20110525

A parede dos sonhos



Ainda não tenho a parede dos sonhos!

Porém com cérebro e sinapses, conhecimento de física (sim, aquela do Newton, 'toda ação produz uma reação de mesmo módulo=valor de força porém com direção oposta')+ anatomia+cinesiologia+bom senso-preguiça de continuar apre(e)ndendo, dá para experimentar semelhante e ter aulas diversificadas, interessantes, instigantes.

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(20111030)
Fuçando na rede, encontrei uma receita para a parede dos sonhos
(uia agora é questão de tempo e de infra!),
seguem os links:

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3 

20110514

20110507

Meia Lua, estar Inteiro



Cada aasana/postura causa modificações na musculatura, nos órgãos internos e no comportamento.
Ardha Chandraasana = postura da meia lua produz as seguintes modificações
na musculatura:
  • fortalece e estabiliza o centro = core = house poweer = cinta abdominal = esqueleto diafragmático (iliopsoas + diafragma + quadrado lombar);
  • alonga=estende e fortalece as costas, pernas e tornozelos;
  • dá espaço entre as vértebras da coluna;
  • dá espaço para a articulação do ombro e abre o peito;

nos órgãos:
  • otimiza a digestão;
  • alivia os distúrbios da TPM ou de impotência;
  • alivia os distúrbios da Síndrome Metabólica, queima a gordura entre as visceras;
  • melhora a respiração, descomprimindo os pulmões, libera o diafragma;

no comportamento/atitude:
  • remove o cansaço;
  • afasta a depressão;
  • (re)estabelece e melhora o foco, a concentração e o equilíbrio;
  • (re)estabelece a confiança e a clareza mental;
  • (re)estabelece o contato com o fluir das emoções.

    Todas as pessoas podem se beneficiar de Ardha Chandraasana, inclusive gestantes, pessoas com problemas articulares, pessoas acima do peso e idosos, com as várias maneiras de fazer este aasana/postura.

  • 
    É sempre importante ressaltar que para quem quer fazer, sempre há um meio, uma possibilidade. Um instrutor/a=professor/a experto/a vai saber te oferecer uma forma interessante de fazer cada aasana.
    As muitas maneiras de fazer o mesmo aasana refrescam a prática, que não fica repetitiva=monótona=no mesmo padrão e ajudam os praticantes a perceber todas as nuances de um mesmo aasana.
    Viva a liberdade!

20110505

Transformação ou crise?

Toda prática de aasana é uma oportunidade para uma transformação, que pode se transformar numa crise quando temos de enfrentar uma situação 'limite', como um aasana que desgostamos ou uma temível permanência, ou simplesmente fazer o empenho, a volição de manter a mente atenta e relaxada e prestar atenção nas atividades durante a aula.

Muitos praticantes desenvolvem resistências (a mente e a emoção do praticante luta contra os processos de deslocamento da zona de conforto=acomodação que a prática do Hatha Yoga instiga.) e as exibem em sala de aula, geralmente sob a forma  de uma pergunta ou atitude totalmente desconectada do que ocorre da aula, como por exemplo, citar ou 'executar' uma instrução que não foi dada, fazer perguntas (repetitivas ou não) quando o processo de relaxamento já está iniciado. É interessante prestar atenção: quem está presenciando a ação não deve se apegar ao ato do colega para estabelecer uma avaliação da qualidade da aula ou do dicernimento do professor, quem está atuando deve se observar em ação para ter a oportunidade de deixar de ser resistente e de se auto-boicotar.

Segue abaixo o relato de Ana Paula Malagueta Gondim, contando como venceu uma resistência emocional:

ÁSANA, O TESOURO PERDIDO

Muito já se disse e especulou sobre os ásanas, a começar muitas décadas atrás por Patañjali:

'Ásana é [a postura do corpo], firme e agradável. [O ásana] transcende-se ao relaxar no esforço e meditar no infinito. Assim, consegue-se o estado de transcendência das dualidades.'
Yoga Sutra, II:46-48.

Nos dias de hoje, muitos praticam sequências ou séries pré-estabelecidas de aasanas, outros através do alinhamento corporal e alguns dizem que se preocupar apenas com o excelência no desempenho nos aasanas deve ser secundário e foge do objetivo do Yoga.

Por isso tudo e mais um forte desejo pessoal, gostaria de compartilhar a minha visão sobre os aasanas, tendo em vista uma experiência muito marcante para mim.

Há uns três anos atrás resolvi praticar com maior intensidade alguns aasanas de força, muito mais pelo tapas e incentivo de uma pessoa próxima a mim. Praticávamos juntos e isso me mantinha estimulada. Uma das partes mais difíceis era o momento de treinar o chaturanga dandásana. Eu detestava profundamente esta postura, desistia fácil. Mas como praticava com outra pessoa, está me incentivava a continuar persistindo.

Até que chegou um dia em que fiquei por um longo tempo neste ásana, longos minutos.... parecia uma eternidade, os ponteiros dos relógios pareciam congelados. Tentava desesperadamente me concentrar apenas na respiração, respirava, respirava e mesmo assim o tempo se arrastava. Dizia para mim que não ia desistir, mesmo que tremesse tudo. Eu não estava disposta a desistir. A postura não estava me machucando, eu estava respeitando 100% o ahimsa, então poderia continuar. Depois que o tremor do corpor cessou, inicio-se uma batalha interna. Minhas emoções e minha mente estavam armadas da cabeça aos pés, dispostas a tudo para me fazer desistir da permanência, que já se estendia por alguns minutos.

Percebi então, que a única coisa que eu poderia fazer no momento era respirar e observar. O fato foi que o jogo foi sujo. Começou a me bater um desespero. Eu senti uma vontade imensa de gritar e junto com essa sensação surgiu um forte tremor, que não era percebido fisicamente a olho nu. Tudo isso acontecia no meu universo interior. Parecia que o meu anaahata chakra ia explodir e que o manipura iria transbordar. Eu estava sentindo muito, muitas coisas. Eu não conseguia controlar ou entender o que sentia. Foi exatamente neste momento que comecei a chorar. Chorei, chorei e me debulhei em choro.

O choro passou. E com ele levou toda a guerra junto. A única coisa que ficou foi uma gostosa sensação de vitória. Eu havia vencido uma guerra interna. Eu havia vencido a mente e as emoções que tentaram sabotar minha permanência. Pois eu ainda estava firme e forte no ásana. Não existia tremor algum no meu corpo. Eu respirava tranquilamente quando tudo terminou. Finalmente percebi que agora pudia desfazer a postura.

Permaneci um bom tempo apenas ali. Deitada tentando juntar as peças do quebra-cabeça e compreender o que tinha acontecido. O que inicialmente seria apenas mais uma prática de Yoga, se tornou em uma incrível descoberta. Ali, em meio a permanência dissolvi um vaasanaa (extremamente forte, só para salientar), se fez a luz e pude claramente enxergar. O karma que havia gerado um vaasanaa que havia formado um vritti. Ufa! Uma coisa a menos, no meio de tantos samskaaras.

Foi uma experiência totalmente surpreendente para mim. Foi a primeira vez que algo deste tipo havia acontecido. E aconteceu em um aasana! Todos os paradigmas e pré-conceitos estabelecidos depois daquele dia se foram e a prática de aasanas nunca mais foi a mesma. Percebi que há muito mais por de trás de um simples alongamento e esforço muscular. Há um universo além da manutenção do corpo e através das estradas de prana.

Os aasanas são aqueles que nos conduzem há um universo onde os músculos, as articulações, os órgãos e os ossos são o espelhos das nossas experiências passadas. Carregados do que somos. O simples fato de colocar o corpo de uma forma única nos leva a uma experiência diferenciada. A permanência nessas porturas ajudam a dissolver condicionamentos desenvolvidos ao longo das vidas. A liberar emoções presas nos chakras e a permitir que essa energia escoe por todo o nosso Ser. Levando esta energia a entrar em comunhão com o restante do corpo-mente. Nos tornando inteiros de consciência. Pura consciência.

Desde então faço questão de compartilhar isso com meus alunos, sempre que posso. Discursando que quando moldamos nosso corpo em uma postura, nos tornamos ela, de corpo e alma. Da importância de aproveitar a permanência e se observar. Depois que você checou se o corpo está bem posicionado, de que o alinhamento está correto e de há conforto, a viagem começa. A viagem em busca do tesouro perdido. Não estamos em busca de apenas colocar o pé atrás da cabeça, se fosse só isso, mandaria todos para o circo. Queremos mais! Queremos o tesouro.

Mergulhamos então na respiração que nos conduz pelo corpo e sentimos a nossa presença do dedão do pé ao último fio de cabelo. E cada novo ciclo respiratório, cada molécula de praana que percorre nosso corpo é uma nova oportunidade de sentir. Entender como nos sentimos naquela postura. O que passa pela nossa cabeça na permanência. Que tipo de emoção emerge. Permitir-se viajar pelo nosso Universo Interior. Pelo desconhecido, sem medo de defrontar as limitações e de superar o que antes era um muro interminável. Como o era aquela postura para mim. E viajar, sem se preocupar com o tempo, com o ganho final. Ishvara Pranidhana. Entregue-se. Busque o tesouro perdido: o Ser.


Om shanti! Om prema!

20110504

Aasana


Ásana (yoga.pro.br)


Exercícios do Yoga para auto-observação e reflexão sobre a própria natureza.
Os efeitos psicofísicos dos ásanas são secundários em relação ao propósito maior, que é a liberdade.

Bye, bye, tristeza

CULPAS E MÁGOAS, BYE-BYE!
satsanga com Swami Dayananda Saraswati

Omissão é algo que deixou de ser feito.
Comissão é algo que foi feito.
Omissões e comissões acontecem ao representarmos papéis na vida.

Omissões e comissões próprias são referentes ao papel do kartaḥ, o fazedor.
Omissões e comissões alheias são referentes ao papel do bhoktaḥ, o desfrutador.

A) Omissões e comissões minhas me fazem sentir culpado:

1) Omissão: "por que não fiz isto?"
2) Comissão: "por que fiz isto?"

B) Omissões e comissões dos demais me ferem, me magoam.

3) Omissão: "por que ele não fez isto?"
4) Comissão: "por que ele fez isto?"

A culpa sempre acompanha àquele que se identifica como kartaḥ, agente das ações.

A mágoa sempre acompanha àquele que se identifica como bhoktaḥ, o desfrutador dos resultados das ações.

Você não é nem o kartaḥ nem o bhoktaḥ, nem o agente das ações nem o desfrutador dos seus resultados. Você é a testemunha invariável que observa as ações e seus resultados.

Compreender isso é mokṣa (libertação).
Assim, você se liberta das culpas e mágoas e vive uma vida dhármica e feliz.


20110503

Huhu, Cabeção!?

Quando uma pessoa faz um aasana ela faz musculação no corpo e no cérebro:
  • ela usa os músculos para sustentar o peso de seu corpo, alongando profundamente e fortalecendo a musculatura, sem roubar o espaço da articulação, sem machucar os músculos, sua=transpira (aasanas geram calor interno, secam a gordura da musculatura!) e não fica cansada;
  • ela usa o sistema neuro motor para movimentar de forma controlada, intensa e profunda articulações e musculatura;
  • ela usa a coordenação motora para combinar as fases da respiração (inspiração e expiração) ao movimento e ao vigor muscular;
  • ela fortalece a concentração ao prestar atenção às determinadas partes do corpo que são colocados em evidência em cada enfoque do aasana (pois um mesmo aasana pode ser abordado ou observado por muitos pontas de vista ou de muitas maneiras).
  • ela limpa, oxigena nutre os órgãos internos, que recebendo a quantidade adequada de sangue e oxigênio, funcionam de maneira correta e voltam ao tamanho adequado. (Órgãos internos de tamanho maior ou menor do que é adequado à cada organismo produzem doenças e alteração na funcionalidade da musculatura ao redor deles.)
Todo aasna é um exercício de musculação para o corpo e para o 'cabeção'.

Todo aasana é um exercício que equilibra o corpo por fora e por dentro, que coordena/une a parte intangível do corpo (mente, sentimento e emoção) com a parte tangível (pele, músculos, ossos, órgãos internos).
Mens sana in corpore sano.

20110502

Sincronicidade?

Enquanto escrevia o post anterior,chegou via e-mail a mensagam do dia:
Sincronicidade ou acaso?

observaAção

São consideradas ações: atos, emoções, sentimentos, pensamentos com os quais nos identificamos, ou seja, cada um de nós 'acha' que é o que o que faz (ou não faz), o que sente, o que pensa. Em contraste, não-ações são atos, emoções, sentimentos ou pensamentos com o qual não nos misturamos.

Quando a pessoa se mistura com as ações que faz (ou que deixa de fazer), esta na posição de fazedor(a), e gera culpa (em si mesma).

Quando a pessoa se imiscui com as ações que as outras pessoas produzem, ela se coloca na posição de recebedor(a) e gera mágoa (em si mesma).


Muita energia mental, emocional e física é desperdiçada por cada pessoa tentando 'entender' ou justificar o motivo, pela qual as outras pessoas atuam ('Como é que fulano/a faz assim comigo?'). Cada pessoa atua de acordo com o grau de consciência, de percepção e aceitação de sua cultura pessoal, que é reflexo de seus valores éticos e conteúdos mentais, emocionais e do repertório de movimento de cada corpo.
 
O 'segredo' de ser livre é não se confundir com as ações.
Ações são oportunidades de experimentar, embora para a maioria das pessoas sejam ocasiões de repetir e reforçar.