudável. Este é compreendido não como um modelo anatômico e fixo de perfeição como citado anteriormente, mas traçado individualmente a partir de Princípios de Movimento em movimento, em relações dinâmicas no corpo de cada pessoa como um todo e deste com o espaço. Partimos do princípio que tudo está em movimento, portanto não nosbaseamos em modelos fixos a serem seguidos ou atingidos como um ideal. Em outras palavras: “mudança é fundamental”, “relação/conexão é fundamental”, “padronizar conexões corporais é fundamental” (Hackney 1998, 12-3).

Movimento humano saudável aqui significa realizado a partir da respiração completa, desde o abdomen e do Suporte Muscular Interno (ativando a musculatura profunda como o IlioPsoas e o Grande Dorsal, e o assoalho pélvico, liberando a musculatura superficial para expressividade) em Correntes de Movimento que conectam as partes do corpo em suas diferentes Organizações Corporais (ou Padrões Neurológicos Básicos) a partir do centro em um todo funcional e expressivo, Tema Função/Expressão). Aqui chegamos àquele impulso do movimento a partir do relaxamento e da respiração, não apenas a partir da ativação do Centro de Peso, como na dança moderna. A estrutura interna é dada pela musculatura profunda e também por Conexões Ósseas, linhas imaginárias entre Marcos Ósseos que ligam pontos estratégicos do corpo, como Cabeça-Cauda (cóccix) e irradiam para o Espaço com Intençao Espacial.

O categoria Forma é também fundamental, uma vez que diz respeito ao volume do corpo, e portanto ao Espaço Interno. Por exemplo, a percepção do volume do corpo como preenchido por líquidos (sangue, linfa, líquido céfalo-raquidiano, conjuntivo, etc.) e vísceras, além dos diversos sistemas (digestivo, endócrino, respiratório, etc.), concede fluidez àquela relação Corpo-Espaço a partir das Conexões Ósseas. Este trabalho com líquidos e fluidos corporais é uma das vertentes desenvolvidas por Bonnie Bainbridge Cohen (1993).

O interessante é observar que o trabalho de Bartenieff, criado a partir de corpos de cadeirantes, é hoje usado no treinamento de dançarinos e atores contemporâneos, em uma abordagem somática. Na dança-teatro, não há a separação entre um modelo de corpo e os excluídos deste ideal. Pelo contrário, valoriza-se o diferente, e busca-se romper com modelos de corpos (sempre sendo refeitos a cada geração e momento histórico) buscando o desafio e o diferente em cada um de nós. Partimos do princípio que todos os corpos têm restrições de movimento, preferências aprendidas ao longo do processo de socialização e que associamos a nossa maneira de ser e de se comunicar no/com o mundo, mas que por isso mesmo também limitam nossa possibilidade de expressão. O objetivo de Laban em seu Domínio do Movimento (1ª edição inglesa 1950, 2ª ed. brasileira 1978) é justamente expandir nossas possibilidades expressivas, para que possamos nos relacionar da maneira mais integrada possível. O que queremos dizer com “integrada”?

Como no tango, nenhuma parte do nosso corpo funciona sozinha ou separadamente. Trabalhamos sempre a partir de relações, ângulos, Correntes de Movimento, Conexões Ósseas, o Espaço Interno irradiando para e vindo do espaço dinâmico ao redor, em Intenção Espacial, etc. Nada existe completamente estático e isolado. Como nos esclarece Peggy Hackney (1998, 16), discípula de Bartenieff, podemos transformar nosso contexto através de ações supostamente simples, mas Fundamentais:

1. Enfocando o trabalho de conexão entre partes do corpo ao invés de enfatizando segurar uma parte e mover as outras contra ela (como é frequentemente feito em exercícios de fisioterapia tradicionais).

2. Reconhecendo as partes do corpo (self) como separadas mas vivas e interconectadas. Se uma parte muda, as outras têm que escutar e encontrar sua relação; ou todas as outras partes precisam escolher a participação desejada.

3. Ensinando movimento como uma experiência relacional – relacionando dentro do próprio indivíduo e com os outros e com o espaço; não simplesmente trabalhando para uma maior amplitude de movimento das juntas ou exatidão em pegar sequências de movimento como solista isolado ou um super star.

Assim, todos os corpos podem se beneficiar da chamada Educação Somática, tanto em termos terapêuticos quanto criativos – processos muito entrelaçados em LMA. Segundo Hackney (1998, 17), fazemos conexões em nossos corpos através de padrões ou planos desenvolvidos por nosso sistema neuromuscular. Estes Padrões Neurológicos Básicos (Cohen 1993), desenvolvidos ao longo do primeiro ano de vida, seguem uma ordem não linear, mas de sobreposição e espiral, às vezes retornando ao estágio prévio para avançar. Hackney denomina-os Padrões Fundamentais de Organização Corporal Total, a saber: Respiração Celular, Irradiação Central ou Centro-Periferia (como uma estrela-do-mar ou um polvo), Espinhal ou Cabeça-Cauda (como uma serpente), Homólogo ou Parte de Cima e Parte de Baixo (como um coelho), Homolateral ou Metade do Corpo (como uma lagartixa), Contralateral ou Lados Cruzados (como um cavalo).(²)

Reviver esses estágios na vida adulta fortifica conexões frágeis na infância, ativando e disponibilizando cada função cognitiva correspondente e favorecendo a integração, isto é, “o uso oportuno de acordo com o contexto” (Hackney, 42). Este trabalho denomina-se de “repadronização” (repatterning). Através da reorganização segundo Princípios de Movimento e Padrões de Desenvolvimento (ontogenético e filogenético),³ transformamos e expandimos padrões cristalizados de movimento. Verificamos, então, a existência de dois tipos de padrões: aqueles de defesa, e aqueles de aprendizagem. Nosso interesse é o de facilitar e estimular o segundo tipo através da mobilização e expansão do primeiro.

Aqui reside outro ponto importante: o de valorizar nossas “fraquezas” e preferências, ou seja, nossas “limitações” como ponto de partida para a transformação. Ao invés de buscar um modelo ideal através da recusa do que somos, forçando nossos corpos a mais uma vez adaptarem-se a uma forma imposta e estranha, entendemos que todo ser humano possui condições de função e expressão em movimento, e portanto cabe a nós expandir nossas possibilidades, desafiá-las, encontrando o estranho em nós mesmos. “Estranho” neste sentido significa desconhecido e diferente do padrão que queremos modificar, ao invés de seguir. Começamos sempre com o que somos hoje, e ao explorarmos nossas possibilidades, re-descobrimos outros padrões, desta vez de nossa memória corporal, re-definindo nossa condição de humanos, entre céu e terra, entre animal e espiritual.

Notas:
¹ Vide a descrição detalhada dos Princípios Corporais e dos Fundamentos Bartenieff , preparatórios e variações, em Ciane Fernandes, O Corpo em Movimento: O Sistema Laban/Bartenieff na Formação e Pesquisa em Artes Cênicas (São Paulo: Annablume, 2002): 39-95.
² Vide a descrição detalhada dos Padrões Neurológicos Básicos, em Ciane Fernandes, O Corpo em Movimento: O Sistema Laban/Bartenieff na Formação e Pesquisa em Artes Cênicas (São Paulo: Annablume, 2002): 43-50. 

³ Dos seres humanos e dos animais, revividas pelo embrião humano e pela criança nos primeiros anos de vida.
Fonte:

Promoção: Departamento de Difusão Cultural - PROREXT-UFRGS
Pós Graduação em Filosofia - IFCH – UFRGS
http://www.malestarnacultura.ufrgs.br/

20100708

Ora ação

MORTAL LOUCURA
Gregório Matos + Caetano Veloso + José Miguel Wisnik
2005

Na oração, que desaterra … a terra,
Quer Deus que a quem está o cuidado … dado,
Pregue que a vida é emprestado … estado,
Mistérios mil que desenterra … enterra.

Quem não cuida de si, que é terra, … erra,
Que o alto Rei, por afamado … amado,
É quem lhe assiste ao desvelado … lado,
Da morte ao ar não desaferra, … aferra.

Quem do mundo a mortal loucura … cura,
A vontade de Deus sagrada … agrada
Firmar-lhe a vida em atadura … dura.

O voz zelosa, que dobrada … brada,
Já sei que a flor da formosura, … usura,
Será no fim dessa jornada … nada.



Chidananda Rupa Shivoham Shivoham

20100307



Tsk,
dessa vez, ainda não consegui fazer o vídeo caber no Blog, como fiz das outras vezes.
Clique aqui no link do vídeo para ver inteiro, aberto e legendado.