20100428

Ter ou não ter, eis a questão - Luz Contemporânea


LAVOISIER REVISITADO
Por Carlos Vogt

Pelo saldo
na natureza crua
que para o homem
é também caldo
de cultura
nada se cria
nada se perde
tudo se consome

Tudo o mais no artigo 'Ter ou não ter, eis a questão' da revista eletrônica 'Luz Contemporânea' (eu AMO revista eletrônica!)

20100423

Respira

"Façam Savasana em Sarvangasana - vão aprofundando o nível da postura; não pensem em tempo na postura, mas sim em aprofundamento através da respiração; tomem consciência da respiração; façam inspirações e expirações longas, intervaladas de um ciclo de respiração normal; deixem que a respiração flua em ciclos de inspiração grande, expiração grande e ciclo normal. A respiração é como se fosse liquida e vai tomando a forma do corpo; o corpo tem agora função de recipiente. E tal como as crianças quando brincam, se têm um pequeno espaço para as suas brincadeiras, ficam limitadas a esse espaço, mas se tiverem um jardim grande para brincarem, então conseguem brincar muito mais e melhor. A respiração funciona da mesma forma."


Respiração - Aula de Prashantji, Outubro 2008

"Actualmente não temos paciência para aprender. A respiração em "super slow motion" é muito importante para observar a resposta do corpo. É preciso trabalhar nesta cultura em que não temos paciência para aprender."

Slow Motion - Prashantji, Outubro 2008, RIMYI




O que o Yoga e o Flamenco tem em comum?
Respira, pulsa, 'move' sem mover, distorce modifica o experimentar do Tempo.
O Êxtase (Samadhi <=> Duende).
Quem pensa não presta atenção <=> Se pensar, emperra.


Bússola

Clique para chegar onde quer:

Em UM SOM (coluna direita, 'em cima' do banner da Estante Virtual) tem mais música bacana.
Tem o link para Deva Premal & Miten, com downloads de algumas músicas e de letras e cifras.
Lembrar que som, música, mantra é bom, e o silêncio também é bom e necessário.

20100422

Horizonte

"O mestre na arte da vida faz pouca distinção entre o seu trabalho e o seu lazer, entre a sua mente e o seu corpo, entre a sua educação e a sua recreação, entre o seu amor e a sua religião. Ele dificilmente sabe distinguir um espaço do outro. Ele simplesmente persegue sua visão de excelência em tudo que faz, deixando para os outros a decisão de saber se está trabalhando ou se divertindo. Ele acha que está sempre fazendo as duas coisas simultaneamente."
(Autor desconhecido)

Via blog cinematográfico BemTeViBrasília, de Tania Quaresma, indicação de Sonia Hirsch

20100309

Cri(s)e dos 7 anos: Klauss, Laban, Bartenieff & cia. no Hatha Yoga


Quem freqüenta as aulas comigo sabe o quanto eu valorizo a objetividade que a abordagem do Hatha Yoga pelo método Iyengar proporciona. Porém, existem outros métodos de estudo e análise do movimento que, se usados em acordo, transforma a precisão da navalha de aço do método Iyengar em exatidão de lâmina de obsidiana.

O iniciar na prática de Hatha Yoga pelo método Iyengar pode ser mais ou menos complicado (e quem complica, não explica. Quem não explica, afinal, sabe mesmo ou é decorado?), dependendo da abordagem (mais ou menos 'esotérica', ou hermética) que o professor escolha adotar, falando em anatomês do Iyengar, sem explicar para os novatos o que é o que. Claro, a calourada fica boiando, sem poder fazer do jeito correto, sem poder aprender de cara por inteiro. Nesta hora, conhecer a Técnica de Klauss Vianna ajuda a descomplicar o jeito de expor e descrever o movimento: Klauss ensina a falar do corpo em camadas profundas com todo tipo de gente, gente com qualquer nível de erudição, ajuda a despertar nas pessoas o interesse pelo que ocorre em seus corpos sob a pele, além do que a vista 'normal' alcança.

Praticar Hatha Yoga pelo método Iyengar requer um refinar sensório, e pode ser outro obstáculo ao aprendizado e, portanto, à associação de mais pessoas ao grupo. O conhecimento da Análise Laban em Movimento, do Sistema Laban-Bartenieff e de Bartenieff Fundamentals (salve, salve Fitz-Simon!) pode ajudar a dar conta de fornecer um repertório fundamentado na perscrutação de percepções bastante eficaz e uma excelente ferramenta de apoio ao método Iyengar. Laban e Bartenieff também auxiliam no momento de organizar as ações externas e internas que constroem a entrada, permanência e saída do āsana, bem como na eficácia do seqüênciamento das ações externas e internas das correções adequadas para cada pessoa.

Além disso, Bartenieff Fundamentals facilita a respiração durante o movimento, ajuda a manter a estabilidade pélvica (sem apertar a bunda, ooops, o glúteo, socar o púbis em qualquer direção desconexa e espremer a banda sacra) e a relação entre cintura pélvica e escapular que é fundamental na feitura dos āsanas e a conecção viva entre a parte superior e inferior do corpo e liberação da coluna do fardo (peso mesmo, carga) imposto pelo uso inadequado e descoordenado de braços e pernas.

20100307



Tsk,
dessa vez, ainda não consegui fazer o vídeo caber no Blog, como fiz das outras vezes.
Clique aqui no link do vídeo para ver inteiro, aberto e legendado.

20100302

Yoga ≠ Psico(análise ou terapia)


Tratamento psicoterápico é o que procura sanear (tornar sã) a mente, fundamentando-se na tese de que as condições de desequilíbrio, desarmonia, impureza e inquietude mentais são responsáveis pelos transtornos físicos. É tratamento comprovadamente eficaz. Sua eficácia demonstra a solidez da tese.

As escolas de psicologia do inconsciente, principalmente a psicanálise e a auto-análise, têm sido as que melhor atendem aos fins psicoterápicos. Têm sido as mais utilizadas pelos especialistas de todo o mundo.

Segundo elas, somos o que somos, fazemos o que fazemos, reagimos como reagimos, sofremos ou gozamos, temos nossas crises e nossos remansos e até mesmo pensamos e cremos, não de acordo com o nível conhecido da mente, mas sim movidos, manobrados e determinados pelas camadas mais profundas, das quais não temos conhecimento claro. Sendo a mente comparada a um iceberg, a parte aflorada, isto é, a mente consciente, é mínima e relativamente incapaz, enquanto a parte submersa, o inconsciente, tem poder incomparavelmente maior. A psicoterapia pela psicanálise e pela auto-análise - tão eficientes -, em linhas gerais, consiste em tornar conhecidos (passar para o consciente ou fazer aflorar) os conteúdos e condições inconscientes e profundos. Tais conteúdos e condições resultam de esquecidas experiências traumatizantes (predominantemente da infância), que, por sua natureza maléfica e poderosa, se expressam através do anômalo comportamento dos nervos e das glândulas endócrinas. Dizem os psiquiatras que a doença é a ‘somatização’ dos conflitos e traumas escondidos, isto é, sua expressão orgânica.

Feita uma faxina do inconsciente, isto é, expulsos de lá os conteúdos reconhecidos como deletérios, já tendo esses perdido o anterior poder perturbador, concretiza-se a cura ou libertação do neurótico. Esse processo de limpeza, vale dizer de desmascaramento do adversário escondido, de alívio de carga, de conscientização do ignoto, de extravasão, de elucidação e de catarse, muda a mente e, em conseqüência, rearmoniza, corrige e normaliza os mecanismos auto-reguladores do organismo, daí imediatamente redimirem-se os sintomas. Assim, o neurótico se redime do inferno em que vivia. Diz-se, também, que se corrige a desconfortante ‘linguagem visceral’.Em outras palavras, desfaz-se a ‘somatização’.

Quem estuda o Yoga em seus veneráveis textos originais surpreende, em seu aspecto psicológico, atualidade, riqueza e sutileza tão profundas que, não fora a linguagem velada, exótica e simbólica, pareceria obra dos mais refinados e modernos entendidos nos aspectos inconscientes da alma humana. Não tenho receio de concordar com autoridades no assunto e também afirmar que o Yoga é o ancestral comum de todas as modernas escolas de psicologia profunda.

Segundo a psicanalista francesa Maryse Choisy, o próprio Freud fundou a psicanálise em princípios yogiks, que lhe teriam chegado através de Arthur Schopenhauer, o filósofo ocidental que mais se inspirou nos clássicos do hinduísmo.

Não é diferente a opinião de Carl Gustav Jung, fundador de um dos mais importantes ramos da psicanálise, que diz: ‘A própria psicanálise, bem como as diretrizes de pensamento às quais deu origem e que são, na verdade, um desenvolvimento ocidental, são uma tentativa de principiantes, comparados com o que, no Oriente, constitui uma arte imortal’.

M. Bachelard considera o Yoga a "psicologia da verticalidade".

Realmente. Se a psicanálise, num mergulho, atinge o inconsciente e daí não passa, o Yoga, mediante uma experiência transcendente, chamada samadhi, fim e essência do processo yogik, diviniza o homem no deslumbramento superconsciente.

O objetivo do processo psicanalítico é a cura de um enfermo. O do Yoga é a redenção humana ou libertação (moksha) da alma individual (jiva).

A psicanálise tem por objeto de estudo a mente enferma. O Yoga estuda e considera o homem integral, isto é, o homem potencialidade do Divino, germe e promessa da Alma Universal, expressão do Absoluto em via de aperfeiçoamento e atualização.

Para o psicanalista ortodoxo, o inconsciente é um depósito de experiências dolorosas, um porão de escória reprimida pela convivência com a sociedade que não a aceita. O Yoga considera o inconsciente apenas uma zona da mente onde o consciente não chega, não sendo fatalmente de má qualidade, formado exclusivamente de negatividades recalcadas. O inconsciente tem, em si, também luzes, tendências, impressões, energias boas, potencialidade infinita e qualidades divinas.

Sendo uma psicologia do inconsciente, o Yoga explica a vida consciente, em parte, como conseqüência do inconsciente. Todas as nossas experiências, fatal e fielmente, são gravadas numa espécie de "fita de gravação", através de ininterrupta introjeção. O que introjetamos ou gravamos nos plásticos abismos do inconsciente são: vasanas (tendências, inclinações, impulsos, motivações...) e samskaras (impressões, representações, imagens, juízos...). Lá do fundo, esse conteúdo comanda o nosso comportamento dito voluntário e consciente; comanda o que somos, queremos, sentimos, dizemos, fazemos e pensamos.

Conforme as introjeções que fazemos no curso da vida, tal será nosso destino. Quem introjeta espinho, conseqüentemente será espetado. Essas noções de vasanas e samskaras dão uma explicação psicanalítica à conhecida Lei do Karma.

Assim esclarecidos, deveríamos, por interesse profilático, selecionar as impressões e tendências que introjetamos, com o mesmo critério com que um dietista escolheria sua refeição num cardápio, visando a que, nos dias de porvir, possam elas (as escolhidas) operar em proveito da saúde e não contra ela; em direção à liberdade e não à servidão; em prol de nossa felicidade e não em seu prejuízo.

A indiscriminada, inconsciente e indisciplinada introjeção de vasanas e samskaras polui, adoece, corrompe, perturba, vicia e infelicita a mente. O yogin, sabendo disso, procura acautelar-se. Evita fisicamente as que pode e, mentalmente, aquelas que, fisicamente, lhe são impostas pelo ambiente.

Seu cuidado não é apenas na área da higiene mental, mas também na fase da cura.

Nesse particular, em que consiste a cura?

Em depurar, liberar, aclarar e aprimorar o mental. O Ashtanga Yoga ou Yoga dos oito componentes, codificado pelo sábio Patañjali, é uma forma técnica de sanear a mente, não a mente que costumamos chamar de doente, mas a mente que costumamos chamar de normal e que, em verdade, é "normalmente" incapaz para a felicidade e para o alcance da Verdade.
Agitada como é, tecida de conflitivos desejos, encabrestada pelo egoísmo, sacudida de paixão, obcecada pelo irreal e condicionada a fatores múltiplos, o que chamamos de mente normal não deixa de ser, inclusive, um obstáculo para a percepção da Verdade. Essa só é possível quando a mente impura cessa de manifestar-se, isto é, quando emudecem seus vrittis (manifestações, fenômenos, movimentos, vacilações...). Levada a mente à plena quietude, ocorre a comunhão com o Infinito; dá-se o samadhi. Tal é o objetivo da ascese de Patañjali. Tal foi o caminho seguido e ensinado por S. João da Cruz.

As imperfeições mentais, que o método visa a remover, são:

  • mala, isto é, impureza, luxúria, ódio, cobiça...


  • vikshepa, ou seja, o estado de vacilação, agitação, insegurança, volubilidade...;


  • avarana, o véu de ignorância, que lhe dá miopia espiritual e limita o alcance e a percepção.



  • O yogin aprende com Patañjali como purificar, aquietar e iluminar sua mente.

    Segundo essa escola de Yoga, a cura mental liberta o homem das condições normais e enfermiças de sua personalidade, que são:

  • asmita (egoísmo);


  • raga (concupiscência ou apego);


  • dvesha (aversão);


  • abhinivesha (medo de morrer).



  • Tais defeitos de personalidade podem ser simultaneamente efeitos e causas das imperfeições do psiquismo.

    A psicoterapia comum visa a restituir à mente enferma e sofredora as condições caracterizadas como normais. O Yoga ajuda a atingir tais resultados, mas vai mais além. Seu objetivo final é dar à mente: pureza (suddha), transcendência (buddhi) e redenção total (mukti).

    Uma forma bem interessante de entender a ação yogaterápica no tratamento do nervoso já foi exposta páginas antes, quando expusemos a teoria dos gunas. Ali mostramos que a prática do Yoga, numa ação neuroanaléptica, levanta as forças do abatido ou astênico. Em termos de gunas, poderia ser dito que à mente tamásica a prática do Yoga acrescente rajas. Ao agitado indivíduo de mente rajásica, o Yoga sativiza, isto é, dá-lhe o equilíbrio, a harmonia e a serenidade sattwa.

    Até aqui estávamos vendo o Yoga como uma forma de psicanálise. No entanto, chegou o ponto em que vamos concluir que é exatamente a antítese da psicanálise, isto é, uma psicossíntese.

    Psicanálise, ao pé da letra, quer dizer análise, divisão, separação do todo em partes, da alma (psique). O Yoga, em sua conceituação essencial e ao mesmo tempo etimológica, é exatamente a antítese disso. Yoga vem da raiz sânscrita yuj, que quer dizer juntar, unir, reunir, unificar... Yoga une. Análise separa. Como doutrina e técnica psicológica, seria literalmente uma psicossíntese.

    Unificar a alma despedaçada é Yoga. Dar unidade e coerência à mente onde reina conflito é Yoga. É Yoga harmonizar os antagonismos psíquicos. É Yoga dar coerência à vida mental. Se a mente está doente, é porque vive como ?uma casa dividida contra si mesma?. Yogaterapia consiste em restaurar a paz interna. Se, em seu estado comum, a mente é fraca, é porque a dispersão a domina, dispersão que a esparrama estagnada como pântano ou a exaure em fluir multidirecional. O Yoga atua no sentido de dar-lhe a concentração necessária, conseqüentemente gerando poder, segurança, penetração, eqüanimidade, coerência, harmonia e bem-estar. Como psicossíntese, o Yoga reduz a fluidez e a dispersão.

    Em resumo, o Yoga é uma psicoterapia porque socorre o neurótico e o livra dos sofrimentos desde que:

  • harmoniza conflitos;


  • limpa o inconsciente de vásanás e samskáras nocivos, substituindo-os, através de introjeções - positivas, condizentes com a libertação e a realização espiritual;


  • unifica a vida mental, mediante harmonizar os vários níveis e as expressões da personalidade;


  • acrescente sattwa à mente rajásica, e rajas, à tamásica, isto é, dá sabedoria e tranqüilidade ao excitado e ânimo ao astênico; 


  • orienta a mente para os rumos do Divino; 


  • reduz o egoísmo, a concupiscência, o apego e o medo;


  • liberta de velhos e dominantes condicionamentos.



  • O prof. Oskar R. Schlag foi um dos discípulos diretos de Freud, condiscípulo do grande Jung e amigo de E. Fromm. Com ele mantive amigável palestra, lastimavelmente curta demais. Ensina Yoga na Universidade de Zurich (Institut fuer Angewandte Psychologie). Para ele, o Yoga é muito mais do que a psicanálise como caminho redentor. Em conferência, em 1952, opinava: "Yoga é algo essencialmente prático para chegar-se a um fim (objetivo). Que fim é esse? A libertação. Libertação de quê? A libertação de uma situação que Freud denominou ?o encargo incômodo da nossa civilização?... Você mesmo é a fonte de todo o incômodo da nossa civilização. Dentro de você se encontra tudo aquilo contra o quê você protesta e do qual deseja se libertar".

    Aos estudiosos de Yoga como psicoterapia e em especial aos psicanalistas, indico principalmente dois livros: Western Psychoterapy and Hindu-sádhana, de Jacobs, Hans (George Allen & Unwin Ltd., Londres) e Yogas et Psychanalyse, da eminente psicanalista católica Maryse Choisy (Collection Action et Pensée aux Éditions du Mont-Blanc; Genève, Suíça). Para esta, "o Raja Yoga é o mais admirável tratado dos fatos interiores que o homem concebeu".

    José Hermógenes, no livro ‘Yoga para Nervosos’ , pags. 94 até 99.

    20100301

    Holi



    O festival de Holi sinaliza a mudança de época que marca o advento da primavera.
    É uma ocasião para esquecer todas as diferenças de casta e credo e compartilhar sentimentos de amor mútuo e boa vontade. As pessoas celebram Holi colorindo os outros com as cores de sua escolha, e assim superar as diferenças de seus corações e tornar-se mais próximo do outro.

    Há varias maneiras de comemorar o Holi : jogando água ou pó colorido uns nos outros, dançando músicas tradicionais do festival de Holi, com batidas rítmicas do tambor e procissões freéticas. Outra marca de Holi é distribuir diversos tipos de doces são feitos entre amigos e familiares. Basicamente Holi é o único festival onde as pessoas podem escapar das rígidas convenções sociais de um sistema de castas, brincar uns com os outros, e comer e divertir-se com a manutenção do amor e respeito. Holi trás a alegria e juventude de volta.

    Holi é um antigo festival da Índia e era originalmente conhecida como ' Holika’. Sua origem está ligada com a história de Prahlada, o filho do malvado rei Hiranyakashyap. Prahlad era um devoto do Senhor Vishnu, enquanto seu pai odiava Vishnu. O rei Hiranyakashyap obriga a todos a adorar seu ídolo, ignorando Vishnu, e quem fosse contra suas ordens seria morto. Ele se esforçou para matar seu filho Prahlad , mas toda vez Vishnu salvou. Depois de várias tentativas mal sicedidas de matar o filho Prahlad, Hiranyakashyap foi até sua irmã Holika, que tinha opoder de permanecer incólume dentro do fogo, e pediu a ela para segurar Prahlad e sentar-se no fogo. Ela consentiu o pedido de seu irmão. No entanto, foi Holika que acabou queimada e transformada em cinzas, enquanto Prahlad escapou inteiro do fogo. Desse momento em diante Holi é comemorado como a festa da vitória do bem sobre o mal.

    As cores falsas deste mundo transitório cobrem todos os sentidos, o corpo e a mente. Com o passar do tempo, elas desbotam ou se tornam desinteressantes. Mas mesmo a menor cor da iluminação, infunde um esclarecimento para sempre. Mesmo a morte não é possível removê-lo. É esta a cor da devoção e da iluminação que devemos incutir em nossa vida, por ocasião do Holi. Holi é um festival de cores. É um elixir que rejuvenesce o empenho e anseios de um aspirante. Ele também se espalha a mensagem do amor mútuo na sociedade.

    A pilha de madeira queimada na véspera de Holi é um símbolo da fraqueza e das paixões que dominam nossas mentes e a luz da fogueira um farol que nos guia na direção das virtudes que desejamos cultivar.

    O significado literal de Holi é 'coisa do passado' (bygone) (ho li). Isso significa que o festival de Holi ensina-nos a esquecer o passado. Seja qual for que aconteceu é passado. Esqueça. Se você guarda elogios, tudo bem, se você guarda ofensas, tudo bem, está tudo acabado agora. Mergulhe no contentamento.

    O festival de Holi sugere que também nós devemos enfrentar os obstáculos vindo em nossa direção com coragem, determinação, confiança, foco e serenidade.

    Holi é tido como um dos festivais mais piedosos que caracterizam a cultura indiana. Ele nos oferece uma excelente oportunidade para esquecer as diferenças ilusória de superioridade e inferioridade, meu e seu. É uma ocasião para abandonar os vícios e características ruins, e despertar nossa consciência/pessoa verdadeira, de sentir e perceber a bem-aventurança e a verdadeira felicidade que brotam da espontaneidade, simplicidade e da não centralização no ego.

    20100228